Setembro
2007

Destaque
Um mundo livre de armas nucleares

A ameaça da aniquilação nuclear parece ser algo de uma era antiga, de espiões e desconfianças, quando o inimigo era totalmente identificado e as crianças nas escolas mergulhavam embaixo de suas mesas se ouvissem uma bomba caindo. Uma era em que as pessoas de ambos os lados de um mundo dividido oravam para que ninguém fosse insano o suficiente e apertasse um botão nuclear. Essa era passou. E suspiramos com alívio o fato de termos escapado do pesadelo dessa incerteza.

No entanto, ainda hoje, milhares de armas nucleares permanecem em estado de alerta, armadas e com alvos fixos. Ainda estamos a nada mais do que 15 minutos do fim da vida como a conhecemos. Enquanto os poucos países com arsenais nucleares conservam-se relutantes em abrir mão deles, e algumas nações e organizações terroristas se tornam mais ansiosas em adquiri-los, os especialistas afirmam que enfrentamos agora um risco maior do que antes com essas armas de destruição indiscriminada e em massa. Enquanto existirem, a questão é “quando”, não “se”.

O que justifica essa situação? Se já houve uma razão para manter armas nucleares, essa razão não existe mais.

É possível abolir as armas nucleares — bani-las, como as armas químicas e biológicas foram banidas. A força para esse objetivo é a união. Permanecer informado e partilhar a conscientização é o primeiro e mais importante passo, um passo que esta edição da SGI Quarterly almeja auxiliar a dar.


Textos e imagens pertencentes à Associação Brasil SGI. Direitos Reservados.