07 de Maio de 2015

Jornadas dos pequenos GRANDES heróis

Relatos de jovens vidas que constroem uma nova era

O pequeno GRANDE Leonardo

E a jovem Raphaela

Embora a História conte somente os relatos dos heróis célebres, sabemos que os grandes feitos da humanidade são construídos no dia a dia por gente anônima, do povo, que batalha, se esforça e protagoniza impressionantes feitos em seu caminho. E quando a luz desta trilha se constrói desde a infância, um maravilhoso ser humano se delineia, semeando brilhantes conquistas a cada passo rumo à sua autorrealização.


Resumimos a seguir, quatro histórias de jovens heróis do cotidiano. Exemplos de como transformar a própria vida pode mudar o mundo! Estes relatos fizeram parte da programação do 1º Encontro Nacional do Núcleo Estudantil da BSGI, realizado entre os dias 10 e 12 de abril últimos.


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O primeiro destes heróis é Leonardo Fernandes Franco. No alto de seus escassos 7 anos de idade, o pequeno já possui a grandeza de um futuro cidadão do mundo. Morador do bairro paulistano da Mooca, Leonardo nasceu em meio à BSGI, seus pais são associados desde jovens e sua história de transformação se inicia aos 3 anos. Seus pais perceberam que algo ia mal com o pequeno Leo. Bebia muita água, emagrecera e seu humor se alterava com freqüência.


Exames foram feitos e recebeu o diagnóstico de diabetes tipo 1, doença grave que pode ter conseqüências debilitantes. Por meio dos incentivos dos amigos da organização, seus pais conseguiram reverter o quadro e obtiveram as informações necessárias para orientar o filho quanto às mudanças em sua vida. “Eu gostava do suco normal, mas agora tinha que tomar suco diet. Tive que trocar o açúcar pelo adoçante. Tenho que me alimentar de 3 em 3 horas para não passar mal”, contou.


Com isso, desde cedo, Leonardo teve que aprender a conviver com sua doença e desafiar-se a superar suas limitações. A vivência junto às atividades do Núcleo Estudantil ajudaram-no a conhecer-se mais e, a compreensão de seus companheiros da mesma faixa etária tem sido crucial para a convivência social. Fez até uma palestra na escola para os colegas sobre o diabetes, explicando sobre o aparelho que mede sua glicemia diariamente. “Todos me elogiaram e descobri que tenho amigos que também tem alergia a outros alimentos”, exultou o pequeno Leo.


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A jovem heroína Raphaela Jacinto, que cursa o segundo ano do Ensino Médio, conheceu o drama familiar da separação logo no primeiro ano de vida. “Mesmo tendo, desde então, que arcar com todas as despesas da casa, nunca passamos por dificuldades financeiras. Ela trabalhou durante por anos incansavelmente”, contou Rafaela. Seu expediente era o dia todo, os filhos estudavam à tarde e mesmo morando na mesma casa, tinham muita dificuldade de se encontrarem.


“Sentíamos falta de sentar à mesa juntos na hora das refeições e de conversar, sempre que possível aproveitávamos ao máximo qualquer pequeno momento ao seu lado. Porém hoje entendemos o porquê de sua ausência. Através de todo esforço empreendido, nossa mãe nos proporcionou e proporciona os melhores estudos, uma boa educação”, enfatizou.


Apesar disso, a sentia-se desajustada pois havia a pressão por parte da família paterna para que freqüentasse outro núcleo religioso. Mas suas aflições foram aliviadas gradativamente quando ingressou no grupo Taiga de dança. Lá ela compreendeu que todas as adversidades são parte de um repertório individual que devem ser utilizadas para o crescimento pessoal, não como empecilhos para o desenvolvimento. “Lá, pude aprender com mais clareza sobre as questões da vida, do mundo, da sociedade e os verdadeiros valores e as peças pareciam se encaixar. Então pude realmente me encontrar”, afirmou Rafaela.


Em paralelo, para poder contribuir com a família, ela e a irmã mais velha, iniciaram uma produção caseira de brownies (bolinhos solados de chocolate). Hoje a irmã é uma bem sucedida microempresária, pagam as assinaturas dos jornais Brasil Seikyo e fazem suas atividades com sua própria renda e ainda sobra alguma coisa para o pé de meia.


Na escola conquistou uma meia bolsa de estudos concorrendo com mais de 30 candidatos. Ajuda na organização e todas as semanas realizam a Quinta Feliz, são encontros de diálogos sobre assuntos diversos da atualidade, alinhavando com a visão da filosofia humanística do budismo Nitiren. “A cada Quinta Feliz mais e mais convidados comparecem e a sala de nossa casa já está pequena para tanta gente e por isso estamos com o objetivo (do distrito) de aumenta-la e transforma-la em uma sede particular”, finalizou Rafaela.


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Caroline Yumi Hasheda e Levy Mitsugui são dois jovens estudantes da Escola Soka do Brasil. Em agosto do ano passado foram selecionados entre todos os alunos dos 8° e 9° anos, para participarem do grupo de 10 alunos que iriam ao primeiro intercâmbio a Universidade Soka da America, a SUA. “No meu caso, minha família está passando por uma dificuldade financeira momentânea um pouco complicada e todo mundo está tendo que ajudar a pagar as coisas, inclusive eu, que atualmente trabalho como jovem aprendiz. Posso dizer então que esse intercâmbio, desde quando saiu o resultado, mudou a minha vida, pois estou aprendendo com as minhas dificuldades”, explicou Carol.


O dia 24 de março de 2015 ficará gravado na história de vida destes dois jovens. Partiram rumo a Los Angeles. “Me lembro que, ao passar pelo portão, me veio uma onda de emoções ou melhor um tsunami de emoções, finalmente um sonho de infância estava se realizando”, contou Levy. Conheceram o campus, os estudantes, os estudantes estrageiros e assistiram às aulas. Enriqueceram suas vidas e seu conhecimento, com a convivência, uma nova cultura, uma outra língua e novos horizontes de mundo se abriram para eles.


“Aprendemos com cada detalhe daquele maravilhoso lugar. E uma coisa que eu admiro muito é a Educação Soka, gostei muito da forma que eles colocaram isso durante os dias que tivemos as aulas. Eles não queriam que apenas aprendêssemos a matéria, no caso, aprender inglês, mas eles desejavam que nos tornássemos pessoas melhores”, ressaltou Carol.


“Cada momento, cada acontecimento deste intercâmbio ficará gravado na minha memória e no meu coração”, enfatizou Levy.


Foi um grupo muito especial, pois todos os 10 se tornaram grande amigos e parceiros. Um forte laço os uniu e permanecerá firme por muito tempo. Ambos deixaram claro que a experiência só fortaleceu sua decisão de se tornarem legítimos herdeiros do futuro da BSGI e disseminadores da cultura de paz e humanismo por toda a vida.

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