As armas de destruição em massa passaram
a
existir por intermédio dos trabalhos do coração humano. Então, nossa única esperança de reduzir
ou eliminar o terror que elas guardam deve
estar
na completa transformação interior de nossa vida.
Daisaku Ikeda
Em setembro de 1957, Jossei Toda, segundo presidente da Soka Gakkai, di- E vulgou uma declaração clamando pela completa destruição das armas nucleares. A realização desse ideal, afirmava ele, deveria ser responsabilidade dos jovens. O brado de Toda tornou-se a base do movimento de paz da Soka Gakkai e das atividades desta para promover a paz e a abolição nuclear.
...o mundo não é uma prisão na qual
o homem aguarda sua execução.
John F. Kennedy
Jossei Toda via as armas nucleares como um mal absoluto, uma corporificação do aspecto destrutivo inerente na vida das pessoas que buscam subjugar, controlar e destruir. Ele acreditava que as armas nucleares, que ameaçam o direito da humanidade de existir, deviam ser totalmente condenadas. Este era o desejo dele: “Expor e extirpar as garras escondidas nas profundezas de tais armas”. Nesse sentido, os membros da SGI empenham-se para que seus empreendimentos diários transformem os impulsos destrutivos e autoritários da vida. E mais, confrontam a injustiça no mundo como parte da construção de uma paz perene.
A proposta de que as armas nucleares podem ser retidas perpetuamente e jamais usadas — acidental
ou intencionalmente — desafia a credibilidade.
A única defesa completa é a eliminação das armas nucleares e assegurar que elas jamais sejam
produzidas novamente.
Comissão de Canberra sobre a Eliminação
das Armas Nucleares, 1996
Eis, então, o problema que apresentamos
aos senhores, inflexível, terrível e inevitável:
Devemos pôr um fim à raça humana?
Ou devemos renunciar à guerra?
Manifesto Russell-Einstein, 1955
O sucessor de Toda, o presidente da SGI, Daisaku Ikeda, tem liderado e inspirado o movimento global de paz dessa organização. Suas propostas de paz anuais, que examinam problemas globais e delineiam soluções viáveis baseadas em uma perspectiva humanista e budista, sugerem temas amplos e abordagens aos associados da SGI. Em 2006, Ikeda propôs uma Década Internacional de Ação das Nações Unidas para a abolição de armas nucleares em parceria com a sociedade civil.
As armas de destruição em massa não podem
ser desinventadas. Mas elas podem ser banidas,
como as armas biológicas e químicas já foram,
e tornar seu uso impensável.
Comissão das Armas
de Destruição em Massa, 2006
Leia sobre a declaração pela abolição
das armas nucleares do presidente Toda em www.sgi.org/about/history/toda_antinuclear.html
Campanhas de assinaturas Mais do que um número, as campanhas de assinaturas representam milhões de diálogos sobre a questão da abolição nuclear
Em 1973, jovens da Soka Gakkai do Japão reuniram dez milhões de assinaturas em apoio à abolição das armas nucleares, que foram entregues ao então secretário-geral Kurt Waldheim nas Nações Unidas em 1975.
Em 1997, os associados da SGI coletaram 13 milhões de assinaturas (a maior parcela no Japão), como parte da campanha Abolição 2000. As assinaturas foram entregues ao presidente do Comitê Preparatório do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares e à secretariageral das Nações Unidas.
Exposições Educação pública para a paz
A exposição “Armas Nucleares: Ameaça ao Nosso Mundo” foi apresentada pela primeira vez em 1982, na sede das Nações Unidas. Ela foi vista por 1,2 milhão de pessoas em 25 cidades de 16 países, incluindo Moscou, Pequim, Paris e Nova Délhi.
Em 1996, foi inaugurada a exposição “Armas Nucleares: Ameaça à Humanidade”, uma versão atualizada de “Armas Nucleares: Ameaça ao Nosso Mundo”. Conferida por meio milhão de pessoas, percorreu 14 cidades de oito países latinos. Durante a mostra no México em 2002, os jovens da SGIMéxico coletaram 60 mil assinaturas e apresentaram-nas à Agência para a Proibição de Armas Nucleares na América Latina e Caribe (Opanal).
“Linus Pauling e o Século XX” mostra a vida e as realizações desse ativista pela paz e pela abolição nuclear. Desde 1998, a exposição passou por sete cidades nos Estados Unidos, incluindo Washington D.C., e cinco cidades japonesas. Até o momento, foi vista por mais de um milhão de pessoas.
