12 de December de 2022

A determinação e o triunfo de um jovem de esperança!

Ricardo Barbosa tem 32 anos, é professor doutor e budista há pouco mais de dois anos mas já tem a convicção de um grande veterano

Em sua participação do Curso da Primavera do Núcleo Jovem da BSGI

O jovem professor Ricardo

Com os companheiros do Tocantins

Nascido e criado em São João dos Patos, interior do Maranhão, o hoje professor e doutor em Química, Ricardo Barbosa, é um entusiasta da filosofia humanística do budismo Nichiren da Soka Gakkai. Embora tenha formação cristã tradicional, sua índole investigativa sempre buscou muitas respostas que iam além dos dogmas. “Eu considerava um tanto agnóstico, com relação à fé, pois não frequentava mais a Igreja e quando ia, diferentemente de quando eu estava na adesão em que participava de grupos de jovens, sentia como se aquele não fosse mais meu lugar”, explicou.


Decidiu-se por não se vincular a religião algum por um tempo, mas manteve-se lendo e buscando. O budismo chamou a atenção devido à maneira de encarar a realidade da vida e o sofrimento da humanidade. “Essa curiosidade que compreendi mais tarde, consistir em 'espírito de procura [i] ', me fez buscar um templo budista de linhagem tibetana para praticar a meditação”, enfatizou.


Em 2017, obteve êxito num concurso público para professor efetivo do Instituto Federal do Tocantins, trabalhando inicialmente no Campus Dianópolis. Manteve suas práticas de meditação e recitação de mantras, mas sentia que ainda faltava algo para fato motivador a chama da fé. Buscou por grupos no Tocantins que tivessem relação com o budismo. Até que em 2018, por meio de contato em rede social, encontrou André Ricardo em Araguaína. Trocaram mensagens e incentivos mútuos. Munido de um forte o espírito do procura solicitou remoção para Araguaína e lá encontrou outros companheiros da BSGI e foi iniciado na prática do budismo Nichiren.


“Aprendi a recitar o Nam-myoho-renge-kyo e iniciei a prática do gongyo . Entretanto essa prática se consolidou mais no ano posterior, quando chegou à pandemia de covid-19, onde as manifestações foram tantas e de fato a prática da fé foi crucial para enfrentar as adversidades nas quais muitos de nós nos encontrávamos neste período”, conto Ricardo . Ele ressalta que os encontros, as reuniões de estudo e diálogo, as leituras, os vídeos, tudo foi se somando em sua mente e coração, cada vez mais convicto de que havia encontrado o que tanto buscava a vida toda.


Ricardo destaca que durante o período de isolamento social, as atividades remotas descortinaram-se como oásis. Foi delas que obteve a energia para perseverar. Sua prática individual foi o que o manteve forte para enfrentar a dor da perda de seu querido pai em 2021. Apesar da dor lancinante do luto, preparou-se para o maior desafio acadêmico de sua vida: a defesa de seu doutorado. “Continuei orando o daimoku e participando das reuniões remotas, buscando substituir as reclamações pela esperança. Defendi meu Doutorado de forma remota na companhia dos meus familiares e em seguida retornei ao Tocantins”, relatou.


E, finalmente, em novembro de 2021, converteu-se ao budismo Nichiren da BSGI e recebeu o objeto de devoção, o Gohonzon [ii] , consagrando-o em sua casa.


O ano de 2022 chegou e, com ele, as aulas presenciais. Retornou ao Araguaia e assumiu a função de líder de distrito dos jovens. Com isso surgiu a oportunidade de se inscrever no Curso de Primavera 2022 da Juventude Soka do Brasil que se realizaria no Centro Cultural Campestre da BSGI, em Itapevi-SP. “Inscrevi-me com certa confiança de que seria selecionado, contando com minha boa sorte inicialmente por ter conquistado paz, harmonia comigo mesmo e com os outros por meio da estratégia do Sutra do Lótus”, disse com orgulho. Com tal confiança, adquiriu as passagens antecipadamente sem saber o resultado da seleção, pois sabia que o preço seria bem outro se deixasse para comprar na próxima viagem.Ao receber a notícia de sua aprovação, agradeceu a boa sorte e passou a se preparar para o desafio de embarcar rumo à capital paulista.


