2007 Março

Fundação cultural da SGI de Taiwan patrocina turnê de artistas do tango de renome mundial

Em março, as cidades taiwanesas de Keelung, Chungli, Taichung e Kaohsiung serviram de palco para a mundialmente aclamada maestrina do tango Erica Di Salvo, sua orquestra, e os renomados artistas Diane & Carlos, Gisela & Gasper e Soledad & Sergio. A Fundação Cultural e Educacional Chin-Shuan, estabelecida pela SGI-Taiwan, convidou o grupo para se apresentar em sete espetáculos públicos. Entre os convidados de honra para as apresentações em Kaohsiung e Chungli estavam o ex-prefeito da cidade de Tainan, Zhang Can Luan, o presidente da Universidade Nacional Normal de Kaohsiung, Tai Chia-Nan, o presidente da Fundação Cultural e Educacional Chen Cheng-po, Chen Zhong Guang, além de outras autoridades do condado e da cidade, artistas e acadêmicos. Muitos dos convidados manifestaram gratidão à Fundação Chin-Shuan por tornar espetáculos de alto nível acessíveis ao público taiwanês. Eles também reconheceram que os esforços da fundação têm estimulado o desenvolvimento cultural e ampliado a visão global dos cidadãos taiwaneses.

A SGI Taiwan instituiu a Fundação Cultural e Educacional Chin-Shuan em 1988. Desde 2001, a fundação patrocinou mais de 20 apresentações de tango. Além de espetáculos com artistas respeitados, também realiza sessões introdutórias por todo o país para familiarizar o público com a história e a arte do tango. Como resultado disso, dezenas de milhares de pessoas têm vindo assistir e apreciar as interpretações de nível mundial. Em seus esforços para promover intercâmbios culturais internacionais, a fundação também patrocinou turnês de músicos famosos como o flautista do jazz Nestor Torres, Roberto Shiroma e sua banda latina Diamantes, grupos de dança clássica e popular japoneses, e artistas japoneses do gênero enka – baladas populares blues.


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Universidade Shanghai Sanda, na China, inicia série de palestras sobre ideais educacionais promulgados pelo presidente da SGI

 Em março, a Universidade Shanghai Sanda (SSU), uma instituição privada em Xangai, na China, promoveu a primeira de uma série de palestras sobre pesquisas baseadas nos ideais educacionais defendidos por Daisaku Ikeda, presidente da SGI e fundador da Universidade Soka. Após a outorga de um título de professor honorário a Ikeda em 2004, a SSU estabeleceu um centro de pesquisa dedicado ao estudo da filosofia educacional de Daisaku Ikeda. Essa primeira palestra contou com a presença de vários membros do corpo docente e alunos da SSU. Em seus cumprimentos, o presidente da SSU e diretor do Centro de Pesquisa, Yuan Ji, disse esperar que o centro investigue profundamente a filosofia educacional de Ikeda. O professor Wang Hongxiang dissertou sobre "A Construção da Ponte Dourada da Amizade – O Pensamento do Dr. Daisaku Ikeda Sobre a Amizade Sino-Japonesa e Sua Aplicação Prática", abordando o significado da diplomacia cidadã de Ikeda no contexto contemporâneo, por meio de exemplos como a proposta para a normalização das relações diplomáticas bilaterais de 1968, seu encontro com o premiê Chu En-lai em 1974, e suas dez visitas à China.

A Universidade Sanda, predecessora da SSU foi estabelecida em 1992 por um grupo de professores vindos de três prestigiadas universidades chinesas – a Universidade de Pequim, a Universidade Tsinghua e da Universidade Shanghai Jiaotong – com fundos do setor privado. Mais tarde, passou a se chamar Universidade Shanghai Sanda e tornou-se a primeira instituição particular chinesa de período integral, oferecendo cursos, reconhecidos oficialmente pelo Ministério da Educação da China.


