Presidente da SGI recebe 500º título de cidadão honorário
No dia 6 de maio, o presidente da SGI, Daisaku Ikeda, recebeu o seu 500º título de cidadão honorário. Por ocasião de um Festival Cultural da Amizade realizado numa escola em Tucheng, no condado de Taipei, o prefeito Lu Jia-chen outorgou a cidadania honorária a Ikeda em reconhecimento de suas iniciativas nos campos da paz, cultura e educação.
O prefeito Lu elogiou os jovens da SGI-Taiwan que estavam participando do festival, dizendo que eles haviam inspirado a esperança de um futuro brilhante nos concidadãos. Um representante da SGI-Taiwan recebeu a homenagem em nome de Ikeda. Com esse título, até o presente momento Ikeda foi nomeado cidadão honorário de 500 cidades. No mesmo dia, foram promovidos pela SGI-Taiwan festivais da amizade em outros 35 locais.
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Ensaio do presidente da SGI
UMA REVOLUÇÃO HUMANA
Transformando nosso modo de viver
Por DAISAKU IKEDA
Este ano, o Relógio do Juízo Final concebido pelo Boletim dos Cientistas Atômicos radicados em Chicago foi adiantado em dois minutos, pela primeira vez em cinco anos. Agora marca 23h55, a apenas cinco minutos da “meia-noite” da aniquilação humana. Essa alteração não espelha apenas o teste nuclear da Coréia do Norte no ano passado e as incertezas referentes às metas de desenvolvimento nuclear do Irã; também é reflexo do impacto da degradação ambiental e da mudança climática.
Esse “relógio” foi estabelecido em 1947, numa época na qual as armas nucleares eram vistas como a maior ameaça para a sobrevivência humana. Hoje, a crise ecológica global lança uma sombra inequívoca sobre o futuro, algo que demanda ação imediata.
Faz 35 anos desde que o Clube de Roma emitiu o seu primeiro relatório sobre o meio ambiente global, “Os Limites para o Crescimento”. Três anos depois, em 1975, encontrei-me com o fundador do clube, Aurelio Peccei. Ele manifestou sua profunda preocupação com o fato de que, a menos que mudássemos de direção, o século 21 poderia ver a Terra tornar-se um planeta estéril, com a natureza e a humanidade em ruínas. Apesar da severidade da crise, líderes empresariais, políticos e de outros campos estavam falhando em concentrar esforços sérios na busca de soluções; estavam mais preocupados com lucros de curto prazo, levando pouco em conta as gerações futuras.
Discutindo essas realidades, Peccei e eu concordamos que nada era mais crucial do que uma mudança revolucionária dentro dos próprios seres humanos.
A humanidade experimentou muitas transformações revolucionárias no curso da história: revoluções na agricultura, na ciência, na produção agrícola, bem como um grande número de revoluções políticas. Todas essas, contudo, limitaram-se a aspectos externos de nossas vidas pessoais e coletivas.
Em outras palavras, embora tenhamos dado grandes saltos para a frente em nossa capacidade tecnológica para controlar e moldar o mundo ao nosso redor, não alcançamos uma expansão e elevação de nosso espírito humano de magnitude correspondente. Como resultado, acabamos a mercê das forças que nós mesmos libertamos.
Durante milênios a humanidade perseguiu o objetivo de obter o material necessário para a nossa sobrevivência. Entretanto, como Mahatma Gandhi afirmou, a Terra pode produzir o suficiente para satisfazer a necessidade de todos, mas não a ganância de todos.
Se continuar a ser guiada pelos impulsos desenfreados do desejo, nossa cultura materialista escapará completamente de nosso controle. Mesmo agora, ameaça consumir e exaurir a própria Terra, enfraquecendo os sistemas vitais que escoram nossa existência.
No final das contas, todas as atividades humanas têm como meta a conquista da felicidade. Por que, então, acabamos produzindo o resultado oposto. A causa subjacente disso poderia ser nosso insucesso em compreender corretamente a verdadeira natureza da felicidade?
