2007 Agosto

Museu de Arte Fuji de Tóquio apóia turnês de arte russa e impressionista

O Museu de Arte Fuji de Tóquio (TFAM) em Hachioji, Tóquio, está apoiando turnês de duas exposições: “Obras-primas do Fim do Século XVIII ao Início do Século XX do Museu Estatal Russo”, e “O Impressionismo e seus Primórdios”.

A exposição de obras russas estreou em 25 de agosto, no Museu do Século XXI de Arte Contemporânea em Kanazawa, na província de Ishikawa. A mostra abrange cerca de 100 trabalhos seletos da coleção do museu russo, entre pinturas, esculturas e outros objetos. Poderão ser apreciadas obras de artistas como Ilya Repin (1844-1930) e Ivan Kramskoy (1837-87), que se rebeleram contra o conservantismo da Academia de Arte Imperial e retrataram a vida real das pessoas simples e a paisagem russa, tentando tornar a arte relevante para a vida das pessoas.

"O Impressionismo e seus Primórdios”, em exibição no Musée d'Art Mercian em Karuizawa até 25 de novembro, apresenta 48 peças do acervo do TFAM. Entre elas importantes obras da Escola Barbizon como as de Millet e Corot, e da Escola Impressionista, Monet e Renoir; pinturas de paisagens de Troyon, James Smith e Edward Waite; trabalhos impressionistas de Cézanne e Pizarro; pinturas de artistas da École de Paris como Utrillo e Kisling, e mestres da pintura moderna como Klimt e Chagall.


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Min-On patrocina turnê de artistas de Madagascar

A quinta parte de “Uma Viagem Musical Através da África”, lançada pela Associação de Concertos Min-On 1999, apresentará a música e a dança da República de Madagascar, uma ilha exótica e cheia de cores na costa sudeste da África. A turnê iniciada em meados de agosto deste ano levou os artistas madagascarenses a 18 cidades do Japão em setembro.

Desde a sua fundação em 1963, a Associação de Concertos Min-On vem estabelecendo intercâmbios culturais com diversos países ao redor do mundo, convidando artistas para apresentações no Japão. Madagascar é o 95º país convidado pela Min-On.

Madagascar é a quarta maior ilha do mundo. Situa-se no Oceano Índico, a cerca de 200 milhas da faixa costeira de Moçambique. Conhecida como a “Encruzilhada do Oceano Índico”, Madagascar tem sido de importância vital para o intercâmbio entre os povos da África, Ásia, Arábia e Europa. Assimilando e abraçando diversas culturas, os malgaxes, como também são chamadas as pessoas de lá, desenvolveram o seu próprio estilo de música e dança.

Hira gasy, que quer dizer "Artes Malgaxe”, combinando a mais exuberante das danças de Madagascar, é um espetáculo cerimonial que dura um dia inteiro, com música, dança e oratória, que teve início durante o reinado do príncipe Andrianampoinimerina (1789-1810). Esse poderoso soberano do reino de Merina contratava trupes para incrementar seus discursos políticos. Hira gasy é uma forma de arte poética adornada com metáforas e parábolas que expressam sentimentos como afeto, amor, gratidão, persistência, desespero e desejos, bem como censura e crítica. A representação teatral começa com a oratória e crítica política apresentada por um artista mais velho que estabelece o tema, seguido por várias pessoas e danças em pares, terminando com narrativas acrobáticas desempenhadas pelos membros mais novos do grupo.

A região do planalto central desenvolveu melodias que adaptam sucessos europeus e americanos e a música do continente africano. Tsapika, do sul de Madagascar, é um gênero pop-boogie tocado com uma guitarra elétrica rápida e cheia de movimento. Vivaz e irresistível, o Salegy do oeste, originada da língua malgaxe, é a música mais amplamente exportada de Madagascar e faz as pessoas dançarem a noite nos pubs e clubes locais.

Durante essa turnê, o público japonês pode ter uma amostra dos diversos e caleidoscópicos gêneros de dança que Madagascar tem a oferecer.  


