Visita do conselheiro de Estado chinês Tang Jiaxuan
Em fevereiro, o conselheiro de Estado Tang Jiaxuan da República Popular da China e comitiva foram recebidos por Daisaku Ikeda, presidente da SGI, e por jovens da Soka Gakkai, no prédio do Seikyo Press em Shinanomachi, Tóquio. Os dois conheceram-se em 1974, na primeira visita de Ikeda à China. Na ocasião, o então jovem Tang atuou como intérprete durante o encontro de Ikeda com o ministro da Fazenda da época, Li Xiannian (1909-1992), que posteriormente veio a ser o terceiro presidente da China. Essa é a décima vez que Ikeda e Tang reúnem-se.
Eles trocaram idéias sobre o significado do Tratado de Paz e Amizade Japão-China, assinado há 30 anos, a importância de se buscar meios criativos para o fortalecimento das relações bilaterais sino-japonesas e o estreitamento da amizade entre os dois países. Aludindo à visita que o presidente chinês Jintao fará ao Japão em abril, Ikeda externou votos de sucesso na viagem, comparando-a a uma calorosa brisa primaveril que acena para as flores desabrocharem plenamente.
Tang, que dá muito valor para as relações sino-japonesa, disse que Chu Enlai destacou alta consideração à proposta de Ikeda (em 1968) para a normalização das relações bilaterais entre a China e o Japão, e que o encontro de Chu e Ikeda terá um significativo lugar na história. Tang encontrava-se no Japão como convidado do ministro do Exterior e reuniu-se com o primeiro-ministro Yasuo Fukuda para discutir questões recentes que estão afetando as relações sino-japonesas.
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SGI-USA inaugura quarto Centro de Fonte de Pesquisas sobre Cultura de Paz em Chicago, Illinois
Em fevereiro, cerca de 700 membros associados da SGI reuniram-se para celebrar a inauguração do Centro de Fonte de Pesquisa sobre a Cultura de Paz de Chicago, localizado no Centro Cultural da SGI-USA de Chicago. A SGI-USA já possui centros similares em Nova York (2004), Los Angeles (2004) e no Havaí (2007). O propósito desses centros é abrigar programas educacionais e culturais voltados para a comunidade, que promova uma cultura que rejeite a violência e estimule o diálogo ativo para tratar das causas do conflito.
No ano passado, os centros de Nova York e de Los Angeles iniciaram a atividade “Série de Palestras de Personalidades Ilustres sobre Cultura de Paz”, abordando uma ou mais das oito áreas de atuação definidas pela Declaração das Nações Unidas e Programa de Acão sobre a Cultura de Paz de 1999.
[As oito áreas de atuação definidas pela Declaração das Nações Unidas e Programa de Acão sobre a Cultura de Paz de 1999 são: 1) promover uma cultura de paz por meio da educação; 2) estimular a economia sustentável e o desenvolvimento social; 3) cultivar o respeito por todos os seres humanos; 4) assegurar a igualdade entre homens e mulheres; 5) incentivar a participação democrática; 6) promover a compreensão, tolerância e solidariedade; 7) apoiar a comunicação participativa e o livre fluxo de informações e conhecimento; 8) promover a paz e a segurança internacional.]
A série de personalidades, aberta ao público, atraiu palestrantes como a Nobel da Paz de 1976, Betty Williams, e Jeffrey Sachs, diretor do The Earth Institute da Universidade de Colúmbia, em Nova York, e autor do best seller The End of Poverty.
Em Chicago, o evento contou com cerca de 40 autoridades públicas, entre elas Rodney Craig, prefeito de Hanover Park (subúrbio no noroeste de Chicago); representantes de organizações comunitárias envolvidas na construção da paz; e estudiosos de diversas instituições acadêmicas, como a DePaul University, o Morton College, e a Universidade de Chicago.
O embaixador Anwarul Chowdhury, que no ano passado completou sua gestão de cinco anos como sub-secretário-geral das Nações Unidas, foi o principal orador do evento. O diplomata de Bangladesh é mais conhecido pelo papel que exerce para ajudar a desenvolver as nações mais pobres e por incentivar a participação das mulheres e das crianças na construção de uma sociedade pacífica.
Durante a sua palestra, o embaixador Chowdhury declarou que a mente humana é capaz de produzir intolerância, nutrir ódio e causar dor aos outros seres humanos. Faz parte dos desafios do novo milênio, disse ele, instilar os “valores da não-violência, tolerância e democracia” em cada mulher, homem e criança.
Chowdhury disse que a Proposta de Paz de 2008 do presidente da SGI, Daisaku Ikeda, para as Nações Unidas, apresenta um componente-chave para a edificação de uma cultura de paz; o diálogo entre indivíduos e entre religiões e culturas. “O diálogo é a base de uma sociedade pacífica e humanística”, afirmou Chowdhury. “O melhor diálogo é articulado, apoiado e incentivado pela promoção da cultura de paz.”
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Workshop na Austrália: Para a Erradicação do Conflito Armado
De 8 a 10 de fevereiro, Hiro Sakurai, representante da SGI nas Nações Unidas em Nova York, participou de um workshop sobre a erradicação do conflito armado realizado no Centro Australiano para Estudos sobre a Paz e Conflito (ACPACS) da Universidade de Queensland, em Brisbane, organizado pela Global Action to Prevent War (GAPW). Sakurai presidiu uma sessão sobre o tema “Das Armas Convencionais às Nucleares: Movimento para o Desarmamento Nuclear”. O evento contou com o patrocínio conjunto da GAPW, do ACPACS, da Federação Mundial das Associações das Nações Unidas (WFUNA) e do projeto United Nations Emergency Peace Service (UNEPS).
O workshop reuniu especialistas da Austrália, da Nova Zelândia, do Timor Leste e das Filipinas para discutir pontos de interesse essenciais para a consecução de um mundo sem guerras:
1. A necessidade de robustas reduções de armas convencionais e de um tratado de comércio de armas;
2. A necessidade do desarmamento nuclear efetuado em paralelo com compromissos de não-proliferação; e
3. A necessidade de um serviço permanente de manutenção da paz, recrutado individualmente, de rápida ação, que possa reduzir os custos e despesas operacionais das Nações Unidas e operações regionais que cheguem à cena tarde demais para interromper a violência em massa em seus estágios iniciais.