17 de December de 2018

Mostra Cultura de Paz encerra ciclo de exibições

Diadema promoveu uma grande onda de Humanismo

Educadores de Diadema no Centro Cultural da BSGI

Cerca de 22 mil pessoas visitaram a mostra-documentário Da Cultura de Violência para uma Cultura de Paz – transformando o espírito humano, em 30 locais na cidade de Diadema-SP. Escolas municipais e privadas, centros culturais, teatro e Câmara Municipal receberam essa exposição transformadora. O encerramento desse grande ciclo foi realizado em novembro, no Centro Cultural Dr. Daisaku Ikeda da BSGI, no bairro da Liberdade da capital paulista.


Trata-se de um projeto de iniciativa da organização de Diadema. Munidos de um grande aparato logístico e de abnegados voluntários, associados se engajaram no projeto de levar a proposta de transformar um cenário vulnerável em um novo contexto, tendo a cultura de paz como meta. A maratona teve início em março e foi encerrada em outubro.


Cada local recebeu a exposição por cerca de uma semana. Houve uma escola que solicitou uma segunda exibição em um final de semana para que pais e demais moradores do entorno tivessem a oportunidade de conhecer o conteúdo.


Segundo os monitores voluntários era comum encontrar alunos sentados no chão anotando dados dos painéis em completa concentração, emocionados e reflexivos. Ou professores que decidiram engajar-se orientando alunos para uma ou outra informação que passara despercebida. Houve trabalhos de sala inspirados pela mostra. Diretores e coordenadores que compareceram ao evento de encerramento foram unânimes em afirmar o quanto se perceberam contagiados pela mensagem da exposição.


O psicanalista José Luiz Silva e membro da BSGI, proferiu palestra sobre a importância da Comunicação Não-Violenta para a execução de um plano de paz em qualquer área do conhecimento humano. “Muitas vezes pensamos que determinado evento, ocorrido distante de nós, não nos diz respeito”, iniciou. Suas filhas foram morar em Kyoto, cidade histórica e reconhecida como patrimônio cultural da humanidade. Ambas são vegetarianas e não imaginaram que teriam dificuldade em manter sua opção alimentar no Japão. À primeira vista estranharam o preço muito abaixo do que imaginavam. Porém, foram orientadas a comprar vegetais oriundos de regiões distantes devido a proximidade com Hiroshima e, devido a radiação, poderiam lhes causar problemas de saúde. As moças tiveram que desembolsar quantias muito maiores que o orçamento inicialmente previsto para adquirir produtos alimentícios de locais distantes da cidade em que residiam. “Foi aí que percebi o quanto um evento tão distante quanto a bomba nuclear de Hiroshima ocorrido há tantas décadas poderia me afetar”, explicou.


A história serviu para ilustrar o quanto somos vulneráveis à violência, mesmo as ocorridas a tantos anos. Cultivar uma postura de repúdio a qualquer tipo de violência começa necessariamente pelo postura individual. “A vida em todas as suas formas tem de ser sempre a prioridade.


A vice-presidente da BSGI e também líder da Coordenadoria Educacional, Sonia Kato, encerrou o evento com a mensagem de que é na educação que devem se encontrar todos os esforços humanos para a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e pacífica.


Citou o fundador da Soka Gakkai, o grande educador japonês Tsunesaburo Makiguchi. Ele agachava-se para olhar cada criança nos olhos, falando para cada uma como igual com profunda reverência e consideração. Este é o exemplo maior que cada integrante da BSGI segue em sua jornada em busca da transformação de sua vida e de toda a sociedade.


A mostra


O que significa segurança humana? É a pergunta que abre a mostra. Água, alimento, trabalho, saúde, segurança pública são algumas das respostas e, em cada item, paineis correspondentes expõem os riscos e as soluções. A exposição Da Cultura de Violência para uma Cultura de Paz – transformando o espírito humano é composta por 4 alas temáticas num total de 38 painéis. Cada seção reflete os esforços e o significado do tema, oferecendo questionamentos que visam ampliar a compreensão dos visitantes acerca daquela problemática. Ilustra ainda, com exemplos bem sucedidos, como a sociedade civil pode contribuir de forma efetiva para a solução.


São questões como:
• anualmente, desperdiça-se mais de US$1,7 trilhão com a indústria bélica, o que daria uma renda média de US$ 230 para cada habitante do planeta Terra;
• estima-se que com o investimento de US$ 50 bilhões em serviços básicos seria possível eliminar a inanição e a má nutrição em todo o mundo;
• outros US$ 39 bilhões ao ano seriam suficientes para proporcionar educação básica a cada criança no mundo.


Dentre seus objetivos destaca-se a divulgação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para aproximar governos, sociedade civil e outros parceiros dos verdadeiros anseios e necessidades das pessoas para promover um desenvolvimento real na vida de cada indivíduo.

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