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Jovens da SGI-Filipinas plantam 3.000 mudas de árvores para preservar o meio ambiente

Em 1999, os jovens voluntários da SGI-Filipinas começaram a plantar árvores como parte do projeto “Mês do Meio Ambiente” patrocinado pelo governo. Desde então, eles vêm dando continuidade ao plantio de mudas na cidade de Cagayan de Oro, Misamis Oriental e nas Colinas de Milasag. No dia 24 de junho, os jovens partiram a 1h da manhã, em ônibus fretado, de Manila para Nueva Vizcaya, uma província localizada próxima às montanhas centrais de Luzon. Mais de 50 jovens de Manila somados aos vizcaynos locais – plantaram mais de 3.000 mudas nas montanhas de Santa Fé.

À tarde, os rapazes reuniram-se com as crianças de lá e assistiram a Happy Tales, uma animação adaptada do conto infantil O Príncipe e o Mar de Corais do presidente da SGI, Daisaku Ikeda, que fala da importância de se proteger e cuidar da natureza. Após o filme, os jovens presentearam as crianças com material escolar como canetas, crayons e cadernos. Eles também entregaram materiais e livros que lhes foram confiados pelas senhoras voluntárias da SGI-Filipinas para serem ofertados à Escola de Ensino Fundamental de Bacneng.

Após o dia de atividades, embora exaustos, todos os rapazes compartilhavam um sentimento de satisfação plena. Um deles comentou: “Depois dessa experiência, passei a ter mais consideração pelas árvores e a entender a importância de se plantar árvores para o nosso meio ambiente e para nossas próprias vidas. O importante é que agimos. E um modo de se criar a paz com o meio ambiente é plantar árvores.”


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Museu de Arte Fuji de Tóquio ganha nova ala em 2008

Está em andamento a construção de uma nova ala do Museu de Arte Fuji de Tóquio (TFAM), cuja conclusão está prevista para maio de 2008 em comemoração ao 25º aniversário da fundação do museu. O anexo terá três andares. O saguão de entrada abrigará a nova loja do museu e um restaurante. Uma exposição especial sobre o clássico chinês Romance dos Três Reinos marcará a abertura da nova ala no próximo ano.

Desde que foi fundado em novembro de 1983 pelo presidente da SGI, Daisaku Ikeda, adotando como mote “Um museu criando pontes pelo mundo”, o TFAM vem cultivando intercâmbios culturais de grandes obras de arte e tesouros culturais por meio de parcerias com museus ao redor do planeta. O TFAM possui um acervo de 30.000 obras abrangendo 4.000 anos, da antiguidade ao presente, incluindo as antigas civilizações chinesa, egípcia, grega e romana, a Renascença italiana, o período Edo japonês, o Impressionismo francês e a arte popular contemporânea do século XX. Entre suas peças existem preciosidades e obras-primas japonesas de vários gêneros como pinturas em biombos, xilogravuras Ukiyo-e, armaduras e caligrafias, principalmente do próspero período Edo (1603-1868). Em especial, a vasta coleção de pinturas a óleo do museu, que cobrem um período de quinhentos anos, e a excepcional coleção de fotografias são dignas de nota.

O museu é amplamente reconhecido pelo papel ativo que exerce promovendo intercâmbios culturais em âmbito internacional. Em 1990, recebeu condecoração oficial do Ministério de Relações Exteriores do Japão.


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VII Congresso Brasileiro de Bioética

