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Responsabilidade Sócio-ambiental

“O que importa é deixarmos de lado motivos egoísticos,
empenhando-nos para proteger e melhorar não só a nossa vida,
mas também a dos outros. Beneficiando os outros, estamos
beneficiando a nós mesmos.”
(Tsunessaburo Makiguti)

O poeta da floresta Thiago de Mello escreveu1 que “antes dos livros de Lovelock, de Al Gore e dos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas, Daisaku Ikeda já advertia que o aquecimento da Terra poderia causar a ruína da humanidade. As mudanças climáticas estão no centro de suas grandes preocupações”. Os esforços da SGI em todo o mundo vão além da simples advertência e visam principalmente realizar uma transformação que perpassa fronteiras, pois busca conscientizar cada indivíduo quanto à sua responsabilidade na preservação, por meio de ações conscientes e efetivas de criação de valores humanos.

Não se trata de mera falácia preservacionista, tão em voga na atualidade. São ações conscientes, empreendidas todos os dias, por centenas de milhares de pessoas no Brasil, e cerca de 112 milhões em todo o mundo.

Uma história real – Uma grande empresa multinacional do ramo de joias, com sede no Brasil, decidiu implantar um projeto sócio-ambiental em todas as suas filiais. A loja de São Paulo precisava indicar uma funcionária para iniciar o projeto e, após analisarem os arquivos pessoais de todos os funcionários, a única pessoa que compunha o perfil desejado era E., pois em seu currículo ela descrevia sua participação como voluntária em um projeto de agentes ambientais de uma ONG internacional. Sua chefe chamou-a e informou que estava sendo indicada para representar o escritório de SP. Um detalhe muito importante nessa história: E. trabalha como faxineira nesta empresa. Logo nas primeiras reuniões ela se destacou pelo empreendedorismo, visão e capacidade de articulação, inclusive propondo planilhas de controle e relatórios de desenvolvimento do projeto. Esse know how aprendido na BSGI fez toda diferença. E. relatou que um dia fez uma palestra para a diretoria da empresa expondo os detalhes do projeto e a importância de haver sincronicidade com a Matriz, citando o pensamento de René Dubos: "Pensar Global e agir local". Quando se deu conta os diretores a admiravam perplexos. Humilde, mas consciente de sua missão como propagadora da filosofia Soka de Criação de Valores, disse simplesmente: "Os senhores devem estar pensando como pode uma faxineira ter tanto conteúdo? O presidente da SGI, dr. Daisaku Ikeda foi quem me ensinou e estimulou a ser o que sou". Como resultado ela foi entrevistada pela equipe de comunicação da empresa para contar sua trajetória de vida e como ela se interessou por reciclagem e sustentabilidade. Logo após esse episódio, E. foi promovida, deixando o setor de limpeza para outro de maior destaque.

A história de E. não é um caso isolado. É somente uma dentre inúmeras, que compõem a trajetória de mais de 60 anos da BSGI.

O conceito de responsabilidade sócio-ambiental surgiu no início do século XX, mas foi somente na década de 1990 que o tema passou a figurar em pautas de todos os níveis, a partir da divulgação dos resultados das duas primeiras Conferências Mundiais da Indústria sobre gerenciamento ambiental, ocorridas em 1984 e 1991. Mas, antes disso, em 1972, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano foi um evento que transformou o meio ambiente em uma questão de relevância crucial para o futuro da humanidade. A partir deste evento, o tema passou a figurar na lista de prioridades em várias agendas nacionais e regionais. Esta conferência também instituiu a criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) como “a consciência ambiental do sistema da Organização das Nações Unidas”.

Foi também nessa época que a SGI, defendeu pela primeira vez, a criação de um Conselho de Segurança do Meio Ambiente e a formação de uma Força Mantenedora do Meio Ambiente semelhante à já existente Força Mantenedora da Paz das Nações Unidas. E vem sustentando essa bandeira desde então como uma forma efetiva de assegurar o cumprimento efetivo das medidas propostas posteriormente na Rio-92. Mais localmente, a BSGI, por meio de seus Núcleos de Bairro, fomenta a conscientização de seus associados para a questão e incentiva a efetiva participação em ações sócio-ambientais, como na história de E. narrada acima.

Uma de suas ações foi a criação do Centro de Projetos e Estudos Ambientais do Amazonas (Cepeam). Instalado numa área de 55 hectares, próxima a cidade de Manaus, foi criado no início da década de 1990 por iniciativa do presidente da SGI, Daisaku Ikeda, com o propósito de contribuir efetivamente para a proteção, preservação e conservação de ecossistemas amazônicos para a melhoria da qualidade de vida dos povos locais.

Desenvolver e conscientizar para preservar. Esta é a premissa que a BSGI vem empreendendo pois compreende que se trata de uma necessidade básica para o estabelecimento de uma existência pacífica e plena.

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