21 de May de 2021

Ações por um planeta harmonioso e sustentável

Marcos Aurélio Batista de Campos é um empreendedor social que realiza ações realmente impactantes para o meio ambiente na comunidade em que vive

Marcos a uma amostra da coleta de resíduos na Guarapiranga

Estandarte do Bloco Eco Campos Pholia

Uma parte da equipe de voluntários

Tudo começou há quase três décadas. Marcos era um adolescente de 15 anos quando esteve na histórica Conferência Rio’92, ou a Cúpula da Terra. Ali, líderes mundiais – de governo e renomados cientistas – pactuaram que é crucial e urgente agregar componentes econômicos, ambientais e sociais em prol de um planeta mais humano e sustentável. “Foi ali que começou a se formar uma ideia e eu decidi que faria parte dessa mudança de forma efetiva”, iniciou Marcos. Ele participou da Rio’92 como integrante da banda masculina da BSGI, Taiyo e, mais tarde, chegou à liderança nacional desse grupo que hoje possui milhares de componentes em todo o Brasil.


O desejo se tornou ação e Marcos lançou-se à árdua caminhada de executar esse plano gerado ainda na juventude. Graduou-se em Gestão de Eventos e especializou-se em Marketing. Paralelamente a isso foi se autoeducando sobre os melhores caminhos a serem trilhados. “Pensava sempre em como gostaria de estar em 20 anos. Ou como e onde estaria em 2030”, questionava-se.


Ação local, mudança global


Morador da Zona Sul da capital paulista, é budista desde o nascimento. E um inconformado assumido. Leitor assíduo do romance Nova Revolução Humana de Daisaku Ikeda, Marcos gravou passagens importantes em sua vida. “Tenho que fazer a diferenca dentro da sociedade, foi uma das ideias que gravei. E ainda: uma ação local reflete em uma mudança global”, enfatizou.


A represa Guarapiranga, um dos maiores reservatórios de água da capital paulista, tem um manancial de problemas. Muitos olham para ela e só veem o desastre, não conseguem enxergar saída para o caos. Desde o lixo que se acumula em todos os 26,6 km2 de extensão afetando a vida na água e a saúde das populações que a consomem, até as moradias irregulares em suas margens assoreadas. Porém, pessoas como Marcos olham para a Guarapiranga e buscam modos de transformar aquela realidade.


Assim, em 2010, quase vinte anos depois da Rio’92, Marcos iniciou o embrião do que viria a ser o Bloco Eco Campos Pholia. “Foi um bloquinho de carnaval para chamar a atenção para a questão ambiental”, explica. O bloco foi só o start. Antes da pandemia, a cada apresentação, o bloco chegou a arrebatar mais de 1,5 mil pessoas, gente engajada na questão ambiental e disposta a se doar em benefício da comunidade em que vivem.


Juntando-se a outros coletivos, o bloco Eco-Campos participa (antes da pandemia) da coleta de lixo da represa Guarapiranga. “Em média são recolhidas cerca de três toneladas de lixo”, enumera. Embora seja uma ação necessária e de imensa relevância, esse lixo recolhido praticamente não tem outro destino a não ser o aterro ou a incineração, pois é um material inútil para a reciclagem devido a nível de contaminação. Pensando nisso, Marcos buscou novas parcerias que promovessem ações efetivas para evitar que esse resíduo chegasse à represa.


Coleta seletiva e geração de renda


A Coletando é uma ONG que atua hoje em quatro polos: zona Sul de São Paulo, Cajamar na zona Norte, Caraguatatuba cidade do litoral norte de São Paulo e no Complexo do Alemão no Rio de Janeiro. A ideia é genial de tão simples: os inscritos no site (www.coletando.org ) leva seus recicláveis a um posto de coleta e o valor desse material é creditado em um cartão magnético que pode ser usado em qualquer comércio, como um cartão de débito de banco. A Coletando também promove a recolha dos recicláveis em escolas, associações etc, gerando renda para essas instituições. “Essa é uma ação efetiva que evita que grande parte dos resíduos cheguem aos mananciais de água e sejam reciclados pela indústria, além de gerar renda imediata a quem precisa”, explicou Marcos.


A Eco Campos Pholia hoje tem sede própria e ministra aulas de capoieira, musicalização entre outros. Semanalmente realiza ação de monitoramento da população da terceira idade em parceria com o SUS, aferindo sinais vitais, glicemia e oferecendo orientação de saúde preventiva. Em outra parceria, a Eco Campos também promove um sacolão três vezes por semana com produtos doados por um hortifruti situado em região nobre da capital. “Um caminhão passa por esse parceiro e recolhe tudo o que seria descartado às 4h da madrugada. Nós colocamos em saquinhos e vendemos a R$1 cada saco”, contou. Tudo realizado por voluntários. Semanalmente são cerca de 3,5 mil pessoas diretamente impactadas com essas ações.


Outras ações


E o empreendedor social não para. Já está estudando formas de implementar o Eco Vidas, projeto que vai distribuir absorventes íntimos e medicamentos à população que não tem recursos. E já está em pleno desenvolvimento a horta comunitária que gera renda e alimento saudável. Já têm também parceiros que estão recuperando as margens assoreadas, plantando mudas de árvores nativas da região e em muitos locais é visível a mudança no ambiente, com o retorno dos pássaros e o aumento de peixes que vem se alimentar dos frutos que caem nas águas. “Estamos pensando na ampliação dessas hortas, dos plantios, na multiplicação de pontos da Coletando. Cada ponto, projeto, leva a outro e assim, promovemos um ciclo virtuoso, onde cada membro da coletividade se conecta amorosamente ao seguinte. Isso é o princípio budista do Esho Funi [inseparabilidade do indivíduo e seu ambiente], sendo colocado em prática!”, finaliza Marcos.


Em tempo – Os instrumentos de percussão do bloco Eco Campos Pholia são confeccionados com material reciclado, assim como os estandartes e demais adereços. Os ícones que ilustram a imagem que abre este texto são os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) contemplados pelas ações promovidas por Marcos e seus parceiros, totalmente em consonância com o sonho de menino que deu início à sua impressionante trajetória. E, nesta semana, comemora-se o Dia Internacional da Reciclagem, 17 de maio.

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