11 de Março de 2015

Brasileiros na Univesidade Soka do Japão

Os novos ingressantes da Universidade Soka do Japão

“Qual o propósito de se cultivar a sabedoria? Que você faça a si mesmo essa pergunta, sempre.”1


Tamy Yukie Kobashikawa, 25; Yuji Handa, 27; Patrícia Yukari Hirano, 19; Estela Hitomi Sato Shiratori, 19; Lucas Caique Bezerra de Souza, 22; são jovens brasileiros que decidiram desafiar suas limitações e partir em busca de uma formação acadêmica calcada firmemente no humanismo. A Universidade Sokado Japão foi inaugurada em 2 de abril de 1971, na cidade de Hachioji nos subúrbios de Tóquio. Mas os preparativos começaram sete anos antes, em junho de 1964, quando o fundador e líder da SGI, dr. Daisaku Ikeda, anunciou oficialmente sua intenção de construir uma universidade fundada nos princípios Soka (criação de valores humanos).


Atualmente, a Universidade Soka possui acordos de intercâmbio científico e cultural com 154 universidades de 48 países e territórios. Mais de setecentos alunos da instituição realizam intercâmbio todos os anos. Além disso, a Universidade Soka possui aproximadamente trezentos alunos estrangeiros. Seu programa educacional altamente internacionalizado obteve um elevado conceito na avaliação do Ministério da Ciência e Educação do governo japonês, e ela foi escolhida para o empreendimento de ‘apoio à criação de uma universidade globalizada’.


Tamy Yukie Kobashikawa (aluna de mestrado) – Desde criança esta jovem lia sobre a Universidade Soka e sobre os ideais que norteiam esta instituição. “Fui crescendo e crescendo e aquele sonho nunca saiu da minha memória, porém, a dura realidade e o fato de eu não acreditar no meu potencial fizeram com que o desejo se mantivesse como uma mera ilusão”, conta. Aos 17 anos iniciou o curso pré-vestibular para cursar uma universidade pública. Porém seus sonhos foram se desvanescendo à medida que colecionava reprovações. Além disso, as vicissitudes da vida também concorreram para tal. “De 2007 a 2010 foram os anos mais difíceis da minha vida: em 2007 minha avó faleceu, em 2008 minha mãe teve isquemia e em 2009 meu avô faleceu. Foram anos que eu ficava mais no cursinho do que em casa e quanto mais eu estudava, mais eu me achava burra e incapaz”, lamenta-se.


No Núcleo Jovem da BSGI Tamy recebeu o incentivo que precisava. Entendeu que não há recompensa sem esforço e passou a se dedicar com afinco nas atividades da BSGI. Resultado: após três anos de cursinho, finalmente conseguira passar em Ciências Sociais na Universidade Federal de São Paulo. Fez intercâmbio na Inglaterra e Espanha Ao término da graduação, avivou-se o sonho de menina. “Com muita honra, informo a todos que no dia 3 dezembro recebi o comunicado que fui aprovada na Universidade Soka do Japão!”, exultou a jovem Tamy, decidida a realizar seu mestrado em Ciências Públicas com o propósito de erradicar a miséria do mundo.


Yuji Handa (aluno de mestrado) – Filho de pais japoneses, bem criança teve a oportunidade de conhecer a Universidade Soka. É a terceira geração de associados da BSGI. Seu avô, um grande pioneiro no interior do estado de São Paulo, foi seu grande incentivador e conselheiro. Aprendeu bem cedo que o esforço e a dedicação são a base para forjar um caráter firme e uma personalidade inabalável. Cursou a Universidade Estadual de Campinas, mas não foi fácil. “Meu desafio iniciou-se com a luta para passar no vestibular. Após ter irmão e irmã mais velhos estudando em universidades públicas a pressão para o meu ingresso era enorme”, contou Yuji.


Enfim, passou. Empenhou-se e se formou. No processo apresentou a BSGI a dois amigos que tornaram-se associados também. Veio a fase de trainee e a maratona das entrevistas. Sempre empenhado nas atividades em prol dos demais associados, tanto nos núcleos de jovens como na banda musical masculina Taiyo, eis que a oportunidade surge. “Foi por meio da imensa boa sorte acumulada ao longo dos anos de empenho na BSGI que descobri que na empresa existe um programa na qual eles incentivam os funcionários a aprimorar novos idiomas tendo a oportunidade de estudar no exterior por um período e após o intercâmbio retornar ao país com garantia do emprego”, entusiasma-se Yuji. Foi assim que, no início de dezembro de 2014 recebeu a grata notícia de que fora aprovado para o programa de pós-graduação na Universidade Soka do Japão.