A satisfação do desejo não significa felicidade. Se fosse assim, conforme observou Sócrates, uma pessoa que passasse a vida esfregando uma coceira poderia ser considerada feliz. A felicidade genuína só pode ser atingida quando transformamos nosso modo de vida de irrefletida busca de prazer para uma vida dedicada ao enriquecimento de nosso mundo interior, quando nos concentramos em “ser mais” em vez de simplesmente ter mais.
Nossas próprias vidas são mais efetivamente enriquecidas e realizadas quando procuramos o tipo de felicidade que não se limita a nós mesmos, mas também incluímos o bem-estar dos outros. Acredito ainda que a devoção à felicidade do próximo é a chave para a conquista da coexistência pacífica entre as pessoas e o mundo natural.
Na tradição budista, a busca de tal ideal é incorporado pelo bodhisattva. Afirma-se que os bodhisattvas não almejam simplesmente a sua própria libertação do sofrimento. Mais do que isso, estão preparados a arriscar tudo para agir pelo bem daqueles que sofrem. Para o bodhisattva, existe uma profunda harmonização dos interesses próprios e os de outrem; esforços sinceros pelo próximo são a maior fonte de benefício e alegria. Dizem que os bodhisattvas temem mais a perda do espírito altruístico do que os tormentos do inferno; pois a perda do espírito altruísta representa a perda da razão da própria existência.
Apesar de ter utilizado especificamente o termo budista bodhisattva, isto não implica a existência de um tipo especial de pessoa, de algum modo diferente ou melhor. Antes, a capacidade para o altruísmo constitui algo inerente em cada coração humano. O termo descreve qualquer pessoa – de qualquer cultura ou religião – que age pelo bem dos outros.
Trabalhar em prol da felicidade das pessoas é uma coisa que todos podem fazer, independentemente das circunstâncias. Não requer títulos nem qualificações especiais. Em síntese, origina-se do empenho para dedicar-se às outras pessoas e encorajá-las. Esse encorajamento, contudo, não é algo oferecido de longe, mantendo-se a uma distância segura. O verdadeiro incentivo só é transmitido no processo de se compartilhar os sofrimentos e desafios da realidade da vida.
Empreender o esforço de viver dessa maneira em meio às corrupções e humilhações da sociedade, lutando para oferecer as dádivas da coragem e da esperança, intensifica a radiância de nossas vidas. Dar coragem aos outros nos capacita a compreender ao máximo o significado de nossas vidas e a experimentar uma felicidade duradoura.
A transformação de um modo de vida autocentrado, ocupado consigo mesmo, numa vida dedicada ao bem-estar dos outros é o processo denominado de “revolução humana”.
Mesmo em face da severa crise com que se depara a humanidade hoje, não posso me alinhar com os advogados do apocalipse. Em vez das esporas e dos instigadores do medo, podemos negociar melhor os desafios que enfrentamos quando norteados por uma visão de esperança.
A transformação interna resultante da revolução humana, mesmo que de apenas uma única pessoa, comporta tamanha esperança. Essa é uma revolução aberta a todos, uma revolução que não exige o sacrifício de uma única vida.
Quando esse processo atingir um momentum decisivo – com ondas de mudanças positivas se espalhando de uma pessoa para outra – a sociedade mundial em si será transformada de maneira extraordinária.
Essa é uma revolução que se inicia aqui, agora – no coração de cada um de nós.
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Aniversário de diálogo com Toynbee celebrado em Londres
No dia 5 de maio, o Centro da Paz Ikeda da SGI-UK em Londres foi palco de uma exposição comemorando o 35º aniversário do primeiro encontro entre o presidente da SGI, Daisaku Ikeda, e o renomado historiador britânico Arnold Toynbee, na casa de Toynbee em Londres.
