02 de Setembro de 2015

Preenchendo o vazio

Nos 70 anos da bomba de Hiroshima a humanidade busca por harmonia e paz!

Associados da SGI: diferentes mas unos em pensamento e ações

Painel PAZ criado por mãos de centenas de associados da BSGI

Sete décadas se passaram e o mundo ainda se pergunta como foi possível que, em nome da paz, tenha se engendrado tal atrocidade. Há 70 anos, a humanidade foi colocada frente à frente à sua parcela mais sombria que resultou em uma ferida que ainda hoje sangra, dolorosamente. A bomba de Hiroshima foi um mal que permeia o inconsciente coletivo. Desde o dia 6 de agosto de 1945 o planeta como um todo busca por respostas: como foi possível?


Apenas para refrescar a memória: a bomba de Hiroshima era uma arma de fissão de tipo balístico com 60 quilos de urânio-235 e foi lançada pelo avião Enola Gay às 8h15 da manhã de 6 de agosto de 1945, explodindo a cerca de 600 metros do solo, vitimando de forma mortal mais de 70 mil pessoas e outros 70 mil feridos só no primeiro dia do ataque e outras centenas de milhares nas décadas subseqüentes por doenças ocasionadas pela exposição à radiação.


Embora a história oficial descreva o fato como um “mal necessário” para por fim à guerra que já durava seis longos anos, a conseqüência mais nefasta, a longo prazo, é um grande e doloroso vazio existencial implantado à força em cada pessoa do planeta, que vem passando de geração em geração. Foi a primeira vez que a humanidade como um todo se viu diante de sua própria mortalidade e o temor gerado causou um sério dano na estrutura energética que rege toda a vida no planeta.


Segundo todos os especialistas que estudam as conseqüências da hecatombe nuclear de Hiroshima e Nagasaki, há um consenso na afirmativa que todo ser humano, a partir dessas bombas, sofre de um permanente “medo inexplicável”, ou como relata artigo do site Cultura Japonesa http://www.culturajaponesa.com.br/?page_id=274), é iminente a “sensação de que a humanidade seja capaz de cometer um haraquiri nuclear a qualquer instante”. Ou seja, a idéia de uma nova tragédia nuclear resultou em uma sensação generalizada de pânico, resultando em um vazio grande espiritual.


Porém, na contramão disso, também em 1945, reiniciava-se a trajetória de uma organização da sociedade civil que visava oferecer um caminho diferente, baseado em auto-desenvolvimento, empoderamento e justiça. Seu nome: Soka Gakkai. Em pouco mais de 12 anos, o educador japonês Josei Toda construiu as bases desta organização calcada nos princípios humanísticos da filosofia do budismo de Nichiren Daishonin. Algumas décadas depois, pelas mãos do jovem discípulo de Toda, Daisaku Ikeda, em 1975, foi fundada a Soka Gakkai Internacional – SGI – que hoje possui representações em 192 países e territórios do mundo.


Em cada associado da SGI, o vazio existencial provocado pela hecatombe , foi transmutado em um sentimento uníssono de repúdio à guerra e a qualquer tipo de violência. O que cada associado deseja sinceramente é a promoção de uma Cultura de Paz e respeito à dignidade de vida.


No ensaio Pensamentos sobre a paz, o dr. Ikeda enfatiza que:


“ (...) Cabe a nós construirmos um mundo sem guerras. Cada um deve se perguntar se é meramente uma tarefa impossível, ou se deve continuar a desafiar, mesmo em meio às maiores dificuldades – todo o destino do século XXI depende desta decisão."


Sobre o medo e a luta permanente contra os efeitos nefastos deste sentimento, Antoine de Saint-Exupéry escreveu:


“O que salva um homem é dar um passo e depois outro. É sempre o mesmo passo, mas você tem de dar... O que assusta o homem é o desconhecido. Mas, quando tem de enfrentar o desconhecido, passa a conhecê-lo e perde o medo.”


 


Ou seja, são as ações em momentos difíceis que interferem decisivamente para o empoderamento. E, tais atos, são a base do movimento humanístico da SGI pelo mundo. Sua atuação solidifica a importância de cada indivíduo nutrir, constante e deteminadamente, os laços de apoio e de cultivar o espírito de ajuda mútua, preenchendo assim, o grande vazio espiritual da humanidade.

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