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Artes e Educação
A Conferência de Paz dos Jovens da Soka Gakkai
Kimiaki Kawai, presidente da YPC
Uma delegação de jovens da Soka
Gakkai visita um campo de
refugiados no Quênia.
Fevereiro de 1993. |
Jovens em Hiroxima coletam
assinaturas para a campanha Abolição 2000,
visando a eliminar as armas nucleares. |
A Conferência de Paz dos Jovens da Soka Gakkai (Youth Peace Conference, YPC) foi estabelecida em 1979 como um eixo na promoção de um movimento de jovens dedicado a construir uma sociedade pacífica baseada na filosofia budista da dignidade da vida. Os jovens da Soka Gakkai vêem essas atividades pacifistas essencialmente como um movimento educacional para despertar nos indivíduos o espírito da cidadania global, um objetivo sustentado pela Soka Gakkai desde a sua fundação.
Abolição da Guerra
A Soka Gakkai foi fundada como um grupo de reforma educacional em 1930, por Tsunessaburo Makiguti e Jossei Toda, que se tornaram seu primeiro e segundo presidentes. Ambos eram educadores. Durante a Segunda Guerra Mundial, Makiguti e Toda foram aprisionados por sua oposição ao governo militarista japonês e ao abuso da religião e da educação no apoio à guerra de agressão na Ásia. Makiguti faleceu na prisão em 1944, mas Toda, seu seguidor mais próximo, saiu da prisão após a guerra e reconstruiu a Soka Gakkai como uma associação leiga budista. Em 1957, em sua Declaração pela Abolição das Armas Nucleares proferida em um encontro de 50 mil jovens, Toda clamou para os participantes que assumissem a responsabilidade em estabelecer o princípio do respeito pela dignidade da vida humana como um parâmetro social básico. Essa declaração, uma das últimas instruções de Toda que viria a falecer no ano seguinte, tornou-se o ponto de partida do movimento pela paz dos jovens da Soka Gakkai.
Exposição “Rumo ao Século da Humanidade — Direitos Humanos no Mundo de Hoje”, em Haia, Países Baixos, 1998.
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Em 1973, os jovens da Soka Gakkai no Japão adotaram o Apelo pela Proteção do Direito de Viver. Nele, confirmavam seu compromisso de trabalharem visando a uma paz duradoura e pelo bem-estar de todos os povos por meio de um persistente clamor pela abolição da guerra, pela proteção ambiental e pela oposição a todas as formas de opressão e violência. Hoje, a YPC realiza várias campanhas baseadas nas propostas de paz divulgadas pelo presidente da SGI (veja em www.sgi.org/english/
President/peace-pro.htm). |
Um de seus direcionamentos básicos é o apoio às iniciativas da ONU. O objetivo das atividades da YPC nesse sentido é incrementar a conscientização pública em torno das questões globais, também identificadas como questões-chaves nas Nações Unidas. Para isso, a YPC adota uma abordagem educacional.
Educação pública
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Rádios usados foram coletados e doados ao Camboja por meio da Untac para ajudar na primeira eleição democrática no país. Tóquio, 1992–1993. |
As iniciativas de promoção da paz incluem exposições internacionais, como a “Armas Nucleares: Ameaça ao Nosso Mundo”, apresentada pela primeira vez em 1982 durante uma sessão especial sobre desarmamento na sede das Nações Unidas em Nova York, em cooperação com o Departamento de Informação Pública e as cidades de Hiroxima e Nagasaki. Ela apresentou-se em 39 cidades de 24 países. Para registrar as experiências de pessoas durante a Segunda Guerra Mundial, os jovens da Soka Gakkai compilaram 80 volumes de mais de mil relatos pessoais. Muitos desses relatos também foram registrados em vídeo. Em 1975 e em 1998, foram colhidas respectivamente 10 e 13 milhões de assinaturas para uma petição anti-armas nucleares, as quais foram encaminhadas, a primeira, à sede da ONU, e a segunda, ao Movimento Abolição2000.
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Palestra do pacifista Jan Øberg. Nagoya, 2004. |
Um outro foco da YPC tem sido a promoção da educação dos direitos humanos, em apoio à Década das Nações Unidas para a Educação dos Direitos Humanos (1995–2004) e ao Programa Mundial pela Educação dos Direitos Humanos, que começou no início de 2005. Essas iniciativas incluem exposições como “Rumo ao Século da Humanidade — Direitos Humanos no Mundo de Hoje”, que excursionou por cerca de 40 cidades em 8 países, uma exposição anti-apartheid e palestras e seminários sobre questões relacionadas à paz. A YPC também criou exposições para promover a educação para o desenvolvimento sustentável e campanhas que visam a deter o comportamento agressivo (bullying) nas escolas japonesas.
Ajuda humanitária
A YPC vem se engajando ativamente na ajuda humanitária, incluindo ajuda a refugiados e o auxílio à restauração de áreas afetadas no pós-guerra. Ela vem realizando anualmente campanhas de arrecadação de fundos e de conscientização em apoio ao Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). Entre 1973 e 2001, a YPC realizou 21 campanhas para facilitar o fornecimento de assistência médica, alimento, educação e outros serviços administrados pela Acnur e outras organizações relacionadas. Em 1993, a YPC coordenou a coleta de 300 mil rádios usados e os doou ao povo do Camboja, por meio da Autoridade de Transição das Nações Unidas, para auxiliá-los a estarem informados sobre a primeira eleição democrática do país.
Evento para promover a proteção ambiental.
Japão, 1993. |
O presidente da SGI, Daisaku Ikeda, escreveu: “A capacitação das pessoas, pelas pessoas, para as pessoas, para inspirar e iluminar o espírito de cada indivíduo, será a força fundamental para realmente transformar o mundo.” |
O propósito de nosso movimento é criar uma cultura de paz; é plantar as sementes da paz no coração de cada pessoa e cultivar o solo espiritual no qual a paz possa ser construída. O diálogo é a verdadeira ferramenta desse empreendimento. É nossa firme convicção que construir uma fortaleza de paz dentro do coração de cada pessoa por meio do diálogo efetivo é o mais certeiro caminho para a paz.
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