A Associação Brasil SGI (BSGI), participou por meio do seu Núcleo de Estudos da Bioética (Neobio), do VII Congresso Brasileiro de Bioética que teve como tema: Bioética:Construção Social e Paz.
O Neobio promoveu o Painel Bioética, Direitos Humanos e Cidadãos Comuns onde contou com a presença do Presidente da Sociedade Brasileira de Bioética – Dr. José Eduardo de Siqueira que destacou sobre o respeito à dignidade da vida e ao desejo do paciente, que a ciência deve servir ao ser humano e que o mundo deve viver em rede e não isoladamente. Segundo ele, a BSGI vive em rede e está no caminho correto por ser uma organização onde existe acolhimento e um objetivo, no qual as pessoas empenham-se em união. Também houve a apresentação de pôsteres com temas como: Resgate da Humanidade; Cultura de Paz & Carl Jung; Humanismo & Preservação Ambiental e Psicólogo como Agente Humanista na saúde. A Editora Brasil Seikyo em co-edição com a Eduel, lançou o livro: “Ser Humano – Essência da Ética, da medicina e da espiritualidade” um diálogo entre Daisaku Ikeda - René Simard - Guy Bourgeault.


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Soka Gakkai de Hiroshima renova juramento de abolição das armas nucleares

No dia 6 de agosto, data em que se completaram 62 anos do lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima, os membros da Soka Gakkai celebraram uma cerimônia no Hall Memorial da Paz de Hiroshima, lembrando de forma solene as vítimas da bomba e todos aqueles que perderam suas vidas na guerra. Sobreviventes da bomba atômica, familiares e descendentes, e representantes da Divisão dos Jovens (DJ) ofereceram orações e incenso, seguindo a tradição budista, pelo descanso de todos aqueles que perderam a vida como resultado de bombardeios atômicos, e testes e acidentes nucleares.

A cerimônia coincidiu com o 50º aniversário da histórica “Declaração pela Abolição das Armas Nucleares” proferida pelo segundo presidente da Soka Gakkai, Jossei Toda, em 8 de setembro de 1957, em Yokohama. Afirmando que a bomba atômica é uma manifestação da tendência maléfica que se esconde furtivamente na própria vida humana, Toda pediu veementemente aos jovens que assumissem a missão de trabalhar para a extinção das armas nucleares e para proteger o direito inviolável das pessoas à vida. A solenidade refletiu esse legado.

Após a apresentação de um coral, foi procedida a leitura do conteúdo dos dizeres das inscrições contidas num monumento erigido no Cemitério Parque Memorial da Paz de Chugoku, em Hiroshima. Os líderes da Soka Gakkai em Hiroshima reafirmaram seu incessante compromisso com a efetivação de um mundo livre de armas nucleares.


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Profissionais da saúde da Soka Gakkai oferecem serviço médico gratuito às vítimas do terremoto

Os trabalhos de assistência e resgate na província de Niigata prosseguem após um forte terremoto, que alcançou 6,8 de intensidade na escala sísmica japonesa cuja máxima é 7. O abalo atingiu a costa noroeste do Japão no dia 16 de julho. O número de mortos era de 11 pessoas no dia 23. Milhares de moradores de áreas evacuadas ainda estão vivendo em abrigos, alguns deles sem ter onde tomar banho, sem comida quente ou ar condicionado; quase 40% da área ainda está sem abastecimento de água encanada.

No dia 22 de julho, Teruo Miyakawa, coordenador da Divisão de Médicos da Soka Gakkai de Shinetsu, fez parte de uma equipe de quatro médicos que prestou gratuitamente cuidados às vítimas, especialmente aos idosos. Os membros do grupo de enfermagem da Divisão Feminina de Jovens também entraram em cena, auxiliando os médicos, visitando e confortando os desalojados. As vítimas externaram um sentimento de alívio e segurança por receber diagnóstico e tratamento de médicos profissionais.

Imediatamente após o terremoto, a Soka Gakkai estabeleceu um centro de operações emergenciais no Centro Cultural Ikeda de Niigata e abriu o Auditório Memorial Makiguti de Kashiwazaki como um abrigo emergencial para os desalojados. Os jovens da Soka Gakkai estão dando continuidade aos esforços voluntários para prover suprimentos e auxílio às vítimas.


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Comitê de Paz das Mulheres da Soka Gakkai de Hiroshima promovem depoimentos sobre vítimas da bomba atômica

Os membros da Soka Gakkai em Hiroshima demonstram um compromisso permanente com a criação de uma rede de paz e revelam o “coração de Hiroshima”. No dia 5 de agosto, o Comitê de Paz das Mulheres da Soka Gakkai de Hiroshima patrocinaram um encontro hibakusha de relatos de experiência no Hall Memorial da Paz de Hiroshima.

