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Julho
2006

Ao Redor do Mundo
O coração da paz: SGI-Suiça
Massimo Marazzi

“A Suíça é o cachecol de plumas coberto de neve da Europa”, como o escritor nativo Robert Walser a denominou certa vez. A beleza da paisagem suíça com seus lagos cintilantes e os Alpes prateados sempre fascina seus visitantes. Une natureza rica a diversidade impressionante de culturas. Como uma confederação de 26 “cantões”, ela mantém com sucesso quatro regiões lingüísticas e muitas peculiaridades culturais sob um mesmo céu. Aproximadamente 65% dos 7,3 milhões de suíços falam o alemão, 18% o francês, 10% o italiano e quase 1% o romanche, um tipo de latim coloquial falado ainda em alguns vales. A neutralidade do país provém originalmente dessa diversidade cultural e religiosa, o que evitou que a confederação se dividisse quando as potências européias travaram guerras umas contra as outras.

A realidade multicultural

As atividades da SGI aqui refletem nossa realidade multicultural, especialmente quando realizamos encontros nacionais. Quando realizamos cursos, por exemplo, sempre o fazemos ao menos em três línguas. Nossa longa experiência de décadas de atividades da SGI permitiunos ver que, longe de ser uma deficiência, as diferentes línguas se transformaram em um verdadeiro tesouro para nossa organização. Observamos muitas pessoas que no início se comunicavam em apenas um idioma, mas graças à participação em atividades da SGI e para se comunicarem com nossos companheiros de outras regiões, começaram a aprender a se expressar em outras línguas. Além disso, o desejo de conhecer e o esforço de superar as diversidades culturais nos permitiram aprofundar e enriquecer nossa vida. Isso demonstrou que nossa identidade como seres humanos é sempre mais importante do que qualquer diferença cultural ou lingüística. Os primeiros membros de Soka Gakkai na Suíça começaram a praticar o budismo na década de 1960. Hoje, ela conta com cerca de 750 membros. O presidente da SGI, Daisaku Ikeda, visitou o país diversas vezes desde 1961 para incentivar os integrantes suíços. Em 1989, ele recebeu em Genebra o Prêmio de Humanitarismo do Alto Comissariado das Nações para Refugiados (Acnur), em reconhecimento por seus esforços para fornecer ajuda humanitária aos refugiados. Em 1997, foi inaugurado o Centro Cultural da SGISuíça em Genebra e, no mesmo ano, foi aberto um escritório de representação da SGI nas Nações Unidas.

Não-violência e esperança

Cerca de 2.500 pessoas visitaram a exposição “Linus Pauling e o Século XX”.

Como em outros países, a sociedade suíça também enfrenta problemas de violência e desesperança. Em resposta, a SGI-Suíça vem se engajando em atividades que visam a estimular um espírito de esperança e coragem e promover a não-violência.

Por exemplo, a exposição “Desenhos das Crianças do Mundo”, da SGI, exibida em abril e maio de 2000 na Universidade de Genebra, mostrou uma coleção com mais de 300 desenhos de crianças de mais de 150 países, sobre temas como paz e amizade.

Em 2003 e 2004, a SGI-Suíça sediou a exposição “Gandhi, King e Ikeda — Um legado de construção da paz”. A exposição foi criada pela Capela Internacional Martin Luther King Jr., da Faculdade Morehouse, em Atlanta, Estados Unidos, alma mater do Dr. King. Ela retrata um legado comum de não-violência em três diferentes contextos sociais e históricos por três indivíduos de culturas e crenças diferentes. A exposição foi realizada primeiramente na cidade montanhosa de Gryon, e depois nas cidades de Neuchâtel e Bienne. Grande número de associações se juntaram para organizar o evento. Crianças e professores das escolas locais, assim como autoridades e associações locais, ajudaram a plantar “Árvores da Paz” comemorativas. Também foram realizadas conferências paralelas e festivais.


O ativista antiapartheid Raymond Mhlaba discursa na abertura da exposição “Gandhi, King e Ikeda” em Neuchâtel. Ele foi sentenciado, com Nelson Mandela, a 25 anos de prisão.

Os associados da SGI-Suíça empreenderam esforços para o sucesso desses eventos, baseados no espírito contido na afirmação de Gandhi de que “não há caminho para a paz, a paz é o caminho”. Para os participantes, foi uma experiência enriquecedora, principalmente pelos muitos laços de amizade criados com base em um compromisso comum com a paz, a cultura e a educação.

Atividades internacionais


Associados da SGI-Suíça na cidade de Lugano.

A Suíça é famosa por ser um centro para a paz na comunidade internacional, e Genebra, em particular, é a sede de muitas instituições das Nações Unidas, missões permanentes de Estados- membros, organizações não-governamentais e instituições acadêmicas internacionais.

O lago Brienz

O escritório da SGI nas Nações Unidas foi estabelecido para representar a entidade como uma organização não-governamental em caráter consultivo no Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, nas organizações das Nações Unidas e na comunidade internacional. Por meio desse escritório, parcerias e amizades são desenvolvidas e ampliadas com as organizações das Nações Unidas e outras ONGs, bem como com instituições acadêmicas e sociais da Suíça.

Os associados da SGI-Suíça se sentem afortunados em participar dessa comunidade internacional de pessoas devotadas à paz. Para corresponder aos objetivos da SGI com relação à educação pública, eles ajudam a organizar e apoiar várias exposições públicas no Palácio das Nações, o escritório das Nações Unidas em Genebra.

O professor Bruno Strasse profere
uma palestra sobre Linus Pauling.

A exposição “Rumo ao Século da Humanidade — Direitos Humanos no Mundo de Hoje” foi exibida duas vezes nesse palácio, em dezembro de 1993 e fevereiro de 2004, com o apoio do Centro de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Ele também sediou a exposição “Linus Pauling e o Século XX”, criada pela SGI em parceria com a família de Linus Pauling e a Universidade do Estado do Oregon. Essa exposição celebra os empreendimentos e o compromisso desse ganhador de dois prêmios Nobel, tanto como cientista inovador quanto como defensor incansável da paz e do desarmamento. Além de ter sido realizada nas Nações Unidas em 2003, ela ocorreu também no Centro Médico da Universidade de Genebra.

Na SGI-Suíça, todos se orgulham em atuar nesse país da paz, contribuindo para a solidariedade internacional de pessoas que trabalham por um mundo melhor.


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