23 de Janeiro de 2015

Tudo ressoa...!

De como cada célula de qualquer organismo conhece e entende seu papel desde o nascimento

Campos que influenciam sistemas com a mesma afinidade

Qual o misterioso mecanismo que faz com que os organismos “aprendam” determinados comportamentos sem que tenham lhes sido ensinados? Segundo o biólogo inglês Rupert Sheldrake* todos os elementos do universo estão sujeitos a um campo mórfico que organiza, distribui e repassa informações uns para os outros. A este conceito Skeldrake denominou Campos Morfogenéticos.


“Morfo vem da palavra grega morphe que significa forma. Os campos morfogenéticos são campos de forma; padrões ou estruturas de ordem. Estes campos organizam não só os campos de organismos vivos mas também de cristais e moléculas. Cada tipo de molécula, cada proteína por exemplo, tem o seu próprio campo mórfico – a hemoglobina , um campo de insulina, etc. De um mesmo modo cada tipo de cristal, cada tipo de organismo, cada tipo de instinto ou padrão de comportamento tem seu campo mórfico. Estes campos são os que ordenam a natureza. Há muitos tipos de campos porque há muitos tipos de coisas e padrões dentro da natureza…”, explica Sheldrake em seu livro A New Science of Life (Uma nova ciência da vida), publicado em 1981.


Porém, como é costume no meio científico, houve, além de aclamação, revolta. Duas das principais revistas científicas da Inglaterra dedicaram ensaios polêmicos. A New Scientist elogiava o trabalho como “uma importante pesquisa científica”, e a Nature o considerava “o melhor candidato à fogueira em muitos anos”.


Assim como aconteceu com Galileu, Einstein e tantos outros, toda vez que alguém se dedica a postular uma teoria diferente da corrente tradicional os ânimos se acirram. Pois há pouco mais de 30 anos, a imensa maioria dos biólogos limitavam-se a reduzir a complexidade da vida a meras interações físico-químicas entre moléculas e o DNA era a resposta para todos os fins. Sabemos, no entanto, que o fluxo da vida é muito mais impressionantes que os reducionistas querem fazer parecer.


Um exemplo claro desse fato: a ciência tradicional ainda não conseguiu explicar como um simples aglomerado de células idênticas – dotado de um mesmo material genético – pode gerar um ser único, totalmente diverso de qualquer outro e, mesmo assim, este indivíduo sabe exatamente o que deve fazer desde o nascimento até o seu inevitável fim. E, um aglomerado de indivíduos – uma espécie inteira – possui seu repertório próprio de conhecimento que vai sendo disseminado por meio de um campo mórfico que reverbera, ressoando conforme as tendências, de indivíduo em indivíduo até perpassar por todos os integrantes daquele grupo específico.


Tanto para o bem, como para o mal, os campos mórficos vão se estabelecendo entre os grupos de energias afins, ressoando alegria, satisfação, receios, angústias etc. Foi o que aconteceu na recente polarização ocorrida entre grupos de opiniões antagônicas antes e após as últimas eleições. A fúria e o descontrole generalizado tomou conta de praticamente todas as redes sociais e as ruas. Ataques gratuitos e de uma violência que destoam totalmente da mundialmente reconhecida característica do brasileiro, a cordialidade.


A biologia tradicional enfatiza que tal fato ocorre devido à ocorrência de interações entre vizinhanças das células (outras células ou o meio ambiente) e que estes causam a ativação ou inativação de determinados genes. Esta é a típica explicação reducionista, pois, como explicar que interações entre partes vizinhas, sujeitas a inúmeros fatores casuais e/ou acidentais, podem produzir um resultado de conjunto claro e uniforme? Mesmo com todas as possíveis falhas, a teoria dos campos morfogenéticos é ainda a mais plausível.


Eles levam informação, não energia. A energia apenas une os indivíduos em grupos que reverberam a mesma informação. O tempo e o espaço nada significam para estes membros já que os campos perpassam quaisquer distâncias. São campos não físicos que influenciam sistemas que possuam afinidades.


“Os campos morfogenéticos agem sobre a matéria impondo padrões restritivos em processos de energia cujos resultados são incertos ou probabilísticos. Os Campos Mórficos funcionam modificando eventos probabilísticos . Quase toda a natureza é inerentemente caótica. Não é rigidamente determinada. Os Campos Mórficos funcionam modificando a probabilidade de eventos puramente aleatórios. Em vez de uma grande aleatoriedade, de algum modo eles enfocam isto, de forma que certas coisas acontecem em vez de outras. É deste modo como eu acredito que eles funcionam”, explica Sheldrake.


Átomos, moléculas, cristais, organelas, células, tecidos, órgãos, organismos, sociedades, ecossistemas, sistemas planetários, sistemas solares, galáxias: cada uma dessas entidades estaria associada a um campo mórfico específico. São eles que fazem com que um sistema seja um sistema, isto é, uma totalidade articulada e não um mero ajuntamento de partes.
Sheldrake batizou esse processo de transmissão de “ressonância mórfica”. Por meio dela, as informações se propagam no interior do campo mórfico, alimentando uma espécie de memória coletiva. Em nosso exemplo, a ressonância mórfica entre os membros de um grupo “a favor” de determinada facção política, chegasse a todos os membros que ressoassem neste mesmo sentido, sem que para isso fosse utilizado qualquer meio usual de transmissão de informações.


Membros da SGI no mundo todo reverberam morficamente um conjunto de informações que não apenas conscientizam, mas evocam seus membros a unirem-se em torno de uma nova era, calcada em mudanças de hábito sérias visando o aprimoramento individual e, em conseqüência, o coletivo.



* Rupert Sheldrake é um biólogo, bioquímico, parapsicólogo, escritor e palestrante inglês. Pesquisador em bioquímica e fisiologia vegetal, descobriu junto com Philip Rubery, o mecanismo de transporte da auxina. Participou, na Índia, do desenvolvimento de técnicas de cultivo no semi-árido hoje usadas amplamente. De volta à Grã-Bretanha, dedica-se a escrever, dar palestras e pesquisar um modelo de desenvolvimento teleológico, do qual faz parte a teoria dos campos morfogenéticos. Entre seus livros estão O renascimento da natureza, Cães sabem quando seus donos estão chegando e A sensação de estar sendo observado.


 

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