O diálogo que os dois mantiveram ao longo de vários dias em maio de 1972 e maio de 1973, abrangendo uma ampla gama de assuntos relacionados com a vida humana, ética e religião, foi publicado no livro Escolha a Vida. A obra foi traduzida em 26 idiomas até o momento.
A prefeita de Camden, Jill Fraser, cumprindo uma de suas últimas tarefas no cargo, e Barbara Cahill, pioneira da SGI-UK que prestou apoio ao diálogo há 35 anos como datilógrafa e tradutora, cortaram a fita inaugural do evento. A exposição apresentou uma carta original de Toynbee convidando Ikeda a encontrar-se com ele, uma transcrição de próprio punho de Toynbee dos diálogos cobrindo centenas de páginas com sua letra nítida e forte, bem como um busto de bronze do historiador. As traduções de Escolha a Vida em vários idiomas também fizeram parte da mostra, assim como painéis explicando o contexto e o conteúdo do diálogo. Também foi exibido o filme Another Way of Seeing Things, baseado num ensaio de Ikeda enaltecendo o jornalismo corajoso praticado por Toynbee e seu desejo de “escutar o outro lado”.
Em seu discurso, o dr. Douglas Bourn, diretor do Development Education Research Centre do University of London Institute of Education, sublinhou a importância do diálogo como uma forma de equipar as pessoas para viverem no mundo de hoje, que é cheio de complexidades, incertezas e insegurança. Ele ainda frisou que, numa época na qual as pessoas estão vivenciando uma crise de identidade, o processo do diálogo desempenha um papel crucial para se aprender a respeito de si e também dos outros. Ele disse: “Estou interessado em expandir o método de diálogo empregado por Toynbee e Ikeda. Como podemos recriar esse tipo de diálogo entre nós mesmos, nossos amigos e famílias; não apenas tendo conversas, mas refletindo sobre o que podemos aprender dessas discussões, e como esse processo pode nos ajudar a nos tornar cidadães do mundo mais ativos”.
Ele comparou as definições de cidadão do mundo adotadas por Ikeda e pela organização de desenvolvimento Oxfam e encontrou similaridades entre elas.
Daisaku Ikeda define cidadão do mundo como alguém que possui os seguintes atributos; 1) a capacidade para perceber a interdependência de todas as formas de vida; 2) coragem de respeitar as diferenças mútuas e utilizar tais diferenças como um impulso para uma vida criativa; 3) a capacidade de compartilhar e sentir empatia pela dor de todas as pessoas.
A Oxfam descreve o cidadão do mundo como alguém consciente da extensão do mundo, que possui senso de seu próprio papel como um cidadão do mundo, que valoriza e respeita a diversidade, que possui uma compreensão de como o mundo funciona, e que combate a injustiça social.
Também foi montada uma exposição de arte infantil sobre o tema “Paz, Amizade e Alegria”.
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Academia de Ciências Sociais de Tianjin homenageia fundador da Universidade Soka
No dia 5 de maio, a Academia de Ciências Sociais de Tianjin, na China, conferiu título de professor honorário ao fundador da Universidade Soka, Daisaku Ikeda, reconhecendo suas contribuições de longa data à amizade sino-japonesa e suas iniciativas para estabelecer intercâmbios acadêmicos entre a Universidade Soka e instituições chinesas de ensino superior. A delegação chinesa, encabeçada pelo vice-presidente da academia, professor Yi Ming, viajou até o Japão para a cerimônia realizada no auditório central da Universidade Soka em Hachioji, Tóquio, durante um encontro conjunto de alunos da Universidade Soka e membros da Divisão do Futuro da Soka Gakkai.
Yi Ming afirmou em seu discurso sentir-se muito honrado por conceder o título este ano, que marca o 35º aniversário da normalização dos laços diplomáticos entre a China e o Japão. Ele manifestou sua gratidão a Ikeda, pela sua visão para a edificação de uma amizade duradoura entre os dois países, iniciando seus esforços com uma proposta de normalização apresentada por ele numa reunião da Divisão dos Estudantes em 1968.