“O treinamento que recebeu neste evento foi para a vida. A cada momento, conhecer a realidade de cada companheiro, as dificuldades de cada jovem em estar ali, sejam elas financeiras ou psicológicas, ou mesmo com o excesso de trabalho, como eu. Cada momento desse belo Curso foi inspirador. De fato, o Centro Cultural Campestre é o grande castelo da Paz Mundial nas Américas”, detalhou. 


Entre os vários momentos inesquecíveis que vivenciou, Ricardo enumerou: ficou encantado em conhecer o Colégio Soka, que conserva e propaga com tanto zelo a filosofia humanista de defesa incondicional da vida. Ficou igualmente encantado em conhecer o Centro Social Josho, onde teve a oportunidade de orar diante do maravilhoso Objeto de Devoção ali consagrado.


“Ademais, em cada momento, me senti acolhido e cheio de paz e de harmonia, e cheio de gratidão por ter a oportunidade de estar ali fazendo parte da 1ª Turma da Academia Índigo da Juventude Soka, nome com o qual o presidente da SGI, dr. Daisaku Ikeda, nos designou. Nos escritos sagrados consta: 'A tinta azul origina-se do índigo, mas quando utilizada para tingir algo repetidas vezes, a cor resultante fica ainda mais intensa do que a própria planta do índigo' (CEND, v. I, p. 643) .


Ricardo vem utilizando as redes sociais para falar sobre o budismo aos seus contatos. Aos sábados ele prepara um café, suco e compra bolo para receber amigos e falar sobre o budismo. “Iniciamos com a primeira reunião presencial após a pandemia, em que um professor da escola e um estudante do curso de participação estiveram presentes”, contorno. Empiricamente, como em uma aula, o professor deu boas vindas e explicou resumidamente a história do budismo. Em seguida iniciou uma recitação do gongyo pausadamente e daimoku diante de seu Objeto de Devoção.


“Tomei o cuidado de emprestar uma liturgia para cada um deles. Seguidamente, houve uma explicação que percebi sobre A Teoria dos Dez Mundos. Os participantes estavam empolgados em conhecer algo novo e fizeram muitas perguntas. Principalmente para compreender melhor as diferenças e semelhanças entre a religião budista e a cultura judaico-cristã”, detalha o professor. Aquele foi o ponto de partida do bloco por ele criado.


“Com relação ao Kofu [contribuição financeira voluntária], tenho me esforçado com gratidão para o objetivo de adquirirmos nossa sede de área em Palmas”, enfatizou. Segundo ele, esse é o objetivo profundo e grandioso que todos da Área Tocantins têm assumido e pelo qual vivenciamos intenso daimoku. Desde a sua conversão, Ricardo encara o kofu como uma grande oportunidade de saldar parte das dívidas de gratidão com os mestres e com a organização. “São muitos os benefícios que obtiveram. Por exemplo, tive dificuldades com algumas dívidas da mudança para Araguaína e outras com contas antigas que não sabia que tinha contraído, mas rapidamente consegui saldá-las. Em alguns momentos recebia pagamentos que pareciam ser exatamente para o kofu.Enfim, tudo foi concorrendo para um período de estabilidade financeira”,


 






[i] Espírito de procura é exemplificado pela figura de Abutsu-bo, um samurai guerreiro que encontrou-se com o buda Nichiren Daishonin para matá-lo a mando das autoridades da época. Disposto a matar Daishonin, começou a questioná-lo sobre as denúncias ao Buda Amida. À medida que ouvia respondeu a todas as questões e sobre a grandiosidade da Lei Mística, Abutsu-bo ficou comovido pela condição elevada de vida e benevolência de Nitiren Daishonin e finalmente desfez-se de sua fé e jurou segui-lo por toda a vida. (Brasil Seikyo, edição nº 1832, 18/02/2006, página A7.)


 




[ii] Gohonzon é o objeto de devoção para uma observação profunda da mente. O presidente Ikeda explica: “A palavra japonesa honzon significa 'objeto de devoção ou respeito fundamental', ou seja, o objeto que respeitamos e para o qual nos devotamos tendo-o como a base fundamental da vida. http://www.seikyopost.com.br/budismo/vamos-falar-sobre-os-beneficios-do-gohonzon



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