19 de Novembro de 2014

Revelando o verdadeiro aspecto

Ricardo em visita ao Castelo de Osaka

De qualquer forma, os objetivos atingidos mostram que é possível, sim, mudar o mundo, desde que as pessoas tenham uma percepção comum da gravidade desses problemas, definam prazos claros, aperfeiçoem e acelerem os planos de trabalho. (Fragmento da proposta de paz de 2013, Compaixão, sabedoria e coragem para a humanidade viver em paz, do presidente da SGI Daisaku Ikeda)


“Mais do que conhecer outra cultura ou fazer turismo, participar de um intercâmbio da SGI é ir ao encontro de si mesmo”, inicia Ricardo Mariano Costa, associado da BSGI que participou o último grupo de intercâmbio ao Japão promovido pela organização. Ricardo é um dedicado membro do Núcleo Cultural, e atua como secretário. Segundo seus pares é sempre um elemento imprescindível em todas as ações do Núcleo. “O Mariano [é assim que todos o chamam] nos traz segurança, dando suporte e organização a tudo o que se refere à logística e ao planejamento”, conta um dos líderes deste importante grupo da BSGI.


Desde o ano passado, quando da inauguração do prédio da nova Sede Central da Soka Gakkai no Japão, Ricardo acalentou o desejo de cruzar o planeta pela primeira vez e conhecer este novo “castelo da paz” Soka. Mas não passou disso. Objetivo mesmo para este ano era a compra de um imóvel para a família. “Eu me inscrevi no começo do ano, mas não fui selecionado. Pensei que devia me focar na compra do apartamento que é, por si, uma grande meta”, explica.


Em agosto, no encerramento de todos os trabalhos da II Conferência Nacional de Líderes do Núcleo Cultural, o responsável geral deste grupo, o médico Carlos Mitsugui, disse-lhe que seu nome havia sido selecionado para integrar o grupo de 10 pessoas no intercâmbio que seria realizado em outubro. “Eu não sabia o que dizer, tamanha a emoção! Estava esperando a resposta da gerente do banco sobre o apartamento e recebo tal notícia...”, exulta Ricardo.


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“Eu buscava um mestre, um guia que me conduzisse ao caminho correto, ou algo desse tipo”, contou-nos. Essa busca levou o jovem Ricardo a trilhas muito diversas da atual. Participou de diversos cultos e seitas, terapias, magia branca etc. “Havia muita sede em mim, desejo de conhecer algo que me completasse”, enfatiza.
Durante 15 anos atuou em um grande banco o que só aprofundou sua angústia por algo que o completasse. “Decidi largar tudo e me lançar nessa busca”, disse. Foi em meio a essa jornada que conheceu a BSGI.


Na filosofia humanista do budismo Nitiren – base de todas as ações da organização – mestre e discípulo caminham juntos, diferente da corrente filosófica predominante na sociedade ocidental em que o mestre é um ser supremo e onipotente, portanto, distante. “Esse diferencial me fascinou desde o início”, ressalta.


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Em outubro, finalmente, Ricardo cruzou os oceanos rumo ao Japão. Como foi colocado no início deste texto, mais do que fazer turismo ou conhecer outra cultura, o intercâmbio entre países-membros da SGI é uma busca por si mesmo. Ricardo ingressou na BSGI convicto por sentir que sua busca por um mestre havia se findado. Mas para que um mestre? Foi a pergunta formulada a ele durante a entrevista. Embora tenha se associado à BSGI em 1998, foi somente nesta viagem que compreendeu profundamente o motivo, tanto de sua busca por um mestre, como o objetivo de sua existência até o momento.


“De repente descobri a minha missão, meu propósito de vida, o motivo de eu estar aqui neste mundo”, exulta mais uma vez.


No intertexto consta que ele atuou em um banco por 15 anos. Mas, desgostoso com aquele trabalho, largou tudo. Após muito vagar, conheceu a BSGI e, alguns anos depois, recebeu o convite para trabalhar na Sede Central da BSGI, justamente na área financeira. “Era algo que eu não queria mais fazer. Eu percorri tantos outros caminhos e acabei no mesmo lugar...”, diz Ricardo sem qualquer pesar. De repente,seus olhos brilham e, após uma breve pausa, completa: “... percebi que este é realmente o meu lugar. Ajudar a organização que escolhi fazer parte a crescer. Eu já sabia disso antes deste intercâmbio, mas só me dei conta do quanto eu posso ser melhor e do quanto eu também posso crescer com isso, nesta viagem!”.


E este é o saldo maior de um intercâmbio da SGI: empoderar-se, perceber-se dono de seu destino, capaz de ser o esteio de si mesmo e de todos ao seu redor. “Essa viagem me revelou a mim mesmo, o meu verdadeiro eu!’, finaliza Ricardo.

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