18 de August de 2023

A banda feminina Asas da Paz Kotekitai do Brasil completa 60 anos!!!

A atual coordenadora, Priscila Góes Ariodante Hidalgo, compartilha suas expectativas e reminiscências sobre o grupo que lidera

Priscila Góes Ariodante Hidalgo, coordenadora atual da banda

Juliana Lissa Fujiyoshi Brum, de 10 anos

Estela dos Santos Silva, de 12 anos

Quando de sua fundação em 1963, com alguns poucos jovens para um grupo sólido com milhares de membros ativos em todo o país e mais outras dezenas de milhares que já integraram e até hoje se sentiram parte – incentivam, deram apoio material e hospedagem, às que vem de fora além de alimentação entre outros –, a banda feminina Asas da Paz Kotekitai do Brasil dentre os diversos grupos artísticos da BSGI é um dos mais amados e bem-vindos. Sua coordenadora atual, Priscila, reitera nessa entrevista, suas grandes expectativas quanto ao presente imediato e ao futuro próximo.


Diferentemente do que se esperava de uma coordenadora de grupo musical, Priscila é sócia fundadora de uma consultoria de tecnologia – Peach IT Soluções em Tecnologia, pois cursa Gestão de Tecnologia, Marketing e Direito. Assim como ela, a maior parte dos integrantes são musicistas do humanismo Soka e no dia a dia, dedicam-se a ser profissionais das mais diferentes áreas.


Budista desde o nascimento, apaixonou-se à primeira vista quando assistiu a uma apresentação, ainda criança. “Era muito menina e fiquei encantada! Achei muito bonito o semblante e a postura das garotas ao longo da apresentação que assistem”, relatou. Assim como ela, centenas de garotas ao longo dessas seis décadas também foram seduzidas pelo semblante, postura e olhar desses jovens músicos.


Anjos da Paz,


Mensagens da Cultura,


Oh! Minhas companheiras


Do grupo de pífanos e tambores


Soprando suas ardentes aspirações,


Vocês são flores vicejando perenes


Nesta era turbulenta.


(Primeira estrofe do poema Anjos da Paz, composição do fundador do grupo, o presidente da SGI, dr. Daisaku Ikeda)


A arte promovendo a paz


Priscila integra o grupo há 24 anos e nesses anos todos vivenciaram muitas experiências inusitadas e surpreendentes. E, entre todas, a mais marcante aconteceu ainda criança, no grupo Pom-Pom (faixa etária de 6 a 9 anos). Priscila foi selecionada para participar do desfile cívico de 7 de setembro, no município de Osasco. Seu pai foi a pessoa carregada de levar-la. “Meu pai não era budista ainda, não sabia andar de metrô e ônibus em São Paulo, tinha dificuldades para ler e escrever, mas sempre teve um coração muito grandioso. Foi um grande desafio. Meu maior medo era não conseguir chegar a tempo no ponto de encontro”, contorno.Ao longo do caminho, tanto ela como sua mãe à distância, oraram o mantra budista com todo o coração e ambos chegaram no momento exato em que o ônibus partiria para o desfile.


“Me sentei do lado direito, na poltrona que dava vista para a calçada onde meu pai estava. Quando olhou para fora, vi que ele se derramou em lágrimas”, tornou a relatar. O pai de Priscila, de alguma forma, havia compreendido o que aquela atividade representava na vida de sua filha e foi tocado por aquele sentimento. Logo depois desse dia, seu pai decidiu se converter ao Budismo. As palavras que ele utilizou foram: “Estou observando o quanto você e sua mãe estão se desenvolvendo, e eu estou ficando para trás”.


Um texto que a inspira a se dedicar cada vez mais à banda e aos ideais da Soka Gakkai é de autoria de Daisaku Ikeda:


“O grandioso e novo horizonte da paz mundial rumo ao centenário de fundação se descortina aqui radiantemente. Vocês, jovens emergidos da terra, nasceram para ser vitoriosos. Nasceram para vencer todas as dificuldades e conduzir a família, os amigos, as pessoas de relação cármica, as pessoas comuns e a humanidade à felicidade e à paz. Vocês, que buscam e põe em prática a suprema filosofia do respeito à dignidade da vida, chamada Lei Mística, são, sem dúvida, o mais forte e radiante ‘sol da coragem’ e são a mais pura e alegre ‘flor de lótus da esperança’. Por esse motivo, por mais profunda que seja a escuridão da época, por mais conturbada que seja a sociedade, vocês vivem pelo ‘juramento’ de jamais serem derrotados.”


