22 de Setembro de 2015

Nos corredores do Humanismo

Departamento Makiguchi em Ação promove workshop interativo

O início com a sensibilização dos sentidos

Mesa de desbates com a educadora Lourdes Atié e o jornalista Alesse Freitas, com mediação da arte educadora Ju Colombo

O primeiro momento promoveu um aguçamento dos sentidos. O cheiro de ervas aromáticas estrategicamente penduradas em uma rede à altura dos olhos interpunham-se a cada passada, sons sutis de sinos e pequenos pandeiros tocados suavemente, pequenas lunetinhas de plástico igualmente suspensas ao alcance das mãos instigavam a curiosidade pelo que estavam ocultando. Dentro de cada uma frases inspiradoras, desenhos infantis, sementes e flores. O evento denominado Nos Corredores do Humanismo, realizado pelo Departamento Makiguchi em Ação da Coordenadoria Educacional da BSGI inova mais uma vez promovendo a educação humanística para um seleto e privilegiado público de educadores (diretores, coordenadores pedagógicos e professores) convidados e associados membros do departamento, no último dia 11 de setembro, no saguão do Centro Cultural da BSGI, em São Paulo.


Saindo para um novo espaço, os participantes foram convidados a vivenciar na prática o que foi aguçado pelos sentidos no primeiro momento. Foram oferecidas três oficinas: construção de um livro coletivo, fantoches e porta-lápis.


Após esta primeira hora de puro deleite, a seqüência se deu no auditório com o início da Conferência propriamente dita no auditório do Centro Cultural. Abrindo os trabalhos, a coordenadora nacional do Departamento Makiguchi em Ação, Elisa de Paula, discorreu sobre a importância do trabalho desenvolvido há mais de 20 anos pelo seu departamento. “Vivemos uma vida acelerada que confina as pessoas em espaços fechados, o que reduziu o relacionamento com a família, amigos, vizinhos enfraquecendo a empatia e a solidariedade”, explicou. Diante deste cenário, muitas vezes, a criança só tem a escola como espaço de convivência, daí a enorme importância de oferecer uma educação de qualidade, bem como um local onde ela possa se expressar livremente e se sentir bem. Ratificando sua fala, duas educadoras de uma escola da zona Leste de São Paulo relataram sobre a parceria com o Departamento.


A mesa de debates que se seguiu, contou com a participação do matemático, físico, jornalista e associado da BSGI, Alesse de Freitas e da educadora convidada Lourdes Atié, da Faber Castell. Mediando a mesa, a atriz e arte educadora Ju Colombo.


Alesse iniciou sua fala relembrando a imagem trágica do menino sírio Ailan Kurdi morto durante uma tentativa frustrada de fugir de seu país em guerra civil há anos. “Onde está a humanidade que deixa tal fato acontecer? Quem ama a educação, ama as crianças, ama a vida humana, ao se deparar com essa imagem, tem de extrair desse drama a força necessária para transformar esse fato para que tal coisa nunca mais se repita!”, bradou o jornalista. Sua palestra teve como objetivo explicar de um dos mais preciosos princípios filosóficos do budismo, a inseparabilidade do sujeito e seu ambiente.


No gancho de sua fala a educadora Lourdes enfatizou: “Solidariedade é cognição; empatia é coração. Na Finlândia o professor é o profissional mais bem remunerado do país. Quem quiser se credenciar para entrar em uma sala de aula ele tem que comprovar que possui um alto grau de empatia”. Sua palestra teve como objetivo discorrer sobre o conceito das Cidades Educadoras e, para tanto, usou exemplos emblemáticos como esse da Finlândia. Segundo ela, uma Cidade Educadora tem que ter a coesão de toda a sociedade para o mesmo propósito. Em Rosário, na Argentina, ele teve uma amostra do que é uma cidade toda voltada ao objetivo de educar. “Não se vêm cartazes de Coca-Cola na rua, somente os que levam mensagens enriquecedoras”, conta. É uma cidade inteira voltada para o nobre ofício de educar, e de educar direito.


Ratificou ainda o conceito exposto pelo jornalista Alesse, com um exemplo bem simples, mas contundente: “estive em uma palestra dada por um esquimó. Ele disse que o objetivo de vir ao Brasil era um só: vocês estão queimando a floresta, e isso está derretendo o meu gelo; e a água do meu gelo está causando inundações aqui!”. Ou seja: tudo está conectado, tudo o que fazemos têm conseqüências, boas ou más. Daí a enorme responsabilidade de cada ser humano deste planeta.


A também educadora Tânia Sakuma fechou os trabalhos com a palestra Resiliência e Educação Humanística. “As crises ocorrem devido a necessidades não supridas. Quando ela ocorre significa que aquela estrutura que antes servia, não nos satisfaz mais, aí vem a resiliência”, iniciou. Cerca de 90% da população, ao se deparar com uma crise, desaba. Mas 10%, mesmo que a vida lhe passe uma rasteira, ela persevera. Os especialistas foram atrás dessas pessoas e encontrou o conceito da resiliência.


Em 2010, Tânia foi fazer um curso sobre o tema em Hiroshima. É a cidade símbolo deste conceito, 70 anos depois da bomba, a cidade emana uma sensação de paz. No monumento que foi erigido em homenagem às vítimas, está escrito: “descansem em paz pois esse erro jamais cometeremos outra vez”.


Encerrando o evento, a atriz e arte educadora Simone Grande contou a história de uma sopa que mudou todo um vilarejo. E, na saída – surpresa! – voluntárias do Departamento Makiguchi em Ação ofereceram uma deliciosa sopa de legumes que encerrou grandiosamente a manhã.

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