27 de Agosto de 2014

Dia das boas ações

Homenagem da BSGI a seus mais de 200 mil voluntários em seu dia

Jovens voluntários da BSGI na Bienal do Livro

Jovens musicistas voluntárias da banda feminina Nova Era...

...e os talentosos garotos da banda masculina Taiyo

Mãos cuidadosas amparam. Olhos sagazes emprestam não apenas a visão, mas também a percepção. Braços amigos estendem-se aos que necessitam de força. Pernas e pés incansáveis seguem percorrendo grandes distâncias para erigir obras grandiosas. É assim que, doando tempo, trabalho, talento e coração, os voluntários iluminam seus locais de atuação oferecendo o labor e suas essências. O voluntário ganhou uma data em 1985: dia 28 de agosto. E o BSGI Newsletter vem a público honrar e louvar os feitos destes inestimáveis bravos heróis anônimos do cotidiano. Os heróis deles e delas e os nossos mais de 200 mil espalhados por todo o Brasil, atuando em mais de 2500 núcleos de bairro, nas mais diferentes áreas – saúde, educação, promoção social, artes etc – sempre com o espírito estouvado de quem doa o melhor de si, munidos do ideal do humanismo e da cultura de paz!


Foi nos primórdios da colonização no Brasil, em 1543, que se iniciou o primeiro núcleo de voluntariado, na Santa Casa de Misericórdia, na vila de Santos. Os poucos registros existentes não detalham os nomes, apenas as ações. Mas a história mundial vem sendo marcada pelo empenho dos agrupamentos de voluntários em desastres, guerras, epidemias. Quase sempre anônimos, mas cada qual deixou sua marca e cravou nas linhas do passado, feitos de grande importância.


O século XX viu surgir no país diversos grupos que atendem os mais variados grupos sociais sempre pro meio do abnegado esforço de seus membros voluntários.


Um dos mais importantes e antigos agrupamentos de voluntários de que se têm notícia é o Comitê Cruz Vermelha Internacional. A organização foi fundada em Geebra, Suíça, em 1863, onde até os dias atuais está sediada. Tendo começado como um pequeno grupo de assistência a soldados feridos, é atualmente uma das entidades mais respeitadas do mundo, tendo exercido um importante papel no desenvolvimento da proteção à diginidade humana desde sua criação.


Já a organização Médicos sem Fronteiras (Médecins sans Frontières – MSF) é uma entidade internacional, não-governamental e sem fins lucrativos que oferece ajuda médica e humanitária a populações em situações de emergência, em casos como conflitos armados,catástrofes, epidemias, fome e exclusão social.


Porém foi só na década de 1990 que as empresas passaram a entender e a enxergar a importância do trabalho voluntário para o pleno desenvolvimento da sociedade. Muito disso se deve à impressionante obra do sociólogo Herbert de Souza – o Betinho – que criou a Ação da Cidadania Contra a Fome e a Miséria pela Vida. Embora muito debilitado pela doença congênita que o vitimou – a homofilia – Betinho fez o país e o mundo entender que a fome é o pior dos males pois contamina a alma da sociedade. Um único indivíduo, munido de um ideal, constrói uma obra que muda todo o seu entorno.


O programa Conselho da Comunidade Solidária fundada também por Betinho em 1995, mobiliza milhares de pessoas e deflagra um grande movimento solidário em todos os estados brasileiros. E, a partir disso, em 1997, criam-se os primeiros Centros de Voluntariado, hoje presentes das principais cidades brasileiras.


Em 2001 – Ano Internacional do Voluntário instituído pela ONU – o Brasil destacou-se entre 123 países participantes e a Pastoral da Criança foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz pelo conjunto das obras que realiza pelos seus milhares de voluntários.


A generosidade e solidariedade do povo brasileiro é então reconhecida de forma grandiosa: em 2002 a ONU escolhe o Brasil para apresentar o relatório final do Ano Internacional do Voluntário. Milú Villela, presidente do Centro de Voluntariado de São Paulo e do Instituto Faça Parte é a primeira mulher da sociedade civil a discursar na Assembléia Geral da ONU, apresentando a proposta de que o voluntariado continue a ser considerado como estratégia de inclusão e desenvolvimento social. Esta proposta recebeu a adesão de 143 países.


Para ser voluntário não é precisa muito. Há diversas formas de atuação. Desde realizando ações individuais – ler para idosos e enfermos, organizar grupos de reforço escolar, doar sangue, incentivar a coleta seletiva de lixo – ou engajando-se em grupos formais organizados.


 


Houve um incêndio na floresta e enquanto todos os bichos corriam apavorados, um pequeno beija-flor ia do rio para o incêndio levando gotinhas de água em seu bico. 

O leão, vendo aquilo, perguntou para o beija-flor: "Ô beija-flor, você acha que vai conseguir apagar o incêndio sozinho?"


E o beija-flor respondeu: "Eu não sei se vou conseguir, mas estou fazendo a minha parte".


Esta pequena história foi narrada pelo sociólogo Betinho em comercial de TV e tornou-se símbolo da ação do voluntário no Brasil. Ao morrer, em agosto de 1997, o legado de sua trajetória ainda é fonte de inspiração a milhões de pessoas que hoje têm um futuro graças à sua atuação.

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