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Abril/Junho
2004

Artes e Educação
Construindo uma cultura de paz

“Construindo uma Cultura de Paz para as Crianças do Mundo”, uma exposição co-promovida pela SGI-USA, foi realizada no lobby da sede das Nações Unidas em Nova York, em 4 de fevereiro.


O sub-secretário-geral
Chowdhury no corte da fita inaugural da exposição
Na inauguração, o sub-secretário-geral das Nações Unidas, Anwarul K. Chowdhury, declarou que o mundo de amanhã será melhor se os jovens crescerem imbuídos de uma cultura de paz. Ele também apresentou uma mensagem de Daisaku Ikeda afirmando que uma cultura de paz não é um sonho distante, mas começa em nosso coração e no esforço de criarmos o espírito de respeito pela diversidade e de nos preocuparmos com o outro.

Durante a cerimônia de inauguração, a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz Betty Williams também discursou e houve ainda apresentação do coral da Escola Internacional das Nações Unidas e dos membros do Comitê Internacional de Artistas pela Paz (ICAP): o pianista de jazz Herbie Hancock, o guitarrista Larry Coryell, o baixista Buster Williams, o baterista Terri Lynn Carrington e o flautista Nestor Torres. A exposição foi encerrada em 27 de fevereiro e atraiu muitos grupos escolares e jovens que visitaram a sede das Nações Unidas pela primeira vez.

Essa mostra foi promovida de forma conjunta pela SGI-USA; pelo Escritório de Altos Representantes para os Países Menos Desenvolvidos, Países em Desenvolvimento Cercados de Terra e Estados em Desenvolvimento em Pequenas Ilhas (OHRLLS); pelas missões permanentes nas Nações Unidas da Comunidade das Bahamas, da República Popular Democrática do Laos, da República de Moçambique, de Tuvalu e pelo Comitê Internacional de Artistas pela Paz.

Em dezembro de 2002, o subsecretário- geral Chowdhury proferiu o discurso principal em um evento promovido pela SGI-USA, pelo ICAP e por grupos comunitários locais do sul da Flórida, no Centro Cultural Campestre da SGI-USA, com o tema “Construindo uma Cultura de Paz: do Conflito ao Diálogo”. Ele falou sobre a importância da Década Internacional para uma Cultura de Paz e Não-Violência para as Crianças do Mundo (2001–2010). Vale mencionar que, no final da década de 1990, o então embaixador Chowdhury teve um importante papel na adoção desse conceito pela comunidade global representada pelas Nações Unidas.

:: Paz na Vida Diária

Na ocasião, representantes da SGI-USA foram tocados pelos princípios básicos da cultura de paz e convencidos de que esses princípios expressam em uma linguagem compreensível e direta o que os membros da SGI fazem em suas atividades religiosas e na vida diária como cidadãos responsáveis. Também ficou claro que tais princípios são universalmente acessíveis às pessoas em todo lugar. Eles planejam ainda criar uma exposição educacional que estimule os visitantes a despertar para seu potencial inato de construção da paz e liberá-lo.

"O objetivo da exposição é despertar cada visitante a reconhecer-se como um
protagonista no drama da construção
de uma cultura de paz."

Ian McIlraith, da SGI-USA, comenta: “Decidimos abordar as oito áreas de ação definidas pelas Nações Unidas para o Ano Internacional e a Década Internacional, incluindo a educação, o respeito pelos direitos humanos, a igualdade entre homens e mulheres e o livre fluxo de informação, bem como a paz e a segurança internacional. Também acreditamos que os sete caminhos para a paz delineados no livro de Daisaku Ikeda, Em Prol do Futuro, são igualmente essenciais.” A exposição apresenta ainda indivíduos — de pessoas comuns a crianças e ganhadores do Prêmio Nobel — que estão fazendo a diferença, grande ou pequena, em seu ambiente, vizinhança, comunidade e sociedade.

Ian explica por que a exposição foi preparada para esta época: “Os Estados Unidos vêm buscando agressivamente uma abordagem de peso para as relações internacionais nos anos recentes. Acreditamos que seja preciso inserir algumas alternativas viáveis para essa abordagem no diálogo nacional.”

:: Capacitação

O objetivo da exposição é despertar cada visitante a reconhecer-se como um protagonista no drama da construção de uma cultura de paz. Muitas mensagens hoje enfraquecem as pessoas, fazendo com que se sintam mais e mais incapazes de mudar as tendências que vêem no mundo pelos meios de comunicação. A exposição pretende contrabalançar esse sentimento nos visitantes.

Uma versão anterior da exposição foi apresentada na reunião anual da Federação Mundial das Associações das Nações Unidas (WFUNA) em maio de 2003, no World Trade Center de Barcelona, na Espanha. Ela serviu como um complemento para a conferência sobre a construção de uma cultura de paz na Universidade de Columbia, em Nova York, no mês de agosto. Também foi apresentada na reunião anual do Clube de Roma, em Amman, na Jordânia, a convite de Sua Alteza Real El Hassan bin Talal, atual presidente do Clube de Roma, em outubro, antes de ser inaugurada na Biblioteca da Escola de Educação da Universidade de Harvard, em novembro.

Estão programadas outras edições dessa exposição em universidades e em qualquer lugar onde possa ser vista por uma população significativa e estimular sua mensagem no povo americano.

A reação até agora tem sido positiva. Visitantes que coordenam ou administram movimentos de construção da paz invariavelmente perguntam sobre a disponibilidade da exposição. Ela foi planejada para ter um apelo visual e utiliza cores brilhantes e imagens vívidas para atrair visitantes jovens. Para atrair as crianças em particular, são apresentados ensaios e arte infantil.

Um dos painéis mais populares é chamado “Meu Sonho de Paz” em que os visitantes podem deixar sua própria declaração pela paz.


:: Visitas escolares


Banner da exposição
no prédio das Nações Unidas
Educadores de Nova York criaram um manual do professor, tarefas de casa e um panfleto para acompanhar a exposição. Monitores foram treinados e encorajam os visitantes a usar uma das citações da exposição como tema de discussão em pequenos grupos. Um total de mil crianças da cidade de Nova York e de Westchester já visitaram a exposição.

Ian afirma: “Esperamos que os visitantes percebam o significado de sua existência e vivam com uma profunda consciência de que eles afetam suas vizinhanças, independentemente de sua intenção, e que, portanto, ter um efeito positivo na construção da paz é uma prerrogativa deles.

Fundamentalmente, queremos celebrar as oportunidades que existem de cada ser humano contribuir para uma cultura de paz. Esse é um conceito muito poderoso e de possibilidades ilimitadas.”

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