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Duas universidades venezuelanas distinguem fundador da Universidade Soka

Em março, numa cerimônia de formatura conjunta da Universidade Soka e da Faculdade Feminina Soka, a Universidad Santa María (USM) e a Universidad Rafael Belloso Chacín (Urbe) outorgaram títulos de doutor honorário ao fundador da Universidade Soka, Daisaku Ikeda. Kaneko Ikeda recebeu um diploma de professora honorária e uma medalha comemorativa do cinqüentenário da USM e o título de doutora honorária da Urbe. O casal Ikeda foi reconhecido pelas contribuições de longa data à paz mundial, por meio da promoção de educação e da cultura. A cerimônia ocorreu no auditório central da Universidade Soka. Fundada em 1953 como a primeira universidade privada na Venezuela, a Universidad Santa María é hoje a maior instituição particular no país. Possui cinco campi, sendo o principal o de Caracas, bem como centros de pesquisa em 12 estados. Aproximadamente 50.000 alunos estudam em suas cinco faculdades e 12 departamentos. A universidade é a alma mater de muitos dos mais importantes juízes venezuelanos.No discurso de outorga, o vice-reitor de Administração da USM, Carlos Enrique Peña, comentou ter ouvido falar pela primeira vez sobre a filosofia e realizações do presidente da SGI por intermédio da exposição "Gandhi, King, Ikeda: Um Legado de Construção da Paz", montada na universidade em junho de 2005. Ele afirmou concordar inteiramente com as idéias e as atividades de Ikeda em prol da paz mundial. O vice-reitor reiterou a mensagem da exposição de que as raízes do desenvolvimento humanístico que conduzirão às mudanças positivas na sociedade encontram-se no ato de defender o valor sagrado da vida, de trabalhar para a felicidade da humanidade e de promulgar a não-violência. Assegurando que a sociedade necessita grandemente desses ideais, o dr. Peña anunciou os planos da USM para oferecer um curso especial na Faculdade de Direito, a partir de 2008, baseado na construção da cultura da paz, um conceito promovido pela SGI. A Universidad Rafael Belloso Chacín, cujo nome homenageia o eminente cirurgião venezuelano Rafael Belloso Chacín (1897-1971), que contribuiu para o progresso da ginecologia no país, foi fundada em 1989, em Maracaibo, pelo seu filho Oscar Enrique Belloso Medina. Conceituada pela avançada tecnologia em informática e pela força de seu programa bilíngüe (espanhol e inglês), a Urbe abarca cerca de 50.000 alunos matriculados, mais 16.000 alunos em cursos à distância. O reitor Belloso elogiou o casal Ikeda pelas incansáveis contribuições ao desenvolvimento da educação por mais de meio século. Ele declarou ser uma grande honra para a sua universidade poder prestar um tributo ao casal por servir de exemplo aos valores do humanismo, da paz, da compaixão e da integridade.

O presidente Ikeda proferiu um discurso no qual externou seu mais profundo agradecimento às universidades venezuelanas pelas homenagens e felicitou os alunos formandos.


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Percebendo o potencial de uma sociedade que está envelhecendo
The Japan Times publica ensaio do presidente da SGI
Daisaku Ikeda

A sociedade japonesa encontra-se na cúspide da mudança. A partir deste ano, um grande número de pessoas da geração do baby boom pós-guerra alcançará a idade da aposentadoria – o chamado “problema 2007”. A população com mais de 65 anos do país já chega a 25,6 milhões, mais de 20% do total, e essa porcentagem continuará crescendo. O envelhecimento da sociedade não é, certamente, algo que afeta somente o Japão. Segundo as Nações Unidas, a população mundial com mais de 60 anos – hoje estimada em 600 milhões – se aproximará dos 2 bilhões até 2050.