Ayako Kozuka, sobrevivente da bomba atômica, contou o que viveu no bombardeio atômico de 6 de agosto de 1945, no Porto de Ujina, em Hiroshima, a três quilômetros do centro da explosão. Como por milagre, ela escapou de ferimentos e três dias depois voltou para casa para um feliz reencontro com sua mãe. Vários meses mais tarde, contudo, sua mãe sucumbiu ao envenenamento pela radiação atômica e morreu aos 43 anos de idade. A própria Ayako sofreu efeitos posteriores, como manchas pretas por todo o corpo e uma quantidade anormal muito baixa de glóbulos brancos. Mesmo depois de ter se casado e tido quatro filhos, ela continuou amedrontada pelo medo de morrer.

O encontro com os membros da Soka Gakkai e o Budismo Nitiren transformou a sua vida. Quanto mais se dedicava a cuidar dos outros, mais corajosa se sentia. No decorrer dessas atividades altruístas, que potencializavam tanto a sua pessoa como também as outras pessoas, as manchas pretas na pele desapareceram e sua contagem de glóbulos brancos normalizou-se. Por meio de sua prática budista, Ayako veio a perceber que a sua missão como sobrevivente é relatar a tragédia da bomba atômica. Ela dedica-se à tarefa de dar contar sua experiência aos outros, dizendo: “O horror da bomba atômica é que os seres humanos perdem o direito de viver ou morrer dignamente como um ser humano normal”.

A Soka Gakkai em Hiroshima programou outros eventos cuja temática é a paz: um encontro de jovens e uma palestra aberta ao público em geral sobre estudos sobre Hiroshima no dia 8 de agosto, uma pesquisa da Divisão dos Estudantes sobre o conhecimento dos cidadãos sobre as questões referentes à paz e uma exposição sobre direitos humanos no período entre 7 e 16 de setembro.


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Jovens de Hiroshima, Nagasaki e Okinawa promovem cúpula anual de paz

No dia 4 de agosto, representantes da Conferência de Paz dos Jovens da Soka Gakkai (YPC, na sigla em inglês) de Hiroshima, Nagasaki e Okinawa realizaram sua cúpula anual de paz no Auditório da Paz da Soka Gakkai de Nagasaki.

O evento iniciou com orações por todas as vítimas dos bombardeios atômicos em Hiroshima e Nagasaki e da Guerra do Pacífico. Os participantes renovaram a promessa de criar um mundo sem guerras e a paz mundial duradoura. Após as palavras de boas-vindas do líder da Divisão dos Jovens de Kyushu, Takashi Hirose, representantes do YPC fizeram o relato das recentes atividades desenvolvidas em suas áreas. A coordenadora da Conferência de Paz e Cultura da Divisão Feminina de Jovens (DFJ), Erika Aoki, discursou e, em seguida, o coordenador do YPC, Hironobu Horii, solicitou aos presentes que se dediquem redobradamente para transformar a sociedade onde vivem num local em que se respeite a dignidade da vida.

No mesmo dia, a Soka Gakkai de Nagasaki patrocinou uma palestra do professor Shunichi Yamashita do Instituto de Doenças Atômicas da Escola de Medicina da Universidade de Nagasaki. Membro da segunda geração das vítimas da radiação do bombardeio atômico, o dr. Yamashita trata de pacientes hibakusha – vítimas das bombas atômicas – e realiza pesquisas sobre doenças associadas com a radiação. Na palestra, o dr. Yamashita discorreu sobre o tratamento das vítimas do desastre na usina nuclear de Chernobyl em 1986 e a pesquisa que empreendeu sobre a saúde das vítimas dos acidentes nucleares. Ele salientou que é importante que os jovens dividam com os outros as experiências que escutaram das vítimas das bombas atômicas e assumam para si a responsabilidade de estabelecer um mundo pacífico.

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