17 de October de 2023

Vencendo o câncer de mama

Célia Regina Gonçalves Ferreira é uma grande guerreira da luta contra essa doença

Nascida em Osasco, município da Grande São Paulo, é quarta filha de um perfil de cinco. Oriunda de família muito pobre, aos 4 anos ficou órfã de pai e, pouco antes de completar 12, perdeu a mãe que lutava para sustentar a todos batalhando como diarista. “Na época minhas irmãs mais velhas trabalhavam como domésticas em casas de família. Minha mãe faleceu em decorrência de um AVC, na época eu me senti totalmente perdida e sozinha”, contou Célia.


Precisou morar de favor em casa de conhecidos e, aos 26 anos, foi viver com sua irmã mais velha, Maria Helena, viúva que tinha uma filha de 6 anos. Foi então que a vida de Célia daria uma guinada: Maria Helena era budista!


Mas levou seis anos para que ela decidisse se converter. Célia afirma que, ao iniciar sua participação nas atividades da BSGI e passar a compreender a profundidade de seus ensinos, teve início a sua transformação de vida.


 O carma de doença se manifestou


“Sou uma pessoa que cuida da saúde, sempre faço exames de rotina”, afirmou. Em 2017, ao fazer o autoexame veremos um pequeno caroço na mama esquerda. Foi ao médico e, após vários exames, descobriu que estava com câncer.


O choque da notícia deixou-a sem realidade. Encontrava-se sozinha e ficou momentaneamente aturdida, sem saber o que indagar. “A única coisa que me ocorreu foi perguntar se tinha cura e ele me respondeu que era um tratamento demorado, mas sim era curável”. Aquela resposta encheu-a de esperança.


Encaminhada ao hospital, a primeira comprovação de sua boa sorte acumulada pelos anos de prática budista: encontrou atendentes gentis e afetuosas que conversaram e sanaram dúvidas, deixando-a mais tranquila. “Quando fui informar minhas irmãs sobre o que estava apostando, a mais velha se desesperou. Nesse momento continuei calma, convencida que iria vencer. Lembro-me que, quando fui a uma das consultas para saber mais sobre a doença e o que iria ser feito, havia uma equipe médica de cerca de seis pessoas. Depois de conversarmos entre si em termos técnicos, me questionaram se eu tinha alguma dúvida. Foi quando eu perguntei: 'tem cura?'. E eles responderam que SIM, o tratamento era demorado, mas tinha cura!”, exultou. Dali para frente pensou: “então agora é comigo, tudo depende de mim!”. Em sua cabeça estava claro que venceria com base na dedicação à oração do mantra Nam-myoho-renge-kyo.


Em novembro de 2017 foi internada para realizar uma cirurgia que a princípio tiraria um quadrante da mama esquerda, o que não ocorreu. “Percebi a manifestação da minha boa sorte. Com o cancelamento da cirurgia senti que era a oportunidade de orar muito mais”, ressaltou. Deixou o hospital com nova data de cirurgia que aconteceu em um mês.


No dia da nova internacionalização, participei da reunião mensal de seu Núcleo de Bairro, realizada festivamente no Centro Cultural Campestre e foi tranquila para o hospital, totalmente confiante. “A cirurgia ocorreu com total sucesso, saí do hospital e fui direto para casa da minha irmã, ficando com ela até janeiro de 2018”, disse feliz.


No retorno ao médico foi informado que não havia metástase, mas deveria ser submetido a oito sessões preventivas de quimioterapia a cada 21 dias. Antes de cada sessão, realizei exames de sangue para verificar a eficácia do tratamento. Sabendo que ficaria incapacitada nos dias subsequentes, chegava em casa, após cada sessão, e orava de uma a duas horas. Desta forma, durante todo o período de realização da quimioterapia, não houve nenhuma intercorrência que fizesse com que ela interrompesse o tratamento. Uma grande vitória nessa primeira fase!


“Durante o tratamento nunca questionei o porquê daquilo estar acontecendo comigo, pois a minha base eram os fundamentos do budismo Nichiren e, além do mais, sempre que pudesse, incentivava alguém que viesse falar comigo”, contornou.


Um escrito de Nichiren Daishonin, em particular, que acalentou nesse período foi Resposta ao Kyo-o . “Cheguei a decorar e gravar em meu coração, alguns trechos conhecidos como: Nichiren agiu como um rei leão. Isso é o que sutra quer dizer com 'o poder (dos budas) tal como o ímpeto de um leão' (...). O Nam-myoho-rengue-kyo é como um rugido de um leão, que doença pode, portanto, ser um obstáculo? ”, citou condenado.


Ao todo foram 28 sessões de radioterapia, que aconteciam de segunda a sexta-feira. Chegou a ter a axila esquerda ferida, precisando manter o braço em determinada posição para não lesionar mais o local. Após finalizar tudo e passar pelo médico, recebi alta, tendo apenas que tomar um comprimido pelo período de cinco anos.


“Sou uma pessoa que me procurou dedicar na prática da fé budista. Entendendo que minha vida precisa dessa luta. Procuro cultivar as pessoas, carrego em meu coração vários escritos budistas que me fazem avançar como o trecho de A Felicidade Nesse Mundo :


Sofra o que tiver que sofrer. compartilhe o que existe para ser divertido. Considere tanto os sofrimentos como a alegria como os fatos da vida, e continue orando o Nam-myoho-renge-kyo, não obstante o que aconteça. Então, experimentará uma alegria infinita da Lei. Fortaleça a sua fé mais do que nunca.

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