O âmago dessa questão, porém, não está nos números. Os problemas do envelhecimento oferecem uma oportunidade para repensar nossa vida social e pessoal a fim de assegurar a dignidade e bem-estar de cada um. Todas as pessoas possuem o desejo natural de ser necessário, de ter sua importância para os outros confirmada de modo tangível. Nosso desafio é construir uma sociedade na qual as pessoas se sintam realmente valorizadas e realizadas durante todo o curso de suas vidas.

A sabedoria e a experiência dos mais velhos é uma fonte de inestimável riqueza. Reconhecer e valorizar as contribuições dessas pessoas é essencial para o florescimento, de longo prazo, de qualquer sociedade. Como um país que está passando por essa mudança demográfica numa velocidade excepcional, o Japão tem o ensejo para mostrar um exemplo positivo de como responder criativamente a esse desafio.

Num recente levantamento sobre a geração do baby boom, dois terços dos entrevistados externaram ansiedade em relação ao futuro. Além das questões financeiras como a adequação das pensões e o custo de vida, eles manifestaram preocupação a respeito de sua própria saúde, de sua capacidade para cuidar dos pais, etc. Sem dúvida, muitos daqueles que se incumbem de prestar esses cuidados enfrentam batalhas diárias realmente capazes de fazer doer o coração de quem os observa. Há uma clara e pesada responsabilidade de se responder a essas vozes com medidas de ação pública sensíveis e eficazes.

A mesma pesquisa, contudo, também aponta atitudes positivas. Embora apenas 15% dos baby boomers estejam engajados agora em atividades voluntárias, seis em 10 disseram que desejam fazê-lo no futuro. E quase oito em 10 anseiam desenvolver vínculos mais profundos com os vizinhos e a comunidade.

Acredito que esse tipo de atitude – o desejo de trabalhar em benefício dos outros e de fortalecer os laços da comunidade – pode assegurar a vitalidade de uma sociedade em envelhecimento. Pessoas que se sentem úteis e se empenham pelo bem do próximo podem manter a sua juventude e energia. Elas podem transformar a comunidade, tornando-a um lugar caloroso e acolhedor para se viver.

Existe um provérbio oriental que diz que quando seguramos uma lanterna para os outros, o nosso próprio caminho fica iluminado. Esforços sinceros para clarear nossos arredores retornam para iluminar nossos anos finais com dignidade. Uma pessoa genuinamente feliz é aquela que fez as outras pessoas felizes. Acredito que a juventude pode durar a vida toda. A jovialidade interior não é uma questão de idade física. Em vez disso, é determinada pela paixão com que vivemos, o entusiasmo com que aprendemos, o frescor e a energia com que avançamos em direção às metas que escolhemos na vida.
Há aproximadamente 30 anos, troquei uma série de cartas com o querido romancista Yasushi Inoue (1907-1991). Num trecho inesquecível, inspirada pela visão de crianças pondo-se em movimento para empinar pipas durante o feriado de Ano Novo, ele escreveu: “Sinto a necessidade de mandar algo para o alto – uma pipa, talvez – erguê-lo bem alto no céu, fazê-lo dançar loucamente nos golpes de vento”.

Numa outra carta, Inoue escreveu que, com a idade, percebeu que se sentia cada vez mais atraído pelo feroz sol do meio do verão. A imagem da caminhada de passos largos num calor tão intenso, ele registrou, parecia simbolizar a determinação urgente de realizar algo – o que, na verdade, é a única prova de que estamos vivos.

Inoue já estava sofrendo de câncer e tinha passado por uma grande cirurgia quando começou a escrever o seu último romance, Confúcio. Nos dois anos seguintes, continuou dedicando-se a essa obra, que elucida o humanismo do filósofo chinês e de seus discípulos, trabalhando, às vezes, numa mesa levada para o seu quarto de hospital. Lembro-me dele dizendo-me essas palavras: “Não existe alegria maior do que escrever sua melhor obra no final de sua vida, quando está chegando à plenitude como pessoa”.