Um futuro promissor


Para Priscila a Kotekitai do futuro caminha para ser a efetiva porta de entrada da Soka Gakkai em meio à sociedade. “Somos o grupo de musicistas formado por mulheres, mais veterano de nosso país!”, exultou. Embora ainda desconhecidas ela prevê, a partir de todo o potencial que possuem, se tornarem a maior referência musical possível. “Para além da música, a Kotekitai é um local para forjarmos a nossa juventude recebendo um treinamento direto para a vida! É o melhor lugar para aprendermos o que é ser um ser humano de primeira categoria. Que não se acovarda diante das dificuldades, que não tem medo de lutar por seus objetivos, que se permite aprender com todas as outras pessoas”, completou.


Para tanto, ela enfatiza que é preciso aprimorar a técnica. Ela anseia pelo dia em que não mais buscarão uma metodologia musical advinda da sociedade, pois utilizarão o próprio método, inspirando e se tornando uma vasta referência musical para todas as outras bandas e musicistas do mundo. “Quem sabe um dia as pessoas nos procurem para realizar intercâmbios e trocas de aprendizados com a Asas da Paz Kotekitai do Brasil!”, exclamou a coordenadora.


Pandemia não destruiu os sonhos


A força e a união desse grupo singular foram postas à prova durante a pandemia. Tiveram que se reinventar, desenvolver novas habilidades e estratégias. Realizar ensaios para desenvolver a técnica musical através do meio virtual foi desafiador. Promoveram cursos de aprimoramento para as líderes de todo o Brasil e convidaram profissionais de renome no cenário musical para abrilhantar treinamentos online.


“Contamos com as presenças de: Sidinei Rosa, Tubista da Amazonas Filarmônica e Professor de Tuba e Eufônio no Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro; Mônica Giardini, pianista e bacharel em violão, professora e conferencista do Sopro Novo Bandas, da Yamaha do Brasil; e Priscila Bomfim, pianista e maestra assistente no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, primeira mulher e diretora musical a reger óperas da temporada do Theatro Municipal, e também regente de uma banda formada apenas por meninas e mulheres”, enumerou.


Mesmo com todo esforço, muitas integrantes acabaram se afastando do grupo devido ao longo período de distanciamento social e a impossibilidade de ensaiar em conjunto, algo que sempre foi essencial para a boa harmonia da banda. Mas as que permaneceram buscaram as companheiras pela mão e uma a uma foram retornando e a alegria dos encontros vida-a-vida foram preenchendo os ensaios com a costumeira energia eletrizante da Kotekitai.


“Os convites foram surgindo para a realização de apresentações presenciais vindos, tanto de dentro da BSGI, quanto da sociedade, reacendendo os sentimentos do que é ser Kotekitai em cada coração. As constâncias dos encontros recriando conexões. Aos poucos temos redescoberto o nosso mais precioso tesouro: a convivência em grupo em prol de um sublime ideal”, finalizou Priscila.


Pequenas em idade, grandes em ideal


Juliana Lissa Fujiyoshi Brum tem 10 anos e vive em Belém-PA; Estela dos Santos Silva tem 12 anos e é de São Paulo-SP. Ambas integram o Núcleo da Asas da Paz Kotekitai do Brasil denominado Junior, cujas integrantes têm 10 a 13 anos. Assim como elas, outras centenas de meninas representam o futuro e a esperança de todo o grupo.


“Sou da Asas da Paz Kotekitai do Brasil aqui em Belém do Pará. Meu sincero sentimento é de gratidão e muita felicidade por fazer parte desse grupo. Sinto que estou aprendendo cada vez mais e espero que em 2030 todos nós tenhamos concretizado os objetivos que traçamos”, disse Juliana.


“Tenho muita gratidão por pertencer à Asas da Paz Kotekitai do Brasil que me proporciona muitas oportunidades que é fazer o que mais amo: tocar meu instrumento junto de minhas companheiras para tocar o coração de outras pessoas!”, declarou Estela.

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