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Ao Redor do Mundo
Diálogo e Globalização

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Em 7 de outubro, o Instituto de Filosofia Oriental (IOP, em inglês) promoveu, com o Instituto Yenching da Universidade de Harvard e o Centro para o Estudo de Religiões Mundiais (Cerm), o simpósio “Perspectivas sobre Religião e Globalização”. Aproximadamente 50 estudiosos participaram em uma discussão sobre o papel da religião em relação a vários assuntos que afetam a comunidade global, como a disparidade crescente entre o ter e o não ter, o aumento do terrorismo internacional e a degradação ambiental. |
Referindo-se à relevância social contemporânea do budismo na Tailândia, o diretor do Cerm, Donald Swearer, citou a importância de se manter uma interação dinâmica nos esforços para uma reforma interior e para transformar uma sociedade para melhor. Ele enfatizou que o caminho de bodhisattva é encontrado nesse equilíbrio vital. O renomado pesquisador confuciano e diretor do Instituto Yenching, professor Tu Weiming, afirmou que uma civilização de diálogo, fundamentada em uma “perspectiva antropocósmica”, é essencial para nutrir intelectuais públicos e cidadãos globais na era da globalização. Yoichi Kawada, diretor do Instituto de Filosofia Oriental, apresentou o conceito budista de “igualitarismo biosférico”, segundo o qual os seres humanos têm a oportunidade de aprofundar a consciência e escolher como desejam contribuir para a causa da benevolência no Universo.