11 de February de 2021

Ciência: substantivo feminino!

Um dia para celebrar a presença de mulheres e meninas na Ciência

“Mesmo que pensemos que determinada ação individual seja muito pequena, imagine se ela for repetida milhões de vezes. Isso fará a diferença” Dra. Wangari Maathai

O empoderamento feminino não pode ser uma agenda opcional: é uma prioridade urgente

Represa Guarapiranga: ocupação humana no limite

A cientista Cíntia Okamura

Honra e dignidade. Qualidades fundamentais para um bom profissional de qualquer área. A despeito dos negacionistas em um mundo cada dia mais dividido em meio à maior pandemia que a humanidade já enfrentou, é a Ciência que traz alguma luz para o restabelecimento de um novo mundo e uma nova mentalidade inevitável. Embora o contingente feminino de cientistas ainda esteja em torno de 28% dentre todos os pesquisadores do mundo, 11 de fevereiro celebra-se o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência instituído pela ONU como forma de reconhecer e disseminar as iniciativas femininas dentro do universo científico.


Aos céticos que desdenhariam desses 28% é preciso lembrar que a presença maciça das mulheres no universo científico é bastante recente e vem crescendo, tanto em quantidade como em relevância de temas pesquisados. Só para citar um exemplo bem recente: o sequenciamento genético do novo coronavírus foi realizado em tempo recorde por duas cientistas brasileiras Jaqueline de Jesus e Ester Sabino.


Na BSGI destacamos o nome de Cintia Okamura, durante muitos anos a coordenadora do Departamento de Cientistas e hoje atua na vice liderança de toda a Coordenadoria Cultural. Recentemente seu projeto Gestão Integrada e Participativa na área de proteção e recuperação da Bacia Hidrográfica do Reservatório Guarapiranga (APRM- GP) coordenado pela CETESB e com a participação de diversos órgãos integrantes da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA) e de secretarias municipais da Prefeitura de São Paulo, com o apoio da FAPESP, e com a participação da população local, situa-se entre os 20 selecionados para apresentação no “Laboratório Cidadão” da Prefeitura de Madri/Espanha.


Sobre o projeto


A partir da observação de campo e reflexões sobre a complexa e conflituosa questão do direito à moradia e direito à qualidade ambiental (principalmente da água) na região da represa Guarapiranga, surgiu a proposta de inovação institucional, com a implementação de uma gestão integrada e participativa em duas áreas-piloto em Parelheiros. A iniciativa conta com o envolvimento de diversas esferas públicas, estadual e municipal, de empresas locais e demais grupos locais organizados da sociedade civil. Em um contexto mais amplo, o projeto objetiva o estabelecimento de metodologias e instrumentos para implementação de políticas públicas relacionadas ao meio antrópico, pela CETESB.


“Na Bacia do Guarapiranga, a multiplicação de ocupações irregulares tem causado uma importante degradação ambiental, ameaçando a qualidade das águas que abastecem aproximadamente 20% da RMSP”, explica a pesquisadora. Segundo ela, para avançar em direção à “resolução” dessa problemática, o projeto se propõe a trabalhar com diversas frentes de ação como o “Fórum das Instituições”, “Fórum dos Moradores”, ações de conservação, ações de saneamento, regularização fundiária sustentável e participativa, ação de requalificação urbana e ambiental, plataforma de tecnologia social, desenvolvimento local, ações de arte, cultura e educação ambiental, estudo microbiológico, comunicação, entre outros.


Empoderamento e igualdade de gênero


Como na epígrafe que inicia este texto, pequenas ações aparentemente sem destaque, somadas e multiplicadas, podem se tornar gigantes! Iniciativas como a de Cíntia são a “cara” das mulheres da BSGI, tanto as que se dedicam à Ciência, como as que se empenham diariamente nas ações organizacionais relacionadas à propagação dos ideais da SGI. Como bem colocou o presidente da SGI, dr. Daisaku Ikeda, em sua proposta de paz de 2018, Rumo à era dos direitos humanos: construindo um movimento popular: “A igualdade de gênero e o empoderamento não devemiderados apenas um dos dezessete ODS, mas, em vez disso, devem ser reconhecidos como a chave para acelerar o progresso rumo à realização de todo o espectro de metas (...) O empod ser conseramento feminino não pode ser uma agenda opcional: é uma prioridade urgente para muitas pessoas em situações graves.”. E enfatiza uma das premissas mais valiosas da SGI: “A nossa organização se compromete a continuar na luta para criar uma base de solidariedade popular com a qual se superem os desafios que a humanidade enfrenta, fundamentados nos esforços para proteger a vida e a dignidade de cada indivíduo”.


Foto da represa Guarapiranga: Fapesp

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