Uma nova exposição internacional sobre a abolição das armas nucleares, segurança humana e construção de uma cultura de paz será lançada pela SGI este ano.
Publicações O registro do horror da guerra testemunhado pelas pessoas comuns
Entre 1974 e 1985, os jovens da Soka Gakkai do Japão compilaram e publicaram 80 volumes de mais de 4 mil experiências individuais com a guerra e a bomba atômica vivenciadas durante a Segunda Guerra Mundial. O Comitê de Paz das Mulheres da Soka Gakkai publicou uma obra em 20 volumes sobre as experiências das mulheres na guerra. Em 2005, esse comitê lançou um DVD em que aparecem 31 mulheres sobreviventes da guerra conversando a respeito de suas experiências.
Riscos de um lançamento acidental
Houve mais de 30 acidentes, alarmes falsos e mau funcionamento envolvendo armas nucleares dos Estados Unidos. Vários deles quase causaram uma guerra nuclear.
No dia 26 de setembro de 1983, o sistema de prevenção nuclear da União Soviética acusou que os Estados Unidos haviam iniciado um ataque nuclear. Com poucos minutos para reagir, o tenente coronel Stanislav Petrov, o oficial no comando, decidiu que havia um erro no sistema, salvando o mundo de um holocausto nuclear.
Em 1995, a Rússia confundiu o lançamento de um foguete meteorológico da Noruega com um ataque nuclear. O presidente Boris Yeltsin ativou sua “maleta nuclear” para um ataque retaliatório. Minutos antes do lançamento do arsenal nuclear russo, soube-se que era um alarme falso.
Milhares de mísseis nucleares russos e americanos permanecem em estado de alerta ainda hoje. Uma vez lançados, eles não podem ser detidos.
O que eu posso fazer?
Eduque-se — informe-se dos fatos sobre as armas nucleares, a ameaça que elas representam e a campanha global pela sua abolição. Conhecimento é capacitação.
Aja — escreva uma carta a um jornal local ou nacional expressando suas opiniões sobre armas nucleares; visite ou escreva para seu representante no governo; apóie as organizações da sociedade civil.
Comece uma conversação — propague a conscientização.
Zonas livres de armas nucleares O poder da opinião pública mobilizada
Estima-se que desde 1945, foram perdidas e permanecem nos oceanos 50 armas nucleares.
Depósitos de materiais para armas nucleares pouco guarnecidos estão espalhados ao redor do mundo, representando um convite ao roubo ou contrabando.
Houve cerca de mil ofertas de venda de materiais nucleares na Europa Oriental e na Rússia no período de 1991 a 1995. A polícia alemã registrou 35 casos de tentativa de compra de materiais físseis.
Os Estados Unidos gastam cem milhões de dólares por dia para manter seu arsenal nuclear.
Nas Ilhas Marshall, de 1946 a 1958, cientistas militares dos Estados Unidos testaram 67 artefatos nucleares equivalentes à capacidade explosiva de 1,6 bomba igual à usada em Hiroshima por dia nesses 12 anos. Os testes expuseram o povo das Ilhas Marshall às radiações e contaminaram os atóis vizinhos, tornando-os inabitáveis.
O lixo radioativo produzido em todos os estágios do ciclo nuclear, da mineração do urânio à produção de armas ou energia, mantém sua radioatividade por períodos de até centenas ou milhares de anos. Os povos indígenas são desproporcionalmente afetados pelas armas nucleares e pelas usinas atômicas.
Um estudo de 1991 realizado pelo IPPNW previu que a radiação deixada nos testes feitos na atmosfera poderá causar 2,4 milhões de mortes por câncer.
Fontes disponíveis na internet:
Fatos, citações e idéias de ações:
www.middlepowers.org/dpe/index.html
Tratados sobre armas nucleares:
www.cnduk.org/INFORM~1/treaties.htm
Informações gerais sobre questões nucleares:
www.reachingcriticalwill.org/
Inspiração e capacitação para uma nova geração de líderes da paz:
www.wagingpeace.org/
Fontes educacionais:
www.nuclearfiles.org/
Programas de conscientização do Dr. Rotblat:
www.comeclean.org.uk
Esforços para tornar seguros materiais físseis e evitar sua
propagação:
www.nti.org
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