A Academia de Ciências Sociais de Tianjin é um dos centros de excelência para o aprendizado, com 13 institutos de pesquisa em campos como a literatura, história, filosofia, economia urbana, economia moderna, economia social e estratégias de desenvolvimento. O instituto é considerado um celeiro de idéias que estimulou o rápido crescimento econômico da China nos últimos tempos. Entre as personalidades que estudaram da Academia Tianjin figuram o premiê chinês Wen Jiabao e também o ex-premiê Chu En-lai.
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Academia macedônia distingue presidente da SGI
No dia 4 de maio, a Academia de Humanismo Ohrid, em Ohrid, na Macedônia, conferiu o Prêmio Mundial de Humanismo ao presidente da SGI, Daisaku Ikeda, no Centro Cultural Min-On em Shinanomachi, no bairro de Shinjuku, em Tóquio. Ikeda foi reconhecido pelas contribuições à paz mundial alicerçadas na filosofia humanista. O prêmio recém-criado distinguirá pessoas que prestam serviços significativos ao fortalecimento do humanismo, aos ideais universais e à paz e segurança da humanidade.
O presidente da academia Jordan Plevnes, sua esposa Liljana Kotevska Plevnes, o prefeito de Ohrid Aleksandar Petreski, e Zoran Velianoski, dono da empresa editorial Letra Design deslocaram-se da Macedônia para a cerimônia. Plevnes procedeu a entrega de um medalhão ao diretor-geral da SGI, Yoshitaka Ohba, que o recebeu em nome de Ikeda.
Fundada em 1991, a Academia de Humanismo Ohrid é um celeiro de idéias para o cultivo da compreensão intercultural e a harmonia entre as diversas culturas. Os membros da academia realizam pesquisas e participam de seminários e conferências interculturais e interconfessionais. A sede da academia tem vista para o Lago Ohrid, um local considerado pela Unesco como patrimônio mundial.
Em janeiro, a Letra Design publicou uma edição, em idioma macedônio, do livro de Ikeda Vida: Um Enigma, uma Jóia Preciosa.
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Soka Gakkai da Malásia patrocina exposição de obras de artistas de Guangxi
De 13 a 17 de maio, a Soka Gakkai da Malásia (SGM) promoveu o evento “A Nave Cultural Malásia-Guangxi – Exposição de Belas-Artes do Estilo de Pintura de Lijiang”, no Centro Wisma Kebudayaan da SGM em Kuala Lumpur. A mostra, fruto da parceria de longa data da SGM com organizações e entidades culturais na divulgação da arte e da cultura da Malásia e estímulo aos intercâmbios com outros países, apresentou pinturas e trabalhos artísticos da região chinesa de Guangxi. Organizada em conjunto com a União de Arte e Literatura da Região Autônoma de Guangxi Zhuang, a Associação de Artistas de Guangxi e a Associação para a Promoção do Estilo de Pintura Lijang da China, essa foi a primeira vez que a exposição foi levada para fora da China.
Y.B. Dato’ Wong Kam Hoong, vice-ministro da Cultura, Arte e Patrimônio Cultural, abriu oficialmente a mostra numa cerimônia no dia 13 de maio. Foram exibidos mais de 120 trabalhos de artistas de Guangxi retratando a beleza cênica natural, a sociedade multicultural ímpar e os costumes locais de Guangxi, por meio de imagens vivas e coloridas empregando meios como tinta chinesa, aquarelas e gravuras. Paralelamente à exposição, renomados artistas de Guangxi e da Malásia realizaram um painel de debates sobre a arte contemporânea das duas regiões. A mostra procurou fortalecer a amizade e os intercâmbios culturais entre os povos de Guangxi e da Malásia.
