10 de Junho de 2014

Cuidar da Terra

Cuidar desta imensa casa é dever de todos!

“Vivemos dentro de um útero azul, um oásis de vida em um cosmo destituído de vida, frio e hostil. A Terra proporciona um clima quente e estável para que a vida possa existir e explodir em sua diversidade. Quem já passeou pela Mata Atlântica ou pela Amazônia vislumbrou uma ecologia explosiva, uma criatividade aparentemente infinita, plantas e bichos de todos os tipos buscando comida e tentando se reproduzir, passar sua herança genética para a prole, perpetuando sua permanência e memória. A vida usa o presente para criar o futuro.” (Marcelo Gleiser, astrônomo brasileiro)


Quem passa pela marginal do rio Tietê em São Paulo e vê as montanhas de pneus (dentre outros objetos descartados) empilhados nas margens percebe que há algo errado com aquilo. Na verdade, há algo muito ruim por detrás desse fato. Embora desejamos muito esquecer o lixo - enterrá-lo, figurativamente -, trata-se de um fenômeno puramente humano, já que na natureza não existe desperdício, tudo é reaproveitado de forma a harmônica, pois o ambiente natural agrega elementos de renovação e reconstrução.


Tanto que desde os primórdios das civilizações é possível entender como uma população vivia analisando restos e resíduos produzidos por estas sociedades. Embora a problemática do lixo como ameaça à vida na Terra seja algo recente, todos os agrupamentos humanos produziram cada qual, seu tipo de lixo. Desde que se tornou problema – acentuando-se de forma preocupante a partir da segunda metade do século 20 – o lixo pode ser encontrado no estado sólido, líquido e gasoso e pode ser classificado como orgânico (restos de alimentos, folhas, sementes, papéis, madeira entre outros), inorgânico e esses podem ser recicláveis ou não (plástico, metais, vidros etc.), lixo tóxico (pilhas, baterias, tinta etc) e lixo altamente tóxico (nuclear e hospitalar).


O Museu do Lixo no Parque Ecológico Guarapiranga, na zona Sul de São Paulo, demonstra de forma didática e assustadora como o lixo revela o descompromisso da sociedade com o lixo. Mais de 320 objetos compõem o acervo, tudo retirado da Represa de Guarapiranga, conhecida por ser a segunda maior fonte de água da Grande São Paulo.


Fogão, geladeira, panelas, brinquedos, tênis, pia e até um automóvel Puma de 1970 e uma máquina fotocopiadora. Poderiam compor o mobiliário de uma residência, mas estavam submersos ou boiando em uma represa de 27 km de extensão. “A partir destes objetos foi possível se fazer um mapeamento e desenhar o que chamamos de geografia do lixo”, conta a associada da BSGI Marina de Oliveira Souza. Sua formação em oceanografia e especialização em gestão ambiental, levou-a a atuação no Parque Ecológico Guarapiranga. Segundo ela, nas proximidades do local onde o carro foi encontrado, existem muitos desmanches de automóveis. Já garrafas de vidro e plástico são comuns em áreas de bares e restaurantes.


Embora tais objetos retirados da represa sejam alarmantes, o setor que mais causa impacto ambiental ao planeta é o primário. Do montante de todo o resíduo produzido no mundo, 39% vem da mineração; seguido de perto pela pecuária com 38%; e, em terceiro, a agricultura, com 19%. Em quarto vem a indústria, com 4%; em quinto os entulhos com 3% e em último, com 2,5%, os sólidos urbanos. Ou seja: o que se revelou na represa é infinitamente pequeno em comparação com os demais resíduos produzidos em outros setores econômicos.


Outro ponto importante: o lixo não é somente um problema de caráter ambiental, mas também de saúde e qualidade de vida. Daí a urgência em se repensar o modo de agir e de consumir. Os 5Rs da sustentabilidade:


1. Repensar – Hábitos e atitudes de consumo


2. Reduzir – Geração de lixo


3. Reaproveitar – aumentar a vida útil dos produtos


4. Reciclar – transformar materiais beneficiados em matéria prima de outros produtos


5. Recusar – não consumir produtos que geram impactos ambientais significativos que não sejam essenciais


Neste mês em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) cabe a todos os habitantes deste planeta repensar o modo como nos relacionamos com os nossos bens de consumo, coexistindo de forma harmônica e sustentável. Afinal como bem colocou o astrônomo Marcelo Gleiser no texto que abre este curto ensaio, “A vida usa o presente para criar o futuro”. Pensemos nisso!

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