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Outubro/Dezembro
2005

Destaque
Delegados por um dia
Jan Fredrickson

Modelo Slough da Assembléia Geral das Nações Unidas 2005 (Munga, na sigla em inglês) foi realizado no Centro Cultural de Taplow Court, da SGI do Reino Unido (SGI-UK), em 7 de julho.

Os trágicos atentados terroristas ocorridos em Londres não serão esquecidos por nós facilmente, mas para aqueles envolvidos em organizar a Conferência Modelo das Nações Unidas deste ano, o significado desse dia começou muito antes.

Este ano, novamente a SGI-UK sediou um programa de educação de cidadania para capacitar jovens, a maioria com 14 ou 15 anos, a explorar questões globais complexas, assumindo o papel de delegados das Nações Unidas.
“Um dos melhores dias de minha vida...
Aprendi a ser mais confiante.”

Apoiado pela Creative Partnerships, uma iniciativa do governo do Reino Unido administrada pelo Conselho de Artes da Inglaterra, todo estudante da nona série das escolas de ensino médio em Slough, oeste de Londres, tem a oportunidade de aprender sobre o funcionamento das Nações Unidas e desenvolver habilidades essenciais na argumentação, persuasão e negociação, fundamentais no papel de delegados das Nações Unidas.

Trabalhando em parceria, profissionais de teatro e professores escolhem então nove estudantes de cada escola para representarem três diferentes estados-membros das Nações Unidas, compondo 33 delegações no total. Representando países como Japão, Cuba, Somália, Vietnã, Estados Unidos e Coréia do Norte, os estudantes-delegados aprendem a como escrever declarações políticas, apresentar, debater e emendar resoluções — tanto no Comitê como na Assembléia Geral — sobre questões relacionadas à pobreza, educação, direitos das crianças e crianças na guerra.

Em cada estágio, ONGs especializadas, como a Salvem as Crianças e a Anistia Internacional, fornecem treinamento para estudantes e professores, mas o foco são os jovens assumindo a responsabilidade — engajando-se em suas próprias pesquisas e aprendendo com criatividade à medida que atuam como representantes do país que adotaram.

No início do dia, os delegados expressam suas elevadas expectativas sobre o que gostariam de alcançar na Assembléia Geral: “Educação fundamental grátis em todo o mundo”, “Perdão para a dívida do Terceiro Mundo”, “Fazer a diferença na pobreza do mundo”. A própria sessão da Assembléia Geral é uma oportunidade de se lidar com as complexidades das negociações nos acordos internacionais.

“Aprendi a fundamentar
solidamente um argumento.

Alguns dos resultados mais importantes para os delegados incluem “uma melhor compreensão das diferentes visões no mundo”, “ver como a dívida, as crianças-soldados e outras questões podem ser direcionadas” e compreender “como é árduo o trabalho nas Nações Unidas”. Muitos também relataram o quanto apreciaram ser tratados como adultos, e não como crianças.

Os jovens reagem à atmosfera de Taplow Court muito positivamente. Começam acreditando que podem fazer a diferença em seu mundo e descobrem estratégias para mudanças efetivas.

“Aprendi como é importante
a comunicação em nosso mundo.
Gostei dessa experiência toda e
gostaria de repeti-la.”

Finalmente, os comentários dos próprios jovens trazem um testemunho do valor desse trabalho e o benefício que todos nós envolvidos na parceria — as escolas, a SGI-UK e os profissionais criativos — tiveram. Em uma época em que o papel e o status das Nações Unidas são tema de muita controvérsia e quando há muita tentação para dar lugar ao temor e ao desespero, é comovente ver o que os jovens são capazes de compreender nas questões que enfrentam e em comunicar o que não é necessariamente sua própria visão de maneira articulada. O resultado final deste ano do Munga foi resumido com habilidade por um de nossos colegas da SGI-UK: “Com jovens como esses, o futuro está em mãos seguras.”

Jan Fredrickson é coordenador de cidadania da
Creative Partnerships, Slough, Reino Unido.



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