Banda Marcial
Renaissance Vanguard.
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Apresentação em
um evento público |
O Corpo Musical Ongakutai foi fundado no Japão em maio de 1954. Comemora, então, neste ano seu 50o aniversário e faz dessa uma ocasião propícia para contemplar sua história de notável desenvolvimento. Formado no princípio por alguns voluntários que se apresentavam principalmente para animar os eventos da Soka Gakkai, esse corpo musical é composto hoje por cerca de vinte mil integrantes em todo o Japão. De sua formação original voltada para a marcha e para os instrumentos de metais, o corpo expandiu seu escopo incluindo agora grupos corais, bandas, orquestra sinfônica e, mais recentemente, grupos de gêneros musicais folclóricos e étnicos. Os concertos e as apresentações em eventos públicos abrangem de estádios esportivos a casas de repouso.
Três anos antes da fundação desse corpo musical, Jossei Toda foi indicado para ser o segundo presidente da Soka Gakkai. Imediatamente se mobilizou para levar uma mensagem budista de encorajamento a uma população que ainda sofria com a devastação da II Guerra Mundial. Em particular, entre os integrantes jovens da organização, havia o anseio por alguma forma de expressão cultural e musical. Daisaku Ikeda, posteriormente o terceiro presidente da Soka Gakkai, empreendeu esforços para encorajar o amor pela música nesses jovens.
Significativamente, os empenhos iniciais do corpo musical representaram também os primeiros passos da Soka Gakkai para ultrapassar as fronteiras tradicionais de uma entidade religiosa e assumir um comprometimento mais amplo com os ideais da paz, cultura e educação.
:: Espírito de desafio
Apesar de seu desenvolvimento, o Ongakutai ainda mantém um sabor de amadorismo, o que dá às suas atividades uma característica singular. A grande maioria dos jovens ativos nos diferentes corais, orquestras e bandas desse corpo musical não possui treinamento profissional em música. A qualificação-chave para eles é o desejo de fazer música e a vontade de empreender desafios. Esses jovens ― professores, vendedores e outros tipos de profissionais durante o dia ― reúnem-se à noite e nos finais de semana para os ensaios, que podem durar até doze horas. Para a Banda Marcial Renaissance Vanguard, encontrar locais que possam se adequar aos complexos movimentos dos quase cem participantes é desafio constante.
Durante cinco anos, a Banda Musical de Yamagata participou de eventos em apoio a pessoas com necessidades especiais. Atualmente, apresenta concertos em instituições para idosos. Um administrador de uma das instituições ficou profundamente comovido ao ver os residentes, alguns que não sorriam havia anos, batendo palmas alegremente numa das apresentações. “Eu realmente senti o poder da música de enriquecer e revigorar o coração.”
Em Kansai, no oeste do Japão, Nobuya Kuninaka estava determinado a colocar em prática o espírito de contribuição social que havia aprendido em suas atividades no corpo musical. Como proprietário de uma companhia que processa material reciclável, ele se esforçou para aumentar a porcentagem de materiais reciclados. Em 2000, sua companhia se tornou uma das primeiras em seu setor a alcançar os padrões internacionais para obtenção do certificado ISO 14001, como empresa-modelo na conservação ambiental.
Dedicados esforços individuais levaram ao sucesso coletivo: desde 1997, a Banda de Metais e Percussão Soka Renaissance Vanguard foi eleita a melhor do Japão por sete vezes consecutivas. Akihiko Inada é vice-coordenador do Corpo Musical: “Por sermos a melhor banda, outros grupos interessam-se pelo que fazemos ― nossos ensaios são sempre abertos. Temos orgulho de fazer crescer o interesse pelas bandas marciais no Japão, ajudando a estimular essa forma cultural. E mais importante do que isso: queremos criar uma música que ofereça encorajamento e esperança às pessoas.”