24 de Março de 2015

Gota cristalina e pioneira

Meiry Sayuri Ninomia Hirano é a fundadora do grupo feminino de dança Taiga

A pioneira: primeira coordenadora do Taiga, Meiry

Quem a conhece, logo de cara percebe – pela postura, graciosidade e energia – que não é uma mulher comum. Desde a infância, os gestos logo a denunciavam, mesmo quando ainda integrava a banda musical feminina. “Eu sempre amei a dança. Desde criança. Meu sonho era dançar e dançar e dançar, voar!”, explica. A bailarina Meiry integra a BSGI desde a infãncia. Sua mãe foi apresentada à BSGI pelos vizinhos. “Ela era uma mulher infeliz”, conta. Meiry, assim que se deu conta do clima de felicidade que vinha da família vizinha, quis vivenciá-la também. “Eu ia todos os dias à casa deles para conhecer mais sobre a filosofia humanística do budismo de Nitiren Daishonin, base da BSGI”. Oriunda de um lar sem harmonia – além de seus pais, viviam ainda na mesma casa outros 11 tios, mais os avós e primos – ela ansiava por um pouco daquela aura feliz dos amigos vizinhos.


“Minha mãe não acreditava em mais nada. Vivia em meio à uma infelicidade crescente e suas lágrimas diárias me machucavam muito. Um dia eu disse à ela: mamãe, você está sempre chorando, triste. A vizinha nunca chora, aquilo tocou seu coração e ela decidiu ingressar na BSGI”. Foi assim que em 14 de julho de 1968 a família Ninomia se integrou ao movimento humanístico da BSGI.


A pequena Meiry nasceu com o dom das artes. Aos oito anos ingressou na banda feminina Nova Era. Mas seu sonho era a dança. Chegou a fazer um ano de piano, desejo de sua mãe, mas seu dom era outro. Juntou o dinheiro da mesada e se inscreveu em uma academia de dança. Só depois é que foi pedir permissão ao pai.


Amava a banda e os encontros do Núcleo Jovem, mas sua vida estava predestinada para a dança. “Eu tinha esse desejo que me fazia buscar sempre a dança”, enfatiza. Em um dos festivais culturais da BSGI em 1988, Meiry integrou o grupo de coreógrafas e o sonho foi tomando forma. Mas ainda era apenas um grupo de dança do Núcleo Feminino Jovem, que se reunia eventualmente quando houvesse um evento importante. Porém, o sonho ardia em seu peito. “Meu sonho: formar um grupo de dança dentro do Núcleo Jovem e fui conversar com a liderança. A partir disso, disciplina, esforço e dedicação eram seu lema, por isso, em paralelo, dedicava-se cada vez mais para aprimorar sua arte e sua postura frente à vida. Formou-se em balé e jazz, graduou-se em Educação Física, especializou-se Ginástica Postural Corretiva, trabalhou em academias de dança e há 23 anos ininterruptos é professora do Tênis Clube Paulista.


Foi assim que, em 1990, quando da vinda de Hiromasa Ikeda, filho do presidente da SGI, dr. Daisaku Ikeda e, um dos líderes da SGI, movida pelo impulso e uma grande dose de coragem e ousadia, ela tomou a decisão fazer um pedido diretamente àquele homem quando o encontrou ao vivo e em cores. “Temos um grupo de dança no Núcleo Feminino Jovem, por favor conceda-nos um nome!”, pediu.


Aturdido e sem saber do que se tratava, Hiromasa devolveu: “mas que tipo de nome você quer?”. Sem hesitar Meiry disparou: “um nome grandioso!”. Foi assim que o que era um simples grupo eventual de dança, recebeu um nome impactante: TAIGA, que significa, Grande Correnteza.


Mas tudo começou mesmo muito antes da fundação oficial. Parafraseado Raul Seixas, “sonho que se sonha só é só um sonho; sonho que se sonha junto é REALIDADE, além de Meiry, algumas outras poucas meninas de mesma faixa de idade – recém saídas da infância, adolescentes – também dançavam e sonhavam em fazer da dança seu modo de exprimir e corresponder ao chamado de um ideal. Pois o mundo da SGI proporciona isso: que os sonhos dos jovens se tornem realidade. A partir dos incentivos mútuos os garotos e garotas canalizam seus esforços e energia para o aprimoramento de suas vidas, construindo sonhos, tornando-se adultos plenos e capazes.


Assim, cada integrante Taiga passou a ser chamada carinhosamente de gotinha’, gotas cristalinas que unidas, formam a Grande Correnteza. A primeira taigatyo – ou coordenadora do grupo Taiga – Meiry, em conjunto com as demais integrantes, criaram a base do que é hoje este grande grupo – quase duas mil gotinhas em todo o Brasil. Em outubro de 1993, após 14 anos de namoro, casou-se com Luiz Tociaki Hirano e, em 1995, trouxeram ao mundo mais uma gotinha, Patrícia Yukari Hirano. Neste mesmo ano, já membro do Núcleo Feminino – adulto – da BSGI, Meiry fundou o grupo de dança Fukuchi (Boa Sorte e Sabedoria), nome que também foi presente de Hiromasa Ikeda. “Ser parte disso tudo me forjou a ser uma pessoa melhor. Minha maior conquista na vida é ter podido viver tudo isso e comprovar a grandiosidade desta filosofia humanística que constrói uma sociedade realmente feliz!”, finaliza Meiry.

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