Daisaku Ikeda,
presidente
da
SGI
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Em resposta à ameaça da proliferação mais acelerada das armas nucleares, o presidente da SGI, Daisaku Ikeda, clama por novos esforços para o desarmamento.
Em sua proposta de paz anual divulgada no dia 26 de janeiro, aniversário da SGI, o presidente Ikeda propõe um novo movimento global para o desarmamento nuclear e reforça o apelo da Comissão de Armas de Destruição em Massa (também conhecida como Comissão Blix) para a criação de uma cúpula global para o desarmamento. |
Tornar real a abolição nuclear, diz Ikeda, vai requerer uma reorientação fundamental em nossos valores, um despertar dos indivíduos para que se tornem o que o escritor americano Norman Cousins chamava de “espécie consciente”. Sem essa transformação, diz Ikeda, será extremamente difícil extrair das pessoas a lógica da intimidação, baseada na desconfiança, na suspeita e no medo.
Ikeda cita a declaração feita há 50 anos por Jossei Toda, segundo presidente da Soka -Gakkai, que defende o banimento de todas as armas nucleares. Essa declaração baseia-se na perspectiva budista que considera as armas nucleares como a derradeira corporificação do potencial agressivo e destrutivo inerente em toda a vida humana. “A visão perspicaz de Toda expõe a essência dessas armas apocalípticas cujo poder extremamente letal e destrutivo pode pôr um fim à civilização humana e à sobrevivência da humanidade como espécie”.
A SGI possui associados em 190
países e territórios do mundo
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Pelo fato de a ameaça das armas nucleares pairar sobre todos os povos, os esforços para solucionar essa questão não podem ser deixados somente para os governos: conscientizar as pessoas em todo o mundo também é vital. Para isso, Ikeda propõe a adoção de uma década das Nações Unidas para que os povos do mundo se empenhem pela abolição nuclear. |
Lembrando os enormes sofrimentos causados pelo Japão aos povos da Ásia durante a Segunda Guerra Mundial, o presidente da SGI tem se mostrado um ferrenho defensor da melhoria das relações entre o Japão e seus vizinhos, em particular, a China. Ele propõe um programa de dez anos para fortalecer a amizade entre a China e o Japão, a começar em 2008, com os Jogos Olímpicos de Pequim. Cada ano apresentaria temas específicos, por exemplo, um ano de cooperação na energia, um ano de cooperação na proteção ambiental e outros.
Ikeda também propõe uma maior integração na Ásia e a criação de uma União Asiática. Para esse fim, sugere o estabelecimento de uma organização para o desenvolvimento e proteção do sudeste asiático. Esse organismo trataria de questões prementes visando a alcançar um desenvolvimento sustentado e, ao mesmo tempo, fornecer um modelo de cooperação em outras questões, estimulando a integração.