Artes e Educação Exposição “Sementes da Mudança:
a Carta da Terra e o Potencial Humano”
A exposição na França.
“Não importa quão complexos os problemas globais possam ser, somos nós que os criamos. E não está além de nosso poder resolvê-los.” Uma mensagem como essa e exemplos que a ilustram renovam a esperança sobre um tópico que cada vez mais provoca reação de desespero.
O fragmento citado acima foi retirado do painel introdutório da exposição “Sementes da Mudança: a Carta da Terra e o Potencial Humano”, criada pela SGI e pela Iniciativa da Carta da Terra e exibida na Conferência Mundial sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente, em 2002, Johanesburgo, onde conquistou o terceiro lugar na categoria das exposições independentes.
Agora, uma exposição mais atualizada relaciona painéis sobre o estado do mundo a uma mensagem de esperança a respeito do potencial de cada indivíduo para fazer uma mudança positiva. Ela é estruturada em torno da Carta da Terra — declaração de princípios éticos para a construção de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica — e apresenta a carta como ferramenta para a compreensão e concretização da visão de um mundo sustentável.
A exposição está sendo utilizada como recurso-chave pela SGI e pelas organizações relacionadas à Carta da Terra para promover um desenvolvimento sustentável no mundo todo. Seu propósito é oferecer inspiração e esperança, fatos e informação. É provocar reações como “Eu fiquei profundamente comovido e inspirado. Farei algo a partir de hoje”.
:: Aprender, refletir e capacitar
Três painéis dedicam-se a explicar a Carta da Terra. Trata-se de um projeto para o desenvolvimento sustentável, que oferece um desdobramento concreto de quais devem ser os elementos para um futuro equilibrado. Os painéis descrevem o nascimento da Carta, apresentam seus princípios e mostram seu uso como recurso efetivo para a educação e desenvolvimento sustentável.
Antes desses painéis, há uma introdução do conceito de sustentabilidade — sucintamente expresso como o processo que “se volta para as necessidades do presente sem pôr em risco a habilidade das futuras gerações em atender às suas necessidades”.
A educação é fundamental para a transformação do desenvolvimento explorador em desenvolvimento sustentável. A Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, tema do quinto painel da exposição, apresenta uma oportunidade decisiva para promover essa urgente mudança de consciência em nível global.
A SGI está comprometida com esse tema, conforme proposto originalmente pelos representantes da Soka Gakkai (em um fórum de organizações não-governamentais do Japão, antes de tornar-se parte das propostas do governo japonês para a Conferência Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 2002 e ser finalmente adotado pela Assembléia Geral das Nações Unidas em dezembro daquele ano).
Estudantes de Taiwan aprendem
sobre a proteção ao meio ambiente.
“Aprender” envolve “o aprofundamento de nossa conscientização sobre questões e fatos relacionados ao meio ambiente e também a compreensão de causas da destruição ambiental”. Talvez implique a obrigatoriedade de “entender a realidade dos que sofrem, abraçando sua dor como se fosse a nossa”.
“Refletir” indica o esforço consciente para “entender como os problemas ambientais estão relacionados à nossa vida diária”, o que a educação deve incentivar. “Capacitar” descreve a função básica da educação, é “inspirar a crença de que cada um de nós possui tanto o poder como a responsabilidade para provocar uma mudança positiva em escala global”. Educar é mais que oferecer informações; as pessoas devem ser capacitadas com coragem e esperança para ações concretas.
O que traz toda essa teoria a uma leitura encorajadora é uma série de painéis da exposição que descreve como os indivíduos de diferentes partes do mundo vêm lidando com os problemas de suas comunidades e, conseqüentemente, tornam-se força para uma mudança integral. Isso inclui pessoas como Wangari Maathai que, preocupada com o desmatamento em sua terra natal, o Quênia, criou um banco de sementes em sua região e incentivou outras mulheres a fazer o mesmo. A iniciativa progrediu, e agora, por volta de 20 milhões de árvores já foram plantadas. O mais importante é que a ação gerou mudanças sociais positivas em comunidades de todo o Quênia, capacitando as mulheres e amenizando a pobreza.
Um voluntário da
SGI-África do Sul
explica
a exposição
a um visitante.
A história da professora Maathai — além de outros dois casos, um dos quais também é descrito na exposição — é o tema do documentário vencedor de vários prêmios Uma Revolução Silenciosa. Esse filme, um projeto conjunto da SGI, da Unep, da UNDP e do Conselho da Terra, é exibido com freqüência na exposição e constitui-se um recurso educacional popular.
Três novos painéis foram recentemente incorporados à exposição. Apresentam exemplos de como grupos em diferentes países têm usado a Carta da Terra para promover mudanças sociais positivas.
O painel final oferece uma lista de sugestões simples com as quais os visitantes podem iniciar seu próprio processo de mudança positiva, não importando onde estejam, plantando uma árvore ou usando a Carta da Terra como tema para discussão sobre o nosso futuro comum.
:: Iniciativas locais
A exposição foi traduzida para o espanhol, chinês, japonês, francês, italiano e alemão e está sendo amplamente utilizada pela SGI e por outras organizações em todo o mundo; de modo geral, em conjunto com atividades relacionadas, de iniciativas ambientais que vão de reciclagem e mutirões de limpeza a seminários inter-religiosos. É muitas vezes complementada com conteúdo adicional, como fotografias de natureza, citações motivadoras e desenhos de crianças.
No Reino Unido, a exposição foi ampliada com atividades que incluíam internet para crianças e mostras sobre idéias práticas para uma vida sustentável, reciclagem e energia renovável.
Foi o elemento central dos “Festivais Culturais da Amizade” da Associação Soka de Taiwan realizados em 2003. O objetivo dos festivais foi transmitir energia às comunidades locais após a epidemia da Sars, que havia forçado as pessoas a ficarem confinadas em suas casas. A exposição foi apresentada em aproximadamente 120 locais de Taiwan. “Foi muito bem recebida,” disse Landy Lin, líder estudantil da Associação Soka de Taiwan.
“Ela remete a uma crescente preocupação nacional sobre os problemas ambientais e proporciona uma mensagem de incentivo sobre o potencial de cada indivíduo de fazer uma diferença positiva. Muitas escolas têm pedido para que ela se torne uma mostra permanente.”
No Canadá, alguns dos painéis e o vídeo Uma Revolução Silenciosa também foram incorporados a um kit de recursos educacionais criado pelo projeto Conexões em Sala de Aula e denominado Criando a Paz — Empreendendo Ações, que está sendo utilizado em 80% das escolas canadenses. A reação dos estudantes diante da exposição — como se vê a seguir — mostram tipicamente seu senso de responsabilidade social: “Essa apresentação abriu meus olhos sobre como uma pessoa pode fazer a diferença de verdade. Espero que eu possa encontrar coragem para fazer essa diferença agora.”
A SGI-Itália está usando a exposição em um projeto público para jovens que gera discussões sobre assuntos sociais e desenvolvimento sustentável. “É muito, muito útil como ferramenta educacional. Definitivamente muda o ponto de vista das pessoas e lhes oferece meios para agir”, diz Godelieve Cooymans, da SGI-Itália.
A exposição está disponível em formato digital (para impressão) no Escritório de Informações Públicas da SGI, para pessoas e entidades interessadas.
Textos e imagens pertencentes à Associação Brasil SGI. Direitos Reservados.