Setembro
2007

Destaque
Fatos nucleares

Quem possui armas nucleares?
Estados Unidos* ............... 10.000
Rússia* ........................... 16.000
Reino Unido* .................... 185
França* .......................... 350
China* ............................ 130
Índia ............................... 50
Paquistão ......................... 60
Israel (não declarado) ........ 100 a 200
A Coréia do Norte parece haver testado um artefato nuclear em outubro de 2006
Fonte:
The Stockholm International Peace Research Institute (Sipri), 2006.
* Membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Países que tinham armas nucleares e escolheram desistir delas:
África do Sul
Belarus
Cazaquistão
Ucrânia

Países que tinham programas de desenvolvimento de armas nucleares e os encerraram:
Líbia
Argentina
Brasil

Países que assinaram
o Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares: 177

Países que assinaram
o Tratado de Não-Proliferação Nuclear: 190

Força destrutiva

A bomba de urânio, apelidada “Little Boy” (Garotinho), que matou cerca de 140 mil pessoas em Hiroshima, tinha uma potência de 13 quilotons (um quiloton equivale a mil toneladas de dinamite). As bombas de hidrogênio atuais são medidas em megatons (um megaton é igual a mil quilotons).

A maior arma termonuclear já fabricada foi testada pela Rússia em 1961. Ela tinha 50 megatons.

Para ilustrar a quantidade de dinamite necessária para uma explosão de 5 megatons, imagine um trem de 1.600 km de extensão repleto de dinamite.

O que acontece quando uma arma nuclear explode?

A temperatura de uma explosão nuclear é vários milhões de graus centígrados. A explosão cria uma bola branca de fogo. Intenso calor e radiação são liberados em ventos de cerca de 1.500 quilômetros por hora. Uma nuvem em forma de cogumelo é produzida pela corrente de ar em ascensão. O topo da nuvem pode ter vários quilômetros de diâmetro. Em Hiroshima, nas vizinhanças do hipocentro, o que sobrou das pessoas que foram pegas ao ar livre foram suas sombras queimadas nas pedras. Sob essas extremas condições, o corpo humano é vaporizado. Aqueles que não estavam nas áreas próximas da destruição sofreram cegueira e terríveis ferimentos internos e externos e queimaduras que os levaram à morte. Quase todos os serviços médicos e de resgate foram destruídos.

Um pouco mais distantes da catástrofe, os sobreviventes logo apresentaram vários efeitos da radiação. Os elevados níveis de exposição causavam sangramento na boca e nas gengivas, úlceras gangrenosas, hemorragias internas, diarréia hemorrágica, vômito, febre, delírios, coma terminal e morte em poucos dias. Nos casos de níveis mais baixos de exposição, os efeitos a longo prazo incluíam: nascimentos de fetos no início da gravidez com má-formação, danos ao sistema imunológico, cicatrizes e o risco de desenvolvimento de câncer. A geração seguinte também sofreu risco de câncer e de nascimento de bebês com problemas. A quantidade de radiação depende de onde a bomba é detonada, se no ar ou no solo. A área coberta por essa energia varia de acordo com a velocidade e direção do vento. (www.comeclean.org.uk)

“Algumas mulheres deram à luz criaturas parecidas com gatos, ratos e tartarugas sem cascos... A maioria delas abortou, inclusive eu, que dei à luz a algo que não parecia um ser humano... As coisas não são as mesmas agora, e as pessoas não são mais ativas e saudáveis como antes da bomba.” — Mili Lotobo, habitante das Ilhas Marshall, descrevendo os efeitos de uma arma nuclear testada na região.


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