Patrícia Yukari Hirano (aluna de graduação) – Formada pela primeira turma da Escola Soka do Brasil, Patrícia sempre acalentou o desejo de estudar na instituição-mãe. Pai e mãe incentivaram-na fortemente. Tentou ingressar em 2012, no final do Ensino Médio, na Universidade Soka dos EUA, mas foi reprovada. Entendeu que precisava desejar realmente, não apenas deixar-se levar pela empolgação. Seus pais lhe proporcionaram um intercâmbio de 6 meses no Canadá, experiência que lhe proporcionou não apenas conhecimento e domínio do idioma, mas maturidade.Tentou de novo em 2013, e amargou nova reprovação. “Fiquei muito chateada por não ter sido aprovada pela segunda vez e estava duvidando da minha capacidade”, confessou. 


Resolveu dedicar-se aos estudos de forma individual e ajudar seu pai em seu trabalho. No grupo de dança que participa, o Taiga, empenhou-se mais com o objetivo de forjar-se e ser uma pessoa de valor, não apenas ao grupo, mas a toda sociedade. “O que me dava forças era participar de atividades do Núcleo de Bairro e ver que todos estavam passando por dificuldades, e mesmo assim, renovavam a decisão de vencer”, entusiasma-se. Participou ativamente de atividades culturais da BSGI de sua região e como voluntária na AACD. Todo esse empenho finalmente lhe rendeu êxito e em dezembro último recebeu a notícia de sua aprovação para a Universidade Soka do Japão.


Estela Hitomi Sato Shiratori – Assim como Patrícia, Estela é filha de associados da BSGI e membro da segunda turma formada pela Escola Soka do Brasil. Assim como os demais, ela está de malas prontas para iniciar as aulas em abril, no recém criado curso de Artes Liberais. “Foi quando estava na 3ª série do ensino fundamental que, pela primeira vez, sonhei em estudar na Universidade Soka do Japão, mas parecia um sonho distante”, conta Estela.


Membro desde a infância da banda musical feminina Nova Era, Estela sempre dedicou-se com muita vontade ao grupo. Esse foi o motivo para ser contemplada com uma vaga no Curso de Aprimoramento da SGI no Japão especial para membros da banda, em 2013. E lá, conheceu a Universidade Soka. “O campus é um lugar lindo, amplo, florido, repleto de estudantes do mundo inteiro dispostos a corresponder aos ideais humanísticos da SGI”, enfatizou. O resgate do sonho se deu no mesmo instante e daí iniciou-se o desafio.
2014 chegou e encontrou uma Estela decidida e determinada. Empenhou-se em dobro em tudo. “Em muitos momentos tive dúvida da minha capacidade de ser aceita na universidade, pois eram apenas 10 vagas para alunos internacionais”, refletiu. Por fim, o dia 3 de dezembro chegou e seu nome estava entre os contemplados. Vitória!


Lucas Caique Bezerra de Souza (aluno de graduação) – Dos cinco estudantes brasileiros que ingressam este ano, apenas Lucas não tem descendência japonesa. Oriundo de um lar desfeito o jovem de quase dois metros de altura, sorriso fácil e largo já é um vencedor. O alcoolismo do pai desagregou toda a família. O desemprego levou à depressão e mais alcoolismo. “Minha mãe decidiu fugir de casa depois das agressões e ameaças de morte, que meu pai fazia”, contou. A mãe, debilitada pelo câncer acalentou a morte. Já sem esperança e decepcionada, ela se lembrou de uma amiga que há algum tempo, ensinara sobre a BSGI e sua filosofia humanística. Foi assim que em agosto de 2003 sua família associou-se à BSGI.


Aos 10 anos, em uma atividade dos estudantes, após ouvir sobre a Universidade Soka, Lucas decidiu ir ao Japão. “Perguntei a uma senhora como eu poderia concretizar meus sonhos, se não tinha dinheiro nem para o ônibus”, indagou. Ela então diante daquele menino franzino, muito sabiamente disse: "Quando o objetivo é pelo bem comum, pela paz perene no mundo, não há nada impossível. É preciso sonhar independentemente de nossa situação nesse momento, objetivar além de nosso estado de vida”. Naquele momento o garoto Lucas determinou que estudaria na Universidade Soka do Japão. Buscou um curso gratuito de língua japonesa, empenhou-se nos estudos, no trabalho e nas atividades do Núcleo Jovem. Gradativamente, o sonho foi se materializando. Um tijolinho por vez. Amargou uma reprovação em 2013, mas com o apoio dos colegas e amigos da BSGI, renovou a decisão e voltou a inscrever-se em 2014. A torcida geral valeu e, como os demais, em 3 de dezembro, o jovem Lucas abriu o seu mais largo sorriso para comemorar a notícia de seu ingresso na Universidade Soka do Japão!


1 Frase do romance Nova Revolução Humana, vol 15, pág. 96

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