Vemos a velhice como um período de declínio que acaba na morte? Ou como uma escalada rumo à consecução de nossos objetivos, ao direcionamento de nossa vida a uma conclusão recompensadora e satisfatória? Uma diferença sutil em nossa atitude interna pode mudar completamente a forma como experimentamos esses anos.

Ninguém, nem mesmo aqueles que aparentemente possuem quantidades ilimitadas de riqueza e poder, pode evitar a morte. Só quando nos tornamos claramente conscientes de nossa finitude – a quantidade limitada de tempo que cada um de nós possui – consideramos seriamente a questão de como viver da melhor maneira, como fazer de nossas vidas algo realmente valioso.

A velhice ideal poderia ser comparada uma um magnífico pôr-do-sol. Assim como o vermelho intenso do sol se pondo encerra a promessa de um belo amanhã, uma vida bem vivida transmite a dádiva da esperança às gerações futuras.

Todos nós, entretanto, não somente os grandes romancistas, temos algo que podemos deixar para trás. Essa é a única e indelével recordação de nossas vidas, a marca deixada pela nossa alma no mundo. O grau de nossa satisfação com a vida é algo que só nós podemos julgar e cuja responsabilidade só a nós cabe. E os melhores capítulos da vida são freqüentemente escritos em épocas de luta.

A maior prova de ter vencido na vida é poder olhar para trás com senso de orgulho e satisfação, poder dizer que viveu plenamente e sem arrependimentos. Talvez o elemento mais crucial para uma sociedade em envelhecimento seja o espírito de incentivo mútuo para alcançar o objetivo de que cada um de nós seja capaz de dizer, sem nenhum traço de hesitação, que a vida tem sido realmente boa.

Os desafios de uma sociedade que está envelhecendo não se limitam a assuntos referentes a planos de ação. Constituem oportunidades para reconsiderar a íntima questão de como escolhemos viver nossas vidas.

Daisaku Ikeda é presidente da Soka Gakkai Internacional e fundador da Universidade Soka e do Instituto Toda para a Paz Global e Pesquisa sobre Planos de Ação Global.


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SGI-Dinamarca participa do “Gandhi+Festival” em Copenhague

Entre 19 de janeiro e 2 de marco, a SGI-Dinamarca participou do “Gandhi+Festival”, uma série de eventos realizados na Casa da Cultura Vanloese em Copenhague, coordenada pelo artista Kenneth A. Balfelt. Balfelt é bastante conhecido na Dinamarca por sua arte progressiva, que utiliza meios inovadores, incluindo o diálogo, para falar sobre questões sociais como os sem-teto, a imigração e o uso de drogas.

Sessenta pessoas compareceram ao evento do dia 25 de fevereiro organizado pela SGI-Dinamarca, “Pessoas Comuns É que Criam um Modo de Vida Sustentável”, que destacou a Carta da Terra. Kim Henriksen da SGI-Dinamarca ofereceu uma explicação sobre a Carta da Terra e apresentou trechos da proposta do presidente da SGI sobre a educação para o desenvolvimento sustentável. Os convidados, então, puderam escutar um recital de viola enquanto assistiam à exposição “Sementes da Mudança”, criada pela SGI em colaboração com a Iniciativa Carta da Terra.

Em seguida foi mostrado o filme A Quiet Revolution que retrata pessoas empreendendo ações para provocar mudanças ao redor do mundo. A sessão encerrou-se com um diálogo sobre a Carta da Terra e os valores necessários para um modo de vida sustentável. O dr. John Avery, chefe das Conferências Pugwash sobre Ciências e Assuntos Mundiais da Dinamarca e presidente da Academia de Paz da Dinamarca, foi um dos presentes no evento.

Uma versão de “Sementes da Mudança” com pôsteres ficou em cartaz de 7 de fevereiro a 2 de março no corredor adjacente à Sala Gandhi, onde foram realizados os eventos do Festival.


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