Fórum de Religiões da Costa do Marfim, janeiro de 2004. |
A SGI-Costa do Marfim existe desde 17 de outubro de 1983, quando a primeira comunidade foi criada com 30 membros. A organização foi oficialmente reconhecida como instituição religiosa em outubro de 1999. |
Quando fui designado líder da SGI-Costa
do Marfim em 1990, havia cerca de 200
pessoas praticando o budismo de Nitiren
Daishonin em nosso país. Treze anos mais
tarde, no fim de 2003, existiam 11 mil pessoas
agrupadas em três principais áreas.
A primeira é a Terra da Vitória, ao redor
de Yopougon, o maior distrito de Abidjan,
com cerca de 3 mil membros. O coordenador
dessa área, Maurice N’guessan, é inspetor de importação do Ministério
de Economia e Finanças
e a coordenadora da Divisão
Feminina é Henriette Gnakpa,
assistente social.
A área Sol da Esperança
abrange o resto de Abidjan e
Dimbokro, com 4 mil membros. É coordenada por Bi Gohi
Irié, professor aposentado de
educação física, e a coordenadora
feminina é a sua esposa,
Mathilde Irié, professora de ensino
fundamental.
Por fim, a área Bélier d’Or sediada em
Yamoussoukro, capital, situada no centro
do país. Abrange o restante da nação e
também possui cerca de 4 mil membros.
Sr. Diomandé, professor do Inset (Instituto
Nacional Superior de Educação Técnica),
e a Sra. Massa, uma executiva, coordenam
essa área.
O presidente da SGI, Daisaku Ikeda,
declarou que a África é o continente do
século XXI. E nós estamos empenhados
em sermos uma organização modelo da
SGI na África e realizando muitas atividades
que contribuam para a sociedade.
Temos esclarecido, em reuniões de diálogo,
seminários públicos e na mídia, inclusive
em vários programas de televisão,
o importante papel que o budismo pode
exercer no estabelecimento da paz na África e, em particular, na Costa do Marfim.
Estamos determinados a fazer da Costa
do Marfim um lugar com estabilidade,
paz e prosperidade, onde haja cidadãos
orgulhosos do mundo.
É verdade que estamos passando por
conflitos há dois anos, mas, graças à nossa
filosofia e ao encorajamento que recebemos,
estamos firmes. Mantemos contato
regular com os associados que vivem
em áreas afetadas. Eles estão bem. De fato, apesar das muitas dificuldades, nossa
organização vem crescendo. Talvez nesses
tempos difíceis as pessoas estejam buscando
uma filosofia que possa trazer estabilidade
interna e força para sua vida.
Esforços humanitários
A partir do alto, à esquerda:
um representante do grupo
de médicos da SGI-Costa do
Marfim; o casal Déazon apresentando o Prêmio Ikeda; pacientes vítimas da guerra civil recebem cuidados
médicos dos voluntários da
SGI-Costa do Marfim. |
Desde que o conflito começou, entre 18 e 19 de setembro de 2002, o povo da Costa do Marfim soube de nossa existência por meio de nossos esforços empreendidos no cuidado às vítimas da guerra civil. Em outubro de 2002, a SGI prestou assistência às vítimas da guerra e forneceu educação aos órfãos. Em novembro, durante dez dias, transportamos milhares de pessoas desabrigadas pela guerra de Yamoussoukro até os destinos de sua escolha. Durante as jornadas, fornecemos comida aos refugiados. |
Em janeiro de 2003, levamos suprimentos
médicos e alimentos para o acampamento
Miegou, em Yamoussoukro,
e também providenciamos
transporte para aproximadamente
70 pessoas do acampamento
até Abidjan.
Em abril de 2003, quando o
conflito estava no auge, visitei,
com outros líderes da SGI-Costa
do Marfim, umas das cidades
mais afetadas, chamada
Bouaké, a pedido dos nossos
associados dessa localidade.
Realizamos uma sincera cerimônia
pela paz por várias horas
na casa do Sr. Gnaka Narcisse, e a situação
se acalmou no país naquela época.
A viagem de regresso foi extremamente
perigosa, pois suspeitavam que fôssemos
espiões — chegamos a ser ameaçados.
De junho até agosto de 2003, nosso grupo
de médicos ofereceu assistência durante
45 dias, cuidando das vítimas da
guerra no oeste do país, umas das regiões
mais afetadas.
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Em janeiro de 2004, realizamos uma cerimônia especial para doar suprimentos, incluindo roupas, aos nossos associados e a outras pessoas, todos deslocados devido à guerra. |
No mesmo mês, participamos de uma atividade inter-religiosa, o Fórum de Religiões da Costa do Marfim. Entre os participantes estavam representantes do islamismo, várias denominações cristãs, praticantes do Bahá’í e SGI-Costa do Marfim. Discutimos formas de trabalhos conjuntos para conquistarmos a paz.
No campo da educação,
uma universidade
particular, L’Université
dês Temps Libres, em
Abidjan, decidiu colaborar
conosco oferecendo
uma opção especial
de treinamento chamado “Cultura e Educação
— Criando Valor para a Paz” nos anos letivos
de 2004 e 2005. Essa atividade apresenta
as idéias pedagógicas de Tsunessaburo
Makiguti, fundador da Soka Gakkai.
“Estamos confiantes de que todos os nossos
esforços construirão a paz e frutificarão.” |
Também temos uma posição
resoluta contra a corrupção que tanto mal traz para nossa nação. É difícil
para os jovens formandos encontrarem trabalho
devido ao nepotismo em larga escala.
Encorajamos os membros a não participarem de práticas
corruptas e não oferecerem
suborno para
conseguirem emprego,
licença de motorista ou
oportunidades de treinamento.
Essa é uma
luta árdua, mas, por
meio de um esforço determinado,
embasado
em nossa filosofia, esperamos
ser vitoriosos.
A SGI-Costa do
Marfim instituiu o“Prêmio Ikeda da Costa
do Marfim” para os
campos da cultura e
educação. A primeira
cerimônia de entrega
ocorreu em 2 de maio
de 2003, no Palácio da
Cultura em Treichville,
Abidjan, diante de
um público de 5 mil
pessoas. A Associação de Escritores da
Costa do Marfim foi a primeira ganhadora
desse prêmio, destinado a grupos responsáveis
por importantes contribuições
para a promoção da cultura e
da educação rumo à paz.