Destaque
Fatos nucleares
Quem possui armas nucleares?
Estados Unidos* ............... 10.000
Rússia* ........................... 16.000
Reino Unido* .................... 185
França* .......................... 350
China* ............................ 130
Índia ............................... 50
Paquistão ......................... 60
Israel (não declarado) ........ 100 a 200
A Coréia do Norte parece haver testado um artefato nuclear em outubro de 2006 |
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Fonte:
The Stockholm International Peace Research Institute (Sipri), 2006.
* Membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Países que tinham armas nucleares
e escolheram desistir delas:
África do Sul
Belarus
Cazaquistão
Ucrânia
Países que tinham programas de
desenvolvimento de armas
nucleares e os encerraram:
Líbia
Argentina
Brasil
Países que assinaram
o Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares: 177
Países que assinaram
o Tratado de Não-Proliferação Nuclear: 190 |
Força destrutiva
A bomba de urânio, apelidada “Little
Boy” (Garotinho), que matou cerca de
140 mil pessoas em Hiroshima, tinha
uma potência de 13 quilotons (um
quiloton equivale a mil toneladas de
dinamite). As bombas de hidrogênio
atuais são medidas em megatons (um
megaton é igual a mil quilotons).
A maior arma termonuclear já fabricada
foi testada pela Rússia em 1961. Ela
tinha 50 megatons.
Para ilustrar a quantidade de dinamite
necessária para uma explosão de
5 megatons, imagine um trem de
1.600 km de extensão repleto de
dinamite.
O que acontece quando
uma arma nuclear explode?
A temperatura de uma explosão nuclear é vários milhões de graus centígrados. A explosão cria uma bola branca de fogo. Intenso calor e radiação são liberados em ventos de cerca de 1.500 quilômetros por hora. Uma nuvem em forma de cogumelo é produzida pela corrente de ar em ascensão. O topo da nuvem pode ter vários quilômetros de diâmetro. Em Hiroshima, nas vizinhanças do hipocentro, o que sobrou das pessoas que foram pegas ao ar livre foram suas sombras queimadas nas pedras. Sob essas extremas condições, o corpo humano é vaporizado. Aqueles que não estavam nas áreas próximas da destruição sofreram cegueira e terríveis ferimentos internos e externos e queimaduras que os levaram à morte. Quase todos os serviços médicos e de resgate foram destruídos.
Um pouco mais distantes da catástrofe, os sobreviventes logo apresentaram vários efeitos da radiação. Os elevados níveis de exposição causavam sangramento na boca e nas gengivas, úlceras gangrenosas, hemorragias internas, diarréia hemorrágica, vômito, febre, delírios, coma terminal e morte em poucos dias. Nos casos de níveis mais baixos de exposição, os efeitos a longo prazo incluíam: nascimentos de fetos no início da gravidez com má-formação, danos ao sistema imunológico, cicatrizes e o risco de desenvolvimento de câncer. A geração seguinte também sofreu risco de câncer e de nascimento de bebês com problemas. A quantidade de radiação depende de onde a bomba é detonada, se no ar ou no solo. A área coberta por essa energia varia de acordo com a velocidade e direção do vento. (www.comeclean.org.uk)
“Algumas mulheres deram à luz criaturas
parecidas
com gatos, ratos e tartarugas sem cascos...
A maioria delas abortou, inclusive eu,
que dei à luz a algo que não parecia um ser humano... As coisas não são as mesmas agora,
e as pessoas não são mais ativas e saudáveis
como antes da bomba.” — Mili Lotobo, habitante
das Ilhas Marshall, descrevendo os efeitos
de uma arma nuclear testada na região. |