No mesmo local, a SGM promoveu uma exposição de obras de artistas malaios, filipinos e indonésios de 20 a 30 de maio, e de retratos aéreos do fotógrafo romeno Stefan Petrescu de 21 a 27 de maio.
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Universidade Normal do Nordeste da China estabelece Instituto de Estudos Ikeda
No dia 22 de maio, a Universidade Normal do Nordeste da China (Nenu), uma instituição para a formação de professores em Changchun, na província de Jilin, no nordeste da China, festejou inauguração do Instituto de Estudos Filosóficos de Daisaku Ikeda. Tendo a frente o professor Han Dongyu, no local serão efetuados estudos sobre os ideais e o trabalho de Ikeda, que se pautam pela paz, cultura e educação, bem como de seus textos e produção literária. O presidente da Nenu, Shi Ningzhong, e os vice-presidentes Yang Zhongyuan, Zhang Shaojie e Ma Shang reuniram-se a outros professores e estudantes para a cerimônia de abertura.
Citando as contribuições de Ikeda para a amizade sino-japonesa e observando que em 2007 se comemora o 35º aniversário da normalização das relações entre os dois países, o presidente Shi disse esperar que o instituto promova ainda mais intercâmbios dessa espécie. Ele prosseguiu seu discurso afirmando que estudar a filosofia de Daisaku Ikeda equivale a estudar pacifismo e o desenvolvimento da sociedade com base no humanismo, e externou votos de que a filosofia de paz de Ikeda difunda-se no Leste asiático e além.
Ikeda enviou uma mensagem expressando sua gratidão e renovando a promessa de seguir o caminho virtuoso da filosofia e a grande estrada da educação, profundamente arraigadas no legado espiritual da China, conforme ensinava o segundo presidente da Soka Gakkai, Jossei Toda. Ele também disse esperar que as gerações mais jovens, tanto da China como do Japão, trabalhem juntas para desenvolver a compreensão mútua e apóiem-se uns aos outros para manifestar seu potencial pleno.
O renomado historiador chinês, professor Zhu Yuan, presente na solenidade, salientou a importância da cultura como a essência dos intercâmbios políticos e econômicos. Ele manifestou votos de que o novo Instituto Ikeda sirva como um catalisador para solucionar a longa história de incompreensão entre a China e o Japão e promover a paz no mundo.
Existem agora 19 institutos de pesquisa ao redor do mundo dedicados ao estudo da filosofia de Ikeda.
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Embaixador russo no Japão encontra-se com presidente da SGI
No dia 15 de maio, o embaixador da Rússia no Japão, Mikhail M. Bely, que acabou de assumir o posto em fevereiro, visitou a Soka Gakkai e recebeu uma calorosa acolhida do presidente da SGI, Daisaku Ikeda, e de outros líderes da Soka Gakkai, no prédio do Seikyo Press, em Shinanomachi, no bairro de Shinjuku, em Tóquio. Acompanhando o embaixador estavam o ministro-conselheiro da Embaixada Russa, Mikhail Y. Galuzin, e o conselheiro Andrei V. Kostin. Previamente, o embaixador Bely atuou como chefe do Departamento Asiático do Ministério de Assuntos Exteriores da Rússia, e embaixador da Rússia em Cingapura e na Indonésia.
O embaixador externou seus agradecimentos a Ikeda pelo esforços de longa data em prol da amizade russo-japonesa, que começaram com seus encontros com líderes soviéticos, oficiais do governo, estudiosos e artistas durante o período da guerra fria. Ele também enalteceu a Universidade Soka, fundada por Ikeda, pelas contribuições à amizade bilateral, observando que o ministro-conselheiro Galuzin estudou lá como aluno de intercâmbio. O diplomata russo mencionou o fato de que lera os diálogos de Ikeda com o cosmonauta russo Aleksander Serebrov, com o ex-reitor da Universidade Estatal de Moscou (MSU), Anatoli Logunov, e o atual reitor da MSU, Victor Sadovnichy.
O embaixador externou votos de que os laços entre os dois países no campo da política, economia, cultura e educação se estreitem cada vez mais. O líder da SGI concordou que isso é algo crucial. Tomando a expansão do comércio como exemplo, ele disse que a época pede o fortalecimento das relações bilaterais. Ikeda afirmou que relações amistosas começam com o cultivo da compreensão mútua, que leva à confiança. Ele defendeu também mais intercâmbios pessoais, especialmente entre jovens e estudantes, para ajudar a mudar a impressão guardada por muitos japoneses de que os russos são pessoas distantes.
O embaixador Bely disse que também considera importante a edificação dos laços de confiança e a intensificação dos intercâmbios entre a geração mais nova. Segundo ele, os russos e os japoneses possuem muitos interesses em comum e sentimentos pelos quais se pautar, como o amor pela beleza da natureza. Ele observou que a exposição “Obras-primas do Museu Russo do Fim do Século 20” será exibida em Ueno, Tóquio, e externou seu apreço ao Museu de Arte Fuji de Tóquio, uma instituição estabelecida por Ikeda, pelo trabalho de apoio na montagem da mostra.
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Seminário sobre Cultura de Paz em Nova Délhi, na Índia
A paz continuará algo fugidio? Para muitos pode parecer assim, com as reportagens da mídia chamando atenção para o aumento dos atos de violência absurdos que ocorrem pelo mundo. Numa atmosfera social como essa, o Centro Nacional Indira Gandhi para as Artes (IGNCA) e a Barat (Índia) Soka Gakkai (BSG) organizaram conjuntamente um seminário intitulado “Daisaku Ikeda: Construindo uma Cultura de Paz” no salão de conferências da IGNCA em Nova Délhi, no dia 3 de maio. Mais de 400 convidados estiveram presentes, entre eles o ex-embaixador indiano nos EUA, Abid Hussain, e o professor Lokesh Chandra, um renomado estudioso do budismo e da arte indiana.
O seminário foi realizado por solicitação do dr. K.K. Chakravarty da IGNCA, cuja biblioteca possui uma coleção permanente de obras de Daisaku Ikeda sobre a paz e painéis fotográficos mostrando atividades da BSG e da SGI. A IGNCA também foi o palco da exposição da SGI “Construindo uma Cultura de Paz para as Crianças do Mundo” (abril de 2007) e de “Gandhi, King, Ikeda: Um Legado de Construção da Paz”, criada pela Capela Internacional Martin Luther King Jr. da Universidade Morehouse, nos EUA (outubro de 2006).
Participando de uma cerimônia de acendimento simbólico de lâmpada, a artista Sushma Agarwal, cujos trabalhos foram exibidos no seminário, descreveu suas pinturas como uma busca espiritual pela paz “onde toda a turbulência é apagada da mente. A paz emerge de dentro”.
Hussain comentou a dedicação de Ikeda pela paz e elogiou o líder budista pela sua compaixão, que se reflete em seus esforços para encorajar e inspirar as pessoas a viverem vidas de valor e a empreenderem ações pessoais para o bem-estar da humanidade. Hussain afirmou: “Sou um grande admirador do presidente Ikeda. Ele é um filósofo, estadista, pedagogo – um homem que acredita na paz e encabeça muitos diálogos e movimentos visando à construção da paz nesse mundo inquieto”.
O professor Chandra disse que concorda com a filosofia de criação de valores da SGI e na ênfase no valor sagrado da vida, observando: “Se aceitarmos a supremacia da vida, a paz se seguirá”.
Em suas considerações finais, a diretora-geral da BSG, Naveena Reddi, declarou: “A paz é o assunto mais urgente no que se refere ao futuro da humanidade, e os problemas enfrentados pelo mundo contemporâneo são, todos, questões que transcendem fronteiras nacionais e regionais cuja solução requer cooperação